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Nó em Pingo D'Água



Dados Artísticos

Conjunto carioca de choro e samba, além de fusão dos mesmos com jazz e música erudita. Criado no ano de 1979 e inicialmente integrado por Celsinho Silva no Pandeiro, Jorge Filho no Cavaquinho, Jorge Simas no Violão de 7, Arthur no violão de 6, Mário Sève na flauta e Marcos de Pina no Bandolim. Mais tarde o grupo foi se modificando com relação aos integrantes e uma de suas mais conhecidas formações foi a de Celsinho Silva (pandeiro, cajon, congas, bongôs, moringa, tamborim, ganzá, reco-reco, agogô, palmas, xequerê, shine, pau de chuva e pratos - filho de Jorginho do Pandeiro), Mário Séve (saxes soprano, alto e tenor, flauta, flautim, wind controller, 'galo' e arranjo), Papito (baixo, fretless e arranjo), Rodrigo Lessa (bandolim, bandarra, cavaquinho, arranjos e violão de aço) e Rogério Souza (violão de 6 e 7 cordas e arranjos). O grupo acompanhou diversos intérpretes da MPB, entre os quais Elizeth Cardoso, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Moraes Moreira, Guinga. Participou de  turnês no Chile, Estados Unidos, Alemanha e Holanda, além de várias nos principais palcos da cidade e projetos importante como "Projeto Pixinguinha". Em 1983, com Antonio Adolfo, lançou o LP "João Pernambuco - 100 anos", pelo Selo Funarte, disco no qual foram incluídas  "Interrogando", "Mimoso", "Sonho de magia", "Graúna", "Choro em sol", "Sentindo", "Rosa carioca", "Brasileirinho", "Dengoso", "Valsa em lá", "Sons de carrilhões" e "A estrada do sertão", todas de autoria do violonista. O disco ganhou o "Prêmio Sharp de Música Popular" na categoria "Instrumental". Em 1987 gravou o disco "Salvador", lançado pela Visom. No LP o grupo interpretou composições dos principais músicos brasileiros, entre os quais "Bebê" (Hermeto Pascoal), "Chará" (Baden Powell), "Nosso encontro" (Hermeto Pascoal e Sivuca), "Quebra pedra" (Tom Jobim), "Chorava" (Wagner Tiso), "Viola violada" (Nonato Luiz), "Curumim" (César Camargo Mariano), "Chuva morna" (Heraldo do Monte) e ainda "Libertango", composição do argentino Astor Piazzolla e a faixa-título "Salvador", de Egberto Gismonti. Com esse trabalho o grupo voltou a ganhar o "Prêmio Sharp de Música" na categria "Instrumental". No ano de 1990 o grupo prestou reverência a Jacob do Bandolim gravando um CD só com composições do mestre. No disco "Receita de samba" foram incluídos alguns clássicos e outros menos conhecidos, entre as quais destacamos "Assanhado", "Biruta", "De coração a coração", 'Remelexo", "Migalhas de amor", "Bole bole", "Alvorada", "Feia", "Receita de samba" e "A ginga do Mané". Em 1995 o grupo interpretou, com Marília Barbosa, a composição "Tu qué tomá meu home" (Ary Barroso e Olegário Mariano) no "Songbook de Ary Barroso". Neste mesmo ano, o grupo, junto ao gaitista Rildo Hora, participou do CD "Songbook instrumental Antônio Carlos Jobim", lançado pela Lumiar Discos, no qual interpretou a faixa "Rancho das nuvens", de Tom Jobim. No ano de 1997 participou do disco "Viva Noel -  Tributo a Noel Rosa", de Ivan Lins. No CD dividiu com Chico Buarque a faixa "Cansei de pedir" e ainda interpretou com Ivan Lins "Três apitos", "Coração" e "Gago apaixonado", todas as composições de Noel Rosa. Em 1998 o grupo lançou o CD "Nó na garganta", faixa-título de autoria do violonista Guinga. No disco, pela primeira vez, o grupo interpretou composições de seus integrantes, como "Ilha" e "Exaltação", as duas de  Rodrigo Lessa, "Luiza" (Papito), "Valsa da noite" e "Choro de criança, ambas de Mário Séve, "Samba", "Conversa fiada" e "Manu", as três de Rogério Souza e "Iluminada", de Celsinho Silva, além de "Pagode Jazz's Sardinha's Club" (Eduardo Neves e Rodrigo Lessa) e ainda "Tristorosa", de Epaminondas Villalba (pseudônimo de Villa-Lobos) em melodia letrada pelo poeta Cacaso. Em 1999 o grupo recriou, com Ivan Lins, a faixa "Roda viva" (Chico Buarque) no songbook de Chico Buarque. Por essa época o grupo fez worksop promovido pelo Sesc Pompéia no "Projeto Chorando Alto", em São Paulo. No ano de 2002, junto ao pianista Cristóvão Bastos, o grupo lançou o CD "Domingo na geral", pela Lumiar Discos, no qual também foram incluídas várias composições dos integrantes, entre as quais "Travessuras de Maíra" e "Frevo portenho", ambas de Papito, "Fabiano e sua turma" e "Deu um nó", as duas de Mário Sève, "De soslaio" e "Merci Nanci", ambas de Rodrigo Lessa, "Oração" (Rogério Souza), "Pra dois amores" (Celsinho Silva e Dininho) e "Valsa dos peixes" (Mário Sève e Dininho). No disco foram incluídas "Um sarau para Rafael" (Paulinho da Viola), "Perspectivo" e "Amigo bandolim", ambas de Cristovão Bastos, além da faixa-título, também de autoria de Cristovão Bastos. Neste mesmo ano participou do disco "Café Brasil - Conjunto Época de Ouro e Convidados" no qual interpretou a faixa "Canta Brasil", de Alcir Pires Vermelho e David Nasser. No ano de 2003 o grupo gravou o CD "Nó em Pingo D’Água interpreta Paulinho da Viola", disco que contou com a participação especial de Paulinho da Viola e Cristóvão Bastos. Participou, em 2004 do disco "Meu tempo é hoje" de Paulinho da Viola, trilha do documentário sobre Paulinho da Viola. No CD também participaram Marisa Monte, Zeca Pagodinho, Amélia Rabello, César Faria, João Rabello Faria e Velha Guarda da Portela. Em 2005, ao lado do grupo Época de Ouro, Orquestra de Música Popular Villa-Lobos, Zé da Velha & Silvério Pontes, Joel Nascimento, Altamiro Carrilho e Ademilde Fonseca, apresentou-se no evento "Na cadência do choro", no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Ao longo da carreira acumulou diversos prêmios, entre os quais "Shap", "Tim", "Rival Br de Música", "Playboy" e "Festival de Choro do Rio de Janeiro".

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