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Orestes Barbosa

Orestes Dias Barbosa
7/5/1893 Rio de Janeiro, RJ
15/8/1966 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Um dos grande letristas de nossa MPB. Assíduo freqüentador do famoso Café Nice, foi parceiro de grandes compositores como Custódio Mesquita, o pianista Nonô, Noel Rosa, Francisco Alves, Wilson Batista e Sílvio Caldas, com quem compôs valsas e canções antológicas, como o clássico da MPB, "Chão de estrelas". Como letrista, estreou em 1930 com a cançoneta "Bangalô", em parceria com Osvaldo Santiago, gravada pelo cantor Alvinho na Odeon. Em 1931, teve duas outras parcerias, com J. Thomaz, gravadas por Castro Barbosa na Victor, o fox-samba "Flor do asfalto" e o samba "Carioca" e o samba "Rosalina" por Jonjoca também na Victor. No mesmo ano, estreou cantando em disco um samba de Heitor dos Prazeres, "Nega, meu bem". No ano seguinte, Francisco Alves gravou a canção "Meu companheiro", parceria dos dois, e Paulo Neto de Freitas o fox-trot "Galgo russo", parceria com J. Thomaz, ambas na Odeon e Aracy Cortes lançou na Columbia o samba "Verde e amarelo", parceria com J. Thomaz. No mesmo ano, fez com Bonfíglio de Oliveira a valsa "Alvorada" gravada ao trompete pelo próprio Bonfíglio de Oliveira com vocal de Luciano Perrone, e Moacir Bueno Lobo gravou, com acompanhamento de guitarra de Gastão Bueno Lobo, a valsa "A abelha e a flor", com Guilherme Pereira. Em 1933, compôs com Francisco Alves a marcha "Há uma forte corrente contra você" gravada pelo próprio Francisco Alves na Odeon. No mesmo ano, gravou com o compositor Nássara na Odeon a marcha "As lavadeiras", parceria dos dois e com o mesmo Nássara compôs o samba "Caixa econômica", gravado em dueto por João Petra de Barros e Luiz Barbosa na Victor. Ainda nesse ano, compôs com Noel Rosa o samba "Positivismo", que o próprio Noel Rosa gravou pela Columbia e com o pianista Nonô fez a canção "Vidro vazio" lançada na Victor por Sílvio Caldas. Em 1934, compôs com Sílvio Caldas o samba "Sem você" gravado por Aurora Miranda na Odeon e com Francisco Alves a modinha "Não sei..." e a valsa Romance", lançadas pelo próprio Chico Alves na Victor. Nesse ano, obteve um de seus maiores sucessos, a valsa "A mulher que ficou na taça", parceria com Francisco Alves que a gravou na Victor em disco que trazia outra parceria dos dois, a canção "Adeus". No ano seguinte, Francisco Alves gravou a marcha "Meu São João", outra parceria com Nássara, e Floriano Belham as valsas-canção "O vestido das lágrimas" e "Soluço", parcerias com Sílvio Caldas. Em 1936, as Irmãs Pagãs gravaram a marcha "Gato escondido", parceria com Custódio Mesquita, e Sílvio Caldas a valsa "O nome dela não digo", parceria dos dois. Em 1937, Sílvio Caldas gravou duas parcerias dos dois, a valsa "Arranha-céu" e a canção "Chão de estrelas", que se tornou um clássico da música brasileira e seu maior sucesso. No ano seguinte, nova parceria com Sílvio Caldas foi gravada pelo cantor e parceiro, a valsa-canção "Suburbana". Em 1945, Carlos Galhardo gravou na Victor os sambas "Canário", parceria com Ari Monteiro e "Cabelo branco", com Wilson Batista, e Ataulfo Alves e suas pastoras, também na Victor, o samba "O negro e o café", parceria com Ataulfo Alves. Nesse ano, compôs com Custódio Mesquita o samba-choro "Flauta , cavaquinho e violão", gravado por Aracy de Almeida na Odeon e com Benedito Lacerda o samba "Manchete de estrelas" gravado por Ericsson Martha na Continental. Teve gravado por Roberto Paiva na Continental no ano seguinte o samba "Abandono", parceria com Roberto Martins e por Vicente Celestino  na Victor a valsa "Altar de lama", parceria com o próprio Vicente Celestino. Em 1947, teve outra parceria com Wilson Batista gravada, o samba "Abigail", lançado por Orlando Silva na Odeon. Em 1948, compôs com Herivelto Martins o samba "Canaviais" lançado na Odeon pelo Trio de Ouro. Em 1950, o samba-canção "Abolição", parceria com Wilson Batista foi gravado na RCA Victor por Francisco Carlos. No ano seguinte, o cantor Carlos Roberto lançou pelo selo Star o samba "Gato angorá", parceria com Américo Pastor. Em 1955, compôs com o violonista Valzinho o samba "Óculos escuros", gravado por Zezé Gonzaga na Columbia. Em 1956, seu fox-canção "Flor do asfalto", com J. Thomaz e sua valsa "Serenata", com Sílvio Calas, foram gravadas por Cauby Peixoto em compacto simples na RCA Victor. No mesmo ano em que morreu, foi homenageado pelo poeta Walmir Ayala com a peça "Chão de estrelas", espetáculo litero musical montado num circo em pleno Tabuleiro da Baiana, centro histórico do Rio de Janeiro. Em 1959, teve a canção "Meu companheiro", com Francisco Alves, e a valsa "Soluços", com Sílvio Caldas, gravadas por Onéssimo Gomes para o LP "Serestas do Brasil Nº 3" da gravadora Radyo Long Play com arranjos do maestro Aldo Taranto. Em 1962, a canção "Por teu amor", com Francisco Alves foi relançada por Gilberto Alves no LP "Gilberto Alves de sempre" lançado pela gravadora Copacabana. Em 1966, teve sua vida artística contada no espetáculo  "Chão de estrelas", título da sua canção mais famosa, no Teatro da Arena da Guanabara, um afiteatro em forma de circo situado na área do recem derrubado Morro de Santo Antônio, em frente ao convento do mesmo nome, no Largo da Carioca, centro histórico do Rio. O show "Chão de estrelas" foi roteirizado pelo poeta Walmir Ayala. Em 1968, o conjunto de rock Os Mutantes regravou "Chão de estrelas". Na década de 1970, recebeu homenagem do cantor e compositor Paulinho da Viola, que regravou "Óculos escuros" em seu LP "Paulinho da Viola". Em 1974, Jards Macalé gravou "Imagens", com Valzinho, em seu LP "Aprender a nadar", pela Philips. Na década de 1980, o samba "Araruta", com Noel Rosa foi gravado pelo conjunto Coisas Nossas, no LP "Noel Rosa, inédito e desconhecido". Em 1993 foi homenageado pelo selo Revivendo com o lançamento do CD "O poeta nas vozes de Francisco Alves e Sílvio Caldas. A partir de 2002, anunciou-se nos círculos literários cariocas ligados à MPB que o escritor Carlos Didier começara a escrever sua biografia. Em 2013, teve o samba-canção "Quase que eu disse", com Sílvio Caldas, gravado por Cauby Peixoto, no CD "Minhas serenatas", registrado ao vivo no Teatro Fecap, em São Paulo, e lançado pela Lus Music. No mesmo ano, em comemoração aos seus 120 anos de nascimento foi homenageado no Instituto Cultural Cravo Albin com a palestra musical "120 anos de Orestes Barbosa" que contou com as participações de seu neto Roberto Orestes Barbosa, do escritor Carlor Didier e do cantor e compositor Alberto Gino, que, acompanhado do violonista Oscarzinho do Violão interpretou composições do jornalista e compositor.

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