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Odete Amaral

Odete Amaral
28/4/1917 Niterói, RJ
11/10/1984 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Estreou na Rádio Guanabara em 1935, cantando "Minha embaixada chegou", de Assis Valente, acompanhada pelo violão de Pereira Filho.  Levada por Almirante, passou a cantar também na Rádio Clube. No mesmo ano, participou da inauguração do Cassino  Atlântico e pouco depois, apresentava-se na Rádio Ipanema. Por essa época atuou no teatro cantando  "Ganhou mas não leva", de Milton Amaral, em uma revista levada no João Caetano. Atuou ainda em várias emissoras, dentre as quais a  Sociedade, a Philips e a Cruzeiro do Sul.   Em 1936, gravou seu primeiro disco na Odeon interpretando os sambas "Palhaço", de Milton Amaral e Roberto Cunha e "Dengoso", de Milton Amaral. Em seguida, foi levada por Ary Barroso para a RCA Victor onde estreou com a batucada "Foi de madrugada" e a marcha "Colibri", ambas de Ary Barroso. Paralelamente, cantava em coro, atuando em discos de colegas como Francisco Alves, Mário Reis e Almirante. No mesmo ano, assinou o primeiro contrato de sua carreira, na Rádio Mayrink Veiga. Por essa época , recebeu de César Ladeira o slogan de "A voz tropical". Em 1937, participou da inauguração da Rádio Nacional, onde permaneceu por dois anos. No mesmo ano gravou o samba "Sorrindo", de Cyro Monteiro e L. Pimentel e a rumba "Terra de amores", de Gadé e Valfrido Silva. Na edição de 30.10.1937 da Revista Carioca, falou de sua carreira: "Nasci em Niterói. Comecei a cantar quando tinha três anos de idade. Estreei há dois anos na Rádio Guanabara. Durante um ano conheci os microfones de todas as estações da cidade; durante outro ano, cantei exclusivamente para a Cruzeiro do Sul. Contratada agora pela Nacional, pretendo que ela me prenda por muitos anos (...). O samba-canção é o gênero que prefiro. O cinema é grande, mas o rádio é maior. Alguma coisa mais?".  Em 1938 gravou de Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos os sambas "Ironia" e "Não mando em mim" e de João da Baiana o samba "É melhor confessar do que mentir". Em 1939, participou do filme da Cinédia "Samba da vida",  e foi contratada pela Rádio Cultura de São Paulo, onde atuou durante uma  ano e meio, percorrendo com Cyro Monteiro, nos intervalos dos programas , vários estados do Brasil. Ainda em 1939 gravou com Cyro Monteiro os sambas "Sinhá, sinhô" e "Bem querer", ambos de Aloísio Silva Araújo. Em 1940 gravou a marcha "O gato e o rato", de Wilson Batista, Arnô Canegal e Augusto Garcez, a batucada "Eu já mandei", de J. Cascata e Leonel Azevedo e o samba "Quando dei adeus", de Ataulfo Alves e Wilson Batista. Em 1941 retornou para a Rádio Mayrink Veiga e lá ficou por seis anos. No mesmo ano gravou a marcha "Serenata", de Felisberto Martins e Sá Róris, o samba "Pode chorar se quiser", de Roberto Cunha e o frevo canção "Não sei o que fazer", de Capiba. No mesmo período passou a gravar na Odeon, onde estreou com a valsa "Minha primavera", de Gadé e Almanir Grego e a fantasia "Minha voz", de Eratóstenes Frazão. Em seguida, gravou "Não quero dizer adeus", samba-choro de Laurindo de Almeida. Em 1942 gravou os sambas "Quem não chora não mama", de Laurindo de Almeida e Ubirajara Nesdem, "Caminhar sem destino", de Felisberto Martins e Henrique Mesquita e "Por causa de alguém", de Ismael Silva. No ano seguinte, registrou o fox canção "Primavera em flor", com música de Georges Moran sobre versos do poeta J. G. de Araújo Jorge e os sambas "Favela morena", de Estanislau Silva e João Peres e "Resignação", de Geraldo Pereira e Arnô Provenzano.  Em 1944 gravou de Geraldo Pereira e Ari Monteiro, o samba "Carta fatal", com o Quarteto de Bronze, a valsa "Toureador", de Georges Moran e Osvaldo Santiago e o choro "Murmurando", de Fon-Fon e Mário Rossi, seu maior sucesso. Em seguida lançou de Haroldo Lobo e Eratóstenes Frazão a marcha "Quem tem mágoa bebe água".  Passou um período em que realizou poucas gravações fazendo alguns registros no selo Star, entre eles, a marcha "A moleza do faquir", de Dênis Brean e Osvaldo Guilherme e o samba "Por que mentir?", de Luiz Antônio e Ari Monteiro. Em 1951 retornou para a Odeon com os choros "Bichinho que rói", de Dênis Brean e "Mais uma vez", de K-Chimbinho e Delore. No mesmo ano, assinou contrato com a Rádio  Tupi. Em 1952 gravou o clássico samba canção "Ai Ioiô", de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto. No ano seguinte gravou "Carneirinho de São João", marcha de Luiz Vieira. Em 1954 gravou os sambas "Nasceu pra sofrer", de Arnô Provenzano, Isaias Ferreira e Oldemar Magalhães e "Vem amor", de Enésio Silva, Isaias Ferreira e Jorge de Castro.  Em 1957 assinou contrato com a gravadora Todamérica na qual estreou com os sambas "Dedo de Deus", de Raul Marques e Ari Monteiro e "Tô chegando agora", de Monsueto Menezes e José Batista. No meamo ano lançou seu primeiro LP com arranjos do maestro Guio de Moraes, "Tudo me lembra você". Em 1959 lançou o samba "Enquanto houver Mangueira", de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr.  Em 1962, assinou contrato com a Copacabana. Nesse ano, lançou um de seus trabalhos mais interessantes foi o LP "Do outro lado da vida - Os que perderam a liberdade contam assim sua história", gravado com Cyro Monteiro Jr., no qual interpretou composições de presidiários do então estado da Guanabara e de São Paulo, entre as quais, "Luar de Vila Sônia", valsa de Paulo Miranda, "Nos braços de alguém", samba canção de Quintiliano de Melo e "Silêncio! É madrugada", samba canção de Wilson Silva. Em 1968, participou, juntamente com Cartola, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho e Carlos Cachaça, do LP "Fala Mangueira!", lançado pela Odeon, no qual interpretou os sambas "Enquanto Houver Mangueira", de Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior; "Tempos Idos", de Carlos Cachaça e Cartola; "Alvorada no Morro", de Carlos Cachaça, Cartola e Hermínio Bello de Carvalho; "Quem Me Vê Sorrindo", de Carlos Cachaça e Cartola; "Alegria", de Cartola, este último, em dueto com o cantor Zezinho; "Sei Lá Mangueira", de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho; "Folhas Caidas", de Nelson Cavaquinho e César Brasil, e "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral. Em 1969, lançou, com Silvio Viana e seu conjunto, o LP "Sua majestade Odete Amaral - A rainha dos disc jockeys", no qual interpretou as músicas "Julgar É Missão Divina", de João Machado e Hélio Simões; "Quem Volta" , de Ubirajara Nesdan eTrigueiro Jr.; "Sou Feliz", de A. Solano, S. Pina e A. Luz; "Amargura", de E. Lemos e Samuel Perna; "O Que Passou", de A. Mesquita e Célio Settimi; "Vem Vai", de Talvi Vilaró; "É Só Recordação", de S. Pina, A. Solano e A. Luz; "Erro Sem Perdão", de Hélio Simões, Dilson Dória e César Caligula; "Se Não Tem Felicidade", de S. Magalhães e A. Santos; "Foi o Pesadelo Que Voltou", de Talvi Vilaró; "Samba Que Fala de Samba", de A. Costa e F. Alves, e "Duelo", de A. Amaral.  Em 1975, participou da série "M.P.B. 100 ao vivo" irradiada pelo projeto Minerva, Rádio MEC, em cadeia nacional de emissoras. Ao lado de Paulo Marques, cantava os grandes sucessos dos anos 1930  A série de 30 programas deu origem a oito LPs criados por seu produtor Ricardo Cravo Albin. Dois anos mais tarde, participou do show "Café Nice", ao lado de  Paulo Marques e Altamiro Carrilho, com direção e narração de Ricardo Cravo Albin. Em 1977, lançou, pelo selo Olympic/Crazy, com produção de Nelson Trigueiro, o LP "A tropicalíssima" no qual interpretou "Por Que Você Mentiu", de Nelson Trigueiro e José Neder; "Peço Silêncio", de Nelson Trigueiro e Guilherme de Almeida; "Triste Canção", de Walter Paiva e Arati Lacoste; "Fases da Vida", de Olavo Santana; "Preciso Falar", de Zilda B. de Abreu; "Por Quanto Tempo Ainda", de Luis de Souza e Canhete Jr.; "Samba Em Tom Jobim", de Luis Antônio; "Balançando Meu Bem", de Ormindo Fontes "Toco Preto" e Helinho; "Deixa Passar o Meu Samba", de Nelson Trigueiro e Fausto Farias; "Mal De Amor", de Cacilda de Assis, J. Guerra Peixe e Nilton Silva, e "Eu Quero Ser" e "Quantas Vezes", ambas de Ruy Afrânio Peixoto. Em 1987, suas interpretações para ss sambas "Triste fim de um coração" e "Respeita a cadência", de Amaro Silva, com acompanhamento do Conjunto Regional Cruzeiro do Sul, e para a marcha "Não chora pirerot", de Nelson Ferreira e Fernando Lobo, com acompanhamento da Orquestra Columbia do Rio de Janeiro foram incluídos na coletânea "Grandes cantoras" lançada pelo selo Revivendo. Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin a caixa "100 anos de música popular brasileira" com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. Nesses CDs estão incluídas suas gravações para a marcha "Taí", de Joubert de Carvalho, para o samba "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico, e para o samba-canção "Último desejo", de Noel Rosa.

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