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Noel Carlos


Circa 1930 Curitiba, PR

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística no começo da década de 1950, como ritmista, tocando tumbadora na orquestra de Ruy Rey. Ainda na década de 1950, participou do espetáculo musical "Zelão Boca Rica", de Carlos Machado. Em 1952, atuou na comédia musical "Barnabé, tu és meu" filme com direção de José Carlos Burle. Estreou em disco em 1963, quando gravou pela Continental as rumbas "Mi comadre", de Ruy Rey e Getúlio Macedo, e "Platéia de cinema", de Lourival Faissal, Getúlio Macedo e Ruy Rey. Em 1964, participou da coletânea carnavalesca "Carnaval Rio quatrocentão" da gravadora Copacabana que homenageou a cidade do Rio de Janeiro em seu quarto centenário e que contou com nomes como Jorge Goulart, Ângela Maria, Carequinha e Gilberto Alves. Nesse LP interpretou a marcha "Me paga um óleo aí (Pudim de cachaça)", de Homero Ferreira e Glauco Ferreira, que foi um dos sucessos no carnaval daquele ano. A partir dessa época começou a se dedicar ao repertório carnavalesco, participando de inúmeras coletâneas lançadas até a década de 1980. Para o LP "Carnaval Copa 66" gravado em 1965 pela Copacabana registrou a marcha "Maria Fumaça", de Santos Garcia e Serafim Adriano. Em 1967, atuou no filme musical "Carnaval barra limpa" com direção de J. B. Tanko, e do qual tomaram parte, entre outros, as cantoras Angela Maria e Marlene. Nesse ano, fez parte da coletânea carnavalesca "Verdadeiro carnaval", da Entré/CBS, lançado no ano seguinte, com as marchas "Napoleão (Delícia de guerra)", de Max Nunes e Laércio Alves, e "Oh que delícia de mulata", de Brasinha, Nilton de Oliveira e Bevilaqua. Para o carnaval de 1969, gravou as marchas "Tô com diabo", de Denis Lobo, David Raw e Bevilaqua; "Vou jogar o meu pandeiro fora (É triste brincar sem mulher)", de Arnô Provenzano, Wilson Batista e José Pereira Júnior, e "Menina de colégio (Cavalo branco do Napoleão)", de Denis Lobo, David Raw e Bevilaqua, que fizeram parte do LP "Um novo carnaval", da Entré/CBS. Em 1970, sua marcha-rancho "Rancho das melindrosas", com João Roberto Kelly, foi gravada por Elizeth Cardoso no LP "Elizeth no Bola Preta com a banda do Sodré", da gravadora Copacabana. Nesse ano, gravou três marchas de Carlos Imperial para o LP "Carnaval 1970" da Entré/CBS: "O gato (Miau miau)", de Carlos Imperial, Alden Vieira e Cosendel; "Meu limão", de Carlos Imperial, e "Adeus amigos", de Carlos Imperial, Alden Vieira, Zé Karnaval e Cosendel. No ano seguinte, interpretou a marcha-rancho "Rancho das melindrosas", com João Roberto Kelly, para o LP "Sol e alegria - Copacarnaval 1971" da gravadora Copacabana. Nessa época, era comum as gravadoras lançarem coletâneas com músicas para o carnaval. Foi o que fez a gravadora Copacabana, que em 1972 lançou o LP "Carnaval Copacabana - 1972" que incluiu sua marcha "Bomba bomba", com João Roberto Kelly. No ano seguinte, também para a Copacabana gravou a marcha "Safra de 83", de Jota Júnior e Bruno Soares. Seguiu gravando músicas carnavalescas mesmo com a decadência do carnaval de rua, e assim, em 1976, lançou pela Musicolor/Continental no LP "Carnaval 76" as marchas "Ela está pinel", de Brasinha e Bevilaqua, e "Nós queremos paz", de Jayme Bochner. Em 1976, participou do concurso carnavalesco "Convocação geral", da TV Globo, que visava retomar a produção de músicas para o carnaval, então em plena decadência, interpretando a marcha "Harakiri", de Athayde Machado, incluída no LP "Carnaval 77 - Convocação geral", lançado pela Som Livre com as finalistas do certame. Em 1978, participou do VIII concurso de músicas para o carnaval que resultou num LP com as finalistas lançado pela RCA Victor. Nesse concurso defendeu a marcha "Clube do divórcio", de Max Nunes e Laércio Alves, que glosava a questão do divórcio então em plena discussão no país a partir da emenda do então deputado federal Nelson Carneiro, visando a adoção do divórcio no Brasil. Em 1980, gravou marchas para duas coletâneas carnavalescas: "Gandaia carnaval de 1980" do selo Itamaraty com "Tá todo mundo enrolando", de Guio de Morais, Max Nunes e Laércio Alves, e "Carnaval '80" da RCA Victor com "Ayatholá", de Homero Ferreira, Bevilaqua e Savana, e "Tem mutreta", de Pafúncio e José Batista. Essas duas últimas foram gravadas em dueto com a cantora Emilinha Borba. Em 1982, participou da coletânea "Carnaval 82 - Aa marchinhas estão de volta" da gravadora K-Tel com a marcha "Bô Francineide", de Laércio Alves e Max Nunes, sobre um famoso personagem feminino da televisão da época. No mesmo ano, gravou as marchas "Pó de guaraná (É o pó)", de Jota Júnior, Oldemar Magalhães e Bevilaqua, e "Eles querem me matá de fome", de Max Nunes e Laércio Alves. Em 1983, gravou para o selo Araponga/Lança/Polygram  a marcha "A motoca", com Homero Ferreira e Carlos Martins. Ao longo da carreira participou em mais de quinze coletâneas carnavalescas em diferentes gravadoras, tendo gravado obras de compositores como Getúlio Macedo, Max Nunes, Jota Júnior, Homero Ferreira e Carlos Imperial.

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