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Orquestra Paulistana de Viola Caipira



Dados Artísticos

Uma orquestra, nos moldes e acepção do termo, porém formada exclusivamente por violas caipiras (dez cordas).
Fundada em 29 de outubro de 1997 pelo maestro Rui Torneze (v.), tem sido, desde então, provavelmente  a corporação musical do gênero mais atuante no território nacional. Um de seus objetivos é  formar público para a música executada à viola caipira e, devido a isso, desenvolve um eclético repertório , o qual vai da música caipira de raiz a  inusitadas e originais incursões pela música erudita, world music, new age e MPB. Para obter essa performance o aprimoramento ostensivo de seus integrantes (a grande maioria músicos amadores, pessoas comuns da sociedade como bancários, estudantes, empresários, professores etc) é regra geral e uma exigência para incluir-se no quadro da OPVC.
Devido a abrangência musical e a originalidade e técnica de suas interpretações a OPVC conquistou dos ouvidos simples aos sofisticados. Suas atuações fazem-se presentes em comemorações institucionais do setor público e privado e  principalmente no mundo dos agronegócios, como exposições, congressos , feiras , leilões e outros eventos do setor que ocorrem por todo o país.
O apoio didático e organizacional da OPVC se dá pelo Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras (v.), sede da mesma.



Outro objetivo da OPVC é preservar e divulgar a chamada "música de raiz". Conta com músicos, do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim e também do Instituto São Gonçalo de Cultura Caipira, ONG surgida a partir do sucesso do trabalho da Orquestra e onde se encontra a sede da OPVC. Também compõem a Orquestra  membros da comunidade da cidade de Campinas em geral.
A  OPVC   varia de 10 a 45 integrantes de acordo com o tipo da apresentação. O repertório é formado, tanto por grandes clássicos da música caipira e erudita, como por peças inéditas com performances variadas sobre ritmos como o cururu, toada, rasta pé, recortado, cateretê, pagode sertanejo e outros.
As atividades da  OPVC também proporciona a seus componentes e aos alunos do curso de viola caipira do CEMTJ e do Instituto São Gonçalo a oportunidade de desenvolver e mostrar um trabalho de musicalização coletiva, melhorando assim, principalmente a acuidade rítmica das peças do repertório estudado, inclusive agregando peças de distintas naturezas, sejam clássicas, de MPB ou de outras tendências. Além disso a OPVC funciona como um laboratório para o surgimento e o desenvolvimento de novos talentos na execução da viola e música caipira, fomentando, incentivando e dando apoio para a criação de outros grupos de violeiros.

Em 2002, a gravadora Kuarup lançou o CD "Orquesta Paulistana de Viola Caipira", gravado ao vivo no Theatro São Pedro, em São Paulo, em outubro  do mesmo ano. O disco, que também foi lançado em DVD, foi produzido por Léo Stinghen e Rui Torneze e traz direção musical e arranjos de Rui Torneze, sendo assistentes de regência Orlando Leitão e Sérgio Zex. O repertório é composto de  vários clássicos da música caipira, contando no naipe de solo com com a interpretação de Luciano Cordeiro, Fabíola Mirella, Andreis Bassi, Júlio Cordeiro, Lucas Torneze, Wesley Naberezny, Sérgio Zéx, Robson Russo, Ighor Aguila, Ari Freitas, Orlando Leitão.

No naipe de base, as violas são de Cláudio Rugene, Beto Moschkovich,Arthur Rovida, Cláudio Lacerda, Mumbuka, Edmundo Graballos, Hermínio, Malícia, Filipe Vidoca, Valmir Rosa, Flávio Aparecido, Juliano Mola, Jorge Augustus, José Ramalho, Edison Hansen, Daniel Zanzini, Vinícius Lanna, Fábio Manfreddi, Isnard de Carvalho, Renato Rocha, Celson Lorena, Tharses Camargo, José Santana, Juliana Bertin, Cristiano Alexandre, Décio Carratu, Jean Carlos, Benedito Alves, Mário Luiz, Reinaldo Silvério, Paulo Theodoro, Léo de Lima, Eduardo Borsatti, Augusto César, Ailton Rios, Aluísio Salge, Toninho de Jesus, Ivan Luis,Raimundo Cândido, Donizetti Assunção, José Carlos Vieira, Neusa Mariano. Entre as faixas do disco, destacam-se interpretações do Hino Nacional Brasileiro, pot-pourris de toadas como "Chico Mineiro", de Tonico e Francisco Ribeiro; "Cuitelinho", de Paulo Vanzolini e Antônio Xandó;  "Cabocla Teresa", de Raul Torres e João Pacífico; "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira e  "Luar do Sertão", de Catulo da Paixão Cearense, entre outras. São vários os compositores visitados entre guarânias, toadas, cururus e cateretês, indo de Belmonte e Goiá, passando por Angelino de Oliveira, João Pacífico, Teddy Vieira, Renato Teixeira, Almir Sater, Rolando Boldrin, Adauto Santos, Raul Torres, Lourival dos Santos e Tião Carreiro, até Heitor Villa Lobos, na faixa "Trenzinho do Caipira". Em 2004, o álbum recebeu uma indicação ao prêmio Grammy Latino. Em fevereiro do mesmo ano, teve início a "Roda de Viola",  evento realizado sempres às 3ª  feiras, a partir das 19 horas e promovido pelo Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras sede da  OPVC. A "Roda de Viola" é realizada no endereço do próprio Intituto. A OPVC recebe ininterruptas solicitações de agenda, mantendo um programa intenso de  apresentações.

Ainda em 2004, entre outros, a OPVC apresentou-se 2 vezes no programa "Viola, minha viola", na TV Cultura de São Paulo, a convite de Inezita Barroso.  Também no mesmo ano, apresentou-se no 2º Encontro Nacional de  Violeiros, em  Ribeirão Preto, e no Theatro São Pedro, em São Paulo, entre outros. A seguir, fez show  no Teatro Polytheama, em Judiaí e na  SP Feira Agro- Pecuária, em Jacupiranga  e se apresentou Rádio América Programa Inezita  Barroso. No mesmo período, apresentou-se em Araçatuba, na  Inauguração Museu  Tião Carreiro e no Teatro Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e em outubro gravou show no Olimpia, com Chitãozinho e Xororó  no Olimpia. Também apresentou-se no 1º - Fórum Cultural Mundial Anhembi. Em 2005, foi lançado o segundo DVD da Orquestra, pela Arlequim Discos, com produção artística de José Ricci e Leo Stinghen, após três anos de sua gravação, contando com a presença de 40 integrantes. Na ocasião, a OPVP se apresentou no auditório do Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, mostrando o repertório do DVD  que traz clássicos, como "Luar do Sertão" (Catulo da Paixão Cearense), "Felicidade" (Lupicínio Rodrigues) e "Trenzinho do Caipira" (Villa-Lobos), além de composições mais atuais, como "Tocando em Frente" (Almir Sater) e "Eu, A Viola e Deus" (Rolando Boldrin); e até uma versão do Hino Nacional Brasileiro. Há também entrevistas, breve história da viola caipira e uma vídeo-aula. Em 2008, apresentou-se no programa "Viola, minha viola", de Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo. Na ocasião, interpretou o clássico "Saudade de matão", de Antenógenes Silva e Jorge Galatti e "Jornada de São Gonçalo, de Torrinha e Thalma. Também interpretou a  "Ária da quarta corda" de Johann Sebastian Bach, e, finalmente, acompanhou Inezita na, também clássica, "Boiadeiro errante", de Teddy Vieira. Em abril do mesmo ano, lançou seu terceiro CD, "Viola in Concert - ao vivo", para o qual o repertório foi destacado de arranjos de peças eruditas e e da MPB para , conquistando conquistando assim um público de alta exigibilidade. A lista de regravações foi "Viola de Pinho" (Osmano/Manito), "Ave Maria" (J.S. Bach/C. Gounod), "Cabocla" (Tonico/Tinoco), "Jesus, alegria dos homens" (J.S. Bach), "Depois que a Rosa mudou" (Serrinha), "Ária da 4ª corda" (J.S. Bach), "Jornada de São Gonçalo", (Serrinha/Canhotinho), "Saudades de Matão" (J. Galatti/R. Torres/A. Silva), "Memória de carreio", "Canção do mar" (F. de Brito/F. Trindade), "Agradecendo a Oferta", "Nascimento de Jesus", "Chovendo na roseira" (A. C. Jobim), "Nove e Nove" (Tião Carreiro/L. dos Santos), "Baiano no coco" (M. dos Santos/Vagueirinho), "Delicado" (W. Azevedo), "A terceira lâmina" (Zé Ramalho) e  "Primavera" (Allegro). NO ano seguinte, gravou o CD "Viola in Concert - Instrumental ao vivo", cujo repertório foi o Hino Nacional Brasileiro (J.Q. Duque Estrada /F.M. da Silva), "Ave Maria" (J.S. Bach/C. Gounod), "Jesus, alegria dos homens" (J.S. Bach),  "Ária da 4ª corda" (J.S. Bach), "Chovendo na roseira (A. C. Jobim), "Adágio (J.S. Bach), "Saudades de Matão (J. Galatti/R. Torres/A. Silva), "Tango para Évora" (L.McKennitt), "Índia" (J. Asuncion Flores/M. Ortiz Guerrero -  versão J. Fortuna), "Canção do mar" (F. de Brito/F. Trindade), "El condor pasa" (D.ª Robles), "Delicado' (W. Azevedo) e "Primavera" (Allegro). Nesse período, registrou uma marca de 40 concertos anuais, boa parte destes para a Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, sendo o grupo musical mais solicitado pelas prefeituras do estado, segundo dados da própria Secretaria de Cultura. Em 2010, comemorou 13 anos de existência e realizou sua primeira turnê internacional, indo a Portugal. Através de vídeos divulgados por fãs na rede mundial da internet (uma interpretação de um tradicional fado português) a OPVC recebeu um convite de uma empresa produtora portuguesa e, no período de 30/04 a 21/05/2010, excursionou por diversas cidades portuguesas, num projeto denominado "Viola Sem Fronteiras - Portugal 2010".
Desde setembro de 2006 foi formada  a "Velha Guarda da Orquestra Paulistana de Viola Caipira", com o objetivo de valorizar, treinar e principalmente incluir nos quadros da OPVC membros da comunidade pertencentes à 13ª. Idade", propiciando a estes um estudo e vivência customizados aos seus gostos e necessidades. Contando, já em 2011, com um contingente de 16 violeiros, mantém um repertório próprio para apresentações exclusivas, mas a sua maior contrapartida à orquestra como um todo se faz na troca das experiências pessoais, principalmente no convívio com os mais jovens, trazendo nas suas memórias a realidade histórica descrita nos livros, além da experiência de vida. Em 2012, apresentou-se na 2a edição do festival Voa Viola, organizado por Paulo Freire e Roberto Corrêa, anfitriões do show. Da ocasião, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, também participaram Marcelo Loureiro, Miltinho Edilberto, Joilson e Juliano e Jair Rodrigues.

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