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Norival Reis

Norival Torquato Reis
24/3/1924 Angra dos Reis, RJ
2001 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Começou trabalhando na gravadora Continental na década de 1940, quando resolveu começar a compor, influenciado pelo convívio com outros compositores.

Em 1945, compôs sua primeira marcha, "Até vestida" e logo depois, "O barão".

No ano de 1951, a dupla Joel e Gaúcho lançou pela Todamérica seu samba "Hoje ou amanhã", parceria com Ruthinaldo Silva.

Em 1953 Elizeth Cardoso interpretou "Nem resta a saudade", parceria com Irani Oliveira. Dois anos depois, a mesma cantora gravou também de sua autoria "Amanhã será tarde" (c/ Dunga) e ainda, em seu primeiro LP pela Continental com o título de "Canção à meia-luz", a Divina interpretou "Pra que me iludir?", de Norival Reis e Radamés Gnatalli.

Outras músicas suas foram gravadas por Ruy Rey ('A lua se escondeu', parceria com Alcebíades Nogueira) e Ângela Maria ('A saudade não foi leal', coimposta com Jorge Duarte).

Em 1965, teve sua composição "Nunca mais" (c/ Bezerra da Silva) intrepretada por Marlene, pela Continental.

Venceu por três vezes o concurso de samba-enredo da Escola União de Jacarepaguá e uma vez na Escola Rosa de Ouro, de São Paulo.

A partir de 1969 passou a integrar a Ala dos Compositores da Portela.

Compôs sambas antológicos para a escola: "Ilu-ayê - Terra da vida", em 1972, parceria com Silvestre Davi da Silva, conhecido na Portela como Cabana, que classificou a escola em 3º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano, gravado por Clara Nunes com grande sucesso. Outro samba-enredo de sua autoria e importante para a Portela foi "Macunaíma, herói da nossa gente" (c/ David Antônio Correia) que classificou a escola em 5º lugar do Grupo 1 no ano de 1975.

Em 1976, Zedi gravou pela Tapecar o LP "Meu recado", no qual interpretou "Alegria" (Norival Reis e Vicente Mattos).

Compôs ainda para a Portela "Hoje tem marmelada", com Jorge Macedo e Davi Antônio Correia, em 1980, classificando a escola em 1º lugar do Grupo 1.

Em 1984, compôs com Dedé da Portela "Contos de areia", samba-enredo com o qual a Portela desfilou naquele ano classificando-se em 1º lugar do Grupo 1.

Conhecido também como Vavá da Portela, foi homenageado por Paulinho da Viola no samba "O pagode do Vavá". O samba remete ao famoso Pagode do Vavá, que acontecia aos domingos em sua casa, no subúrbio de Madureira.

Sua composição mais conhecida é "Ilú Ayê", considerado um dos mais belos sambas-enredos de todos os tempos e foi gravado por Elza Soares ainda na década de 1970.

No ano 2000 participou da gravação do CD "Ala de Compositores da Portela", disco produzido por Franco Cava e no qual declamou versos de seu samba-enredo "Contos de areia", composto em parceria com Dedé da Portela. Deste mesmo disco participaram Eliane Faria, Paulinho da Viola, Monarco, João Nogueira, Cristina Buarque, Simone Moreno, Wilson Moreira, Dorina, Ary do Cavaco, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Fraco Cava, Anderson da Portela e Waldir 59.

Em 2001, Mônica Salmaso no CD "Voadeira" incluiu "Ilú Ayê - terra da vida".

No ano de 2002, Eliane Faria, com arranjo de Jotinha Moraes, interpretou "Ilu Ayê" no disco "Clássicos do samba", lançado pela gravadora Eldorado e distribuído pela Sony Music. Neste mesmo ano, Elza Soares no disco "Do cóccix até o pescoço" interpretou de sua autoria "O samba é bom assim" (c/ Hélio Nascimento). Ainda em 2002 foi lançado o livro "Velhas Histórias, memórias futuras" (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor faz várias referências ao compositor.

Em 2003, Walter Alfaiate lançou o CD "Samba na medida" (gravadora CPC-Umes), disco no qual incluiu "Conto de areia". Ainda em 2003, Bezerra da Silva, no disco "Meu bom juiz", incluiu de sua autoria "Em seu lar". Neste mesmo ano, a Tradição, ao lado da Portela, Império Serrano e Viradouro, foi uma das Escolas de Samba que optaram em comemorar o 20º aniversário do Sambódromo, quando foi construída a "Passarela do Samba", levando para a avenida sambas-enredo anteriores a 1984. A Tradição resolveu homenagear a Portela (de quem se separou em 1984) e escolheu o samba-enredo "Contos de areia", de Dedé da Portela e Norival Reis. Para a gravação do samba a escola convidou Alcione. O samba, de sua autoria, foi cantado na avenida no carnaval de 2004. Neste mesmo ano Carmem Queiroz regravou "Ilú Ayê".

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