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Norma Sueli

Vita de Araújo Santos
26/6/1934 Ponte Nova, MG
14/6/2005 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou a careira artísticas com apenas onze anos de idade apresentando-se na Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte cantando a modinha "Quem sabe", de Carlos Gomes. Foi depois para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no programa de calouros "Pescando estrelas", na Rádio Clube do Brasil. Apresentou-se depois no programa "RRE Neno" apresentado por Renato Murce na Rádio Nacional. Em 1954, viajou para a Itália onde permaneceu por quase dois anos estudando canto. Em 1955, gravou pela RCA Victor a valsa "Poeira dourada", de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, e o fox "Que importa?", de José Maria de Abreu e Jurandir Chamusca, com acompanhamento de orquestra. Atuou na Rádio Nacional em programas famosos como "Um milhão de melodias", "Gente que brilha", e "Festivais GE". Apresentou-se também cantando operetas. Acabou no entanto aderindo à música popular por incentivo do amigo e admirador, o radialista Chacrinha. Gravou então com sucesso a versão de "Juanita banana".

Em 1958, ingressou na Polydor, e em seu primeiro disco na gravadora, registrou a valsa "Fascinação", de F. D. Marchetti e Armando Louzada, e o samba-canção "Se todos fossem iguais a você", de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. No mesmo ano, gravou com acompanhamento da orquestra de Severino Filho os sambas-canção "Odeio-te meu amor", de Adelino Moreira, e "Olhe-me, diga-me", de Tito Madi.

Gravou na Odeon com Luiz Bonfá em 1960 o LP "A moça e o violão" no qual interpretou obras como "Samba do Orfeu", "Tema de amor", "Quando a noite vem, amor", "Nasci para te adorar" e "Manhã de carnaval". Este LP, por sinal, consta de catálogos internacionais como um precursor da bossa nova. No mesmo ano, lançou ainda dois discos em 78 rpm pela Polydor, num deles, com acompanhamento de Renato de Oliveira, sua orquestra e coro, registrou o fox "Jerusalém", de Jo Mautet e R. Chabrier, com versão de Inah Bangel, do Conjunto Farroupilha, e o samba-canção "Eu quero tantas coisas", de Sílvio César.

Em 1962, registrou na gravadora Odeon o samba-canção "Por causa do amor", de Chiquinho e Miguel Gustavo, e o fox "Suave é a noite", de S. Fain e P. F. Webster com versão de Nazareno de Brito. Em 1965, participou do LP "Festival de San Remo 1965". Em 1966, começou a atuar como atriz ao ser convidada pelo produtor Oscar Ornstein a participar da versão do musical"A noviça rebelde", com tradução de Carlos Lacerda e letras de Billy Blanco. Fez tanto sucesso com a personagem do musical que despertou intenso interesse do então presidente da República, o general Castelo Branco em conhecê-la.

Em 1967, atuou no filme "Adorável trapalhão", com direção de J.B. Tanko, que contou no elenco com as presenças de Renato Aragão e Neide Aparecida. Participou dos números musicais juntamente com Bobby Di Carlo, Golden Boys, Rosemary, e The Brazilian Bitles. Em 1970, participou da revista "Aqui, Oh!", com texto extraído de Stanislaw Ponte Preta, com músicas de Sérgio Bittencourt e Eduardo Souto Neto, levada à cena no Teatro Peira, em Ipanema, atuando ao lado de Lígia Diniz, Aizita Nascimento, Hércio Machado e Sandra Bréa.

Atou ainda nas peças "Onde canta o sabiá", com montagem de Paulo Afonso Grisolli, e "Tem banana na banda", atuando ao lado da atriz Leila Diniz. Na televisão atuou nas novelas "Senhora" e "Nina", na TV Globo, e na novela "Helena", da TV Manchete. Na novela "Senhora", o autor Gilberto Braga escreveu especialmente para ela a personagem "Norma Santiago", uma cantora de saraus que interpretava justamente a modinha "Quem sabe", de Carlos Gomes.

Em 2000, sua gravação de "Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes foi relançada no volume 1 da série "Raros compassos" lançada pelo selo Revivendo com gravações raras da obra de Tom Jobim. Gravou disco pelas gravadoras RCA Victor, Polydor e Odeon.

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