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Nei Lopes

Nei Brás Lopes
9/5/1942 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Sua primeira composição foi em parceria com o irmão Ernesto, violonista amador, que havia musica um de seus sonetos, escrito ainda quando era adolescente intitulado "Se você quisesses me amar". Em 1972, teve a primeira composição, "Figa de Guiné" (c/ Reginaldo Bessa), gravada por Alcione em compacto simples, lançado pela Philips. No ano seguinte, em 1973, estreou como intérprete, gravando duas faixas no LP "Tem gente bamba na roda de samba", pela gravadora Continental. Ainda na década de 1970, ao lado de Candeia e Wilson Moreira, fundou o Grêmio Recreativo de Artes Negras e Escola de Samba Quilombo, em Coelho Neto, subúrbio do Rio de Janeiro. Em 1974 Elizete Cardoso gravou o LP "Feito em casa", no qual incluiu "Igual à flor", em parceria com Délcio Carvalho.  No ano de 1977, no evento "FESTAC-77", representou o Brasil na Nigéria com o documentário "Partido Alto". Por essa época começou a compor com Wilson Moreira, com quem fez alguns clássicos do samba como "Senhora liberdade", gravada por Zezé Motta; "Goiabada cascão", gravada por Beth Carvalho em 1978; e "Morrendo de saudade" em 1981; "Gostoso veneno", gravada por Alcione em 1979; "Coisa da antiga" e "Mulata do balaio", interpretadas por Clara Nunes; e "Coité e cuia", gravada pelo grupo Batacotô, sendo o nome deste grupo dado pelo próprio Nei Lopes. A dupla lançou em 1980 o disco "A arte negra de Wilson Moreira & Nei Lopes", coletânea de seus maiores sucessos. Com esse disco ganhou o troféu Villa-Lobos, da Associação Brasileira de Produtores Fonográficos. No ano seguinte, Clara Nunes incluiu em seu disco uma composição de autoria de Nei Lopes e Wilson Moreira, "Deixa clarear". Em 1982, sua composição "Cidade assassina"  (c/ Wilson Moreira) foi incluída no LP "Outra vez", de Elizete Cardoso, lançado pela gravadora Som Livre. No ano seguinte, em 1983, lançou o seu primeiro disco individual, "Negro mesmo", pela gravadora Lira/Continental. Neste mesmo ano, Beth Carvalho gravou "Firme e forte". Ainda neste ano de 1983 , Alcione interpretou três composições suas: "Que zungu", "Maracatu do meu avô" e "Velho barco". Participou do LP "Da cor do Brasil", da cantora Alcione, interpretando "Sambeabá", em parceria com Sereno. Também em 1983, participou do LP "Pagode de Natal - A noite feliz dos bambas", com vários outros compositores. O disco foi produzido pela Coca-Cola. Dois anos depois, em 1985, a dupla Wilson Moreira e Nei Lopes lançou "O partido muito alto de Wilson Moreira & Nei Lopes", também pela gravadora EMI-Odeon. No ano seguinte, suas composições "Calmaria e vendaval" (c/ Sereno) e "Felicidade segundo eu" (c/ Dona Ivone Lara) foram  incluídas no LP "Luz e esplendor" de Elizete Cardoso, lançado pela gravadora Arca Som. Em 1987, sua composição "Nosso nome: Resistência", em parceria com Sereno e Zé Luiz, deu título ao novo disco de Alcione, que ainda incluiu outra música sua, "Raio de luar" (c/ Dauro do Salgueiro). No ano posterior, em 1988, Alcione interpretou outra parceria de Nei Lopes com Dauro do Salgueiro, "Novamente primavera". No ano seguinte, em 1989, no LP "Saudades da Guanabara", Beth Carvalho interpretou "Vaqueirada", parceria com Bororó Felipe e Edmundo Souto. Ainda na década de 1980,  participou da fundação da Sociedade Arrecadadora de Direitos Autorais Amar/Sombras, ao lado de Aldir Blanc, Maurício Tapajós, Paulo César Pinheiro, entre outros. Outros intérpretes gravaram músicas da dupla Wilson e Nei, como Roberto Ribeiro. Clara Nunes também gravou "Afoxé pra Logun", composição só de autoria de Nei Lopes. Em 1995, a EMI-Odeon lançou pela "Série 2 em 1" seus dois discos em parceria com Wilson Moreira. No ano seguinte, lançou o CD "Canto banto", pelo Selo Saci. No ano de 1999 lançou o CD "Sincopando o breque", pela gravadora CPC/Umes. Neste mesmo ano, pela gravadora Velas, participou do disco "Natal de samba", ao lado de Zeca Pagodinho, Dunga, Toque de Prima, Almir Guinéto, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz & Sombrinha, João Nogueira, Dona Ivone Lara & Délcio Carvalho, Luizinho SP, Luiz Grande, Mauro Diniz, Luiz Carlos da Vila e Emílio Santiago. No CD interpretou "Noel e Natalina". Em 2000, compôs com Humberto Araújo "Não nasci pra cinderela" para o musical "Crioula", de Stella Miranda, sobre a vida de Elza Soares. No fim deste ano, lançou pela gravadora Velas o CD "De letra & música". No disco contou com a participação de vários artistas da MPB: Chico Buarque, em "Samba do Irajá" ; Zé Renato e Wilson Moreira, em "Senhora liberdade"; Dona Ivone Lara e Alcione, em "Senhora da canção"; João Bosco interpretando "Tempo de glória"; Martinho da Vila cantando "Gostoso veneno"; Fátima Guedes, em "Minha arte de amar"; Zeca Pagodinho, em "Moqueca da Idalina"; Guinga, em "Sonho de uma noite de verão"; Dudu Nobre, em "Fumo de rolo", Arlindo Cruz e Sombrinha, na faixa "Debaixo do meu chapéu"; Emílio Santiago, interpretando "Gotas de veneno", e o grupo Toque de Prima, em "Goiabada cascão", "Coisa da antiga" e "No tempo do Dondon"; MPB-4, em "Ganzá do seu Leitão" e "Mocotó do Tião"; Joyce em "Fidelidade partidária"; e Dunga, cantando "Loura Luzia". No ano posterior, em 2001, ao lado de Dauro do Salgueiro, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Niltinho Tristeza, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Monarco, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Luiz Grande, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show "Meninos do Rio", apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O CD homônimo foi lançado nesse mesmo ano. Ainda em 2001, gravou três composições, "Justiça gratuita", "Vendedor de Ilusões" e "Samba na medida" em um CD encartado na revista/livro de sua autoria "Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos", da Coleção Sebastião, lançada nas bancas de jornais pela Editora Dantes. Colocou letra em cinco composições do Maestro Moacir Santos. As composições foram interpretadas por Milton Nascimento ('Coisa nº 8'), Gilberto Gil ('April Child'), Djavan, João Bosco e Ed Motta e fizeram parte do Projeto-disco "Ouro negro", produzido por Zé Nogueira e Mário Adnet e para o qual também escreveu o texto de apresentação. Ainda em 2001 foram incluídas duas composições suas "Coco sacudido" e "Estrela cadente" (ambas em parceria com Cláudio Jorge) no CD "Coisa de chefe", de Cláudio Jorge, no qual participou da faixa "Coco sacudido", ao lado do parceiro e do grupo Coreto Urbano. Neste mesmo ano, Marquinho Santanna (ex- Marquinhos Sathã) incluiu no CD "Nosso show" a composição de sua autoria "O tempero de Dona Yá-Yá". No ano de 2003 Beth Carvalho, acompanhada do conjunto Quinteto em Branco e Preto, gravou o CD "Pagode de mesa 2 ao vivo", no qual incluiu de sua autoria "Morrendo de saudade" (c/ Wilson Moreira) e "Firme e forte", em parceria com Efson. Neste mesmo ano, pela gravadora Carioca Discos, em parceria com a Rob Digital, foi lançada a compilação "Celebração", com os discos "Negro mesmo" (1983) e "Canto banto" (1995). Ao lado de Carlos Sapato, Paulo César Pinheiro, Cláudio Jorge, Dorina, Teresa Cristina, Tia Surica, Mart'nália, Felipão do Quilombo, Walter Alfaiate e Zé Renato, entre outros, participou do show "Samba de Jorge/Festa em homenagem a São Jorge", no Centro Cultural Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Recebeu várias convidadas (Zezé Motta, Fátima Guedes, Alcione e Lucinha Lins) nos shows "Nei Lopes & elas", apresentados no centro Cultural Carioca. Ainda em 2003, suas composições "Senhora liberdade" e "Gostoso veneno", ambas em parceria com Wilson Moreira, foram incluídas no CD "Alma feminina", de Eliane Faria, lançado pelo selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin).  Ao lado de Eliane Faria, Xangô da Mangueira, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreia, Délcio Carvalho e Áurea Martins, foi um dos convidados de Vó Maria para o show de lançamento do disco "Maxixe não é samba", de Vó Maria, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Foram incluídas duas composições de sua autoria no CD "Um ser de luz - saudação à Clara Nunes":  "Candongueiro", interpretada por Pedro Miranda e "Coisa da antiga", interpretada por  Alfredo Del Penho, ambas as composições em parceria com Wilson Moreira. No ano seguinte, em 2004, lançou, pela gravadora Fina Flor, o CD "Partido ao cubo", no qual interpretou de sua autoria "Samba de Eleguá", "Samba como era", "Dona Maria Mourão", "Dendê, Dandá", "Mulher de paletó", "Deixa ela chorar" e a faixa-título "Partido ao cubo". No CD ainda foram incluídas composições em parceria, entre elas, "Roupa de chita" (c/ Sereno), "Tempero de Iaiá" (c/ Sidney da Conceição), "Lá na roça" (c/ Gelci do Cavaco), "Partido pescado" (c/ Dunga), "Ele é quem manda" (c/ Wilson Moreira), "Dona inocência" (c/ Eliseu do Rio) e "Ô, Glória!", em parceria com o produtor, músico e arranjador Ruy Quaresma. O disco ainda contou com as participações especiais de Lucinha Lins, Fátima Guedes, Nilze Carvalho e Camila Costa nos vocais e de Tantinho da Mangueira nas faixas "Deixa ela chorar" e "Samba como era", ambas de autoria de Nei Lopes. Ainda em 2004, no disco "Daqui, dali e de lá", o grupo Toque de prima gravou de sua autoria "Ela é quem manda" (c/ Wilson Moreira). No ano de 2005 Zeca Pagodinho interpretou "Cavaco e sapato", parceria de ambos, no CD "À vera". Neste mesmo ano seu disco "Partido ao cubo" ganhou o "Prêmio Tim" na categoria "Melhor Disco de Samba". Participou do disco "Estava faltando você", de Nilze Carvalho. Em 2009 lançou pela gravadora Fina Flor o CD "Chutando o balde", com várias composições inéditas com vários parceiros e tantas outras somente de sua autoria. Ainda em 2009 Sanny Alves gravou no disco "Samba e amor" suas composições "Samba de Luanda" (c/ Ruy Quaresma) e "Maracatu do meu avô" (c/ Leonardo Bruno). Neste mesmo ano participou do "Projeto Tempero Musical", no Centro Cultural da Ligth, no Rio de Janeiro, sendo entrevistado pelo crítico musical e jornalista Ricardo Cravo Albin, para o qual contou um pouco sobre sua carreira artística e cantou alguns de seus vários sucessos, além de inéditas. Em 2010 junto ao grupo carioca Galocantô desenvolveu, no Centro Cultural Banco do Brasil, o projeto "No princípio era a roda", baseado no livro homônimo do historiador e jornalista Roberto M. Moura (1947/2005) recebendo vários convidados, entre eles Zé Luiz do Império, Ivan Milanez, Toninho Gerais, Nélson Rufino, Serginho Meriti, Claudinho Guimarães, Trio Calafrio (Marquinhos Diniz, Luiz Grande e Barbeirinho do Jacarezinho), Marquinhos China, Renatinho Partideiro e Juninho Thybau. Ao lado de Wilson Moreira realizou, nesse mesmo ano, um show em comemoração aos 30 anos do disco "A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes", realizado no Instituto Moreira Salles (RJ), no qual se incluem as composições "Goiabada cascão", "Coisa da Antiga", "Gostoso Veneno" e "Senhora Liberdade", que marcaram a carreira desses dois compositores. Publicou vários livros. Em 2011 participou do projeto "Samba & Outras Coisas" que consistiu em um bate-papo embalado por muito samba, apresentado por Haroldo Costa no Teatro SESI Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano comandou as rodas de samba de partido alto da série " Sesc Samba", realizadas no Sesc Madureira, no Rio de Janeiro, acompanhado dos músicos Luís Filipe de Lima (violão de sete cordas), Sérginho Procópio (cavaquinho), Pedro Miranda (pandeiro), Pretinho da Serrinha (percussão), Thiago da Serrinha (percussão) e Paulino Dias (percussão). Ali, recebeu convidados como Tantinho da Mangueira e Marquinhos China. Ainda em 2011 a cantora Thais Macedo lançou o CD "O dengo que a nega tem", no qual interpretou de sua autoria a composição "Minha arte de amar", parceria com Zé Luís. No ano de 2012, ao lado de Maria Bethânia, Caetano Veloso, Bruno Castro, Diogo Nogueira, Nélson Sargento, Beth Carvalho, Sombrinha, Áurea Martins e Monarco, entre outros, participou do CD "Baú da Dona Ivone", no qual interpretou a faixa "Outra vez", parceria com Dona Ivone Lara. Em 2014 apresentou-se em show na Ilha de Paquetá, acompanhado por Pedro Amorim. Neste mesmo ano, lançou o livro de poemas e letras "Poétnica" (com poemas eletras produzidosdesde a década de 1960,pela Mórula Editorial) em show no palco do auditório do BNDES, acompanhado pelos músicos Fernando Merlino (piano), Ivan Machado (baixo) e Erivelton Silva (bateria). O show também foi apresentado em São Paulo, no Sesc Vila Mariana. No ano posterior, em 2015, lançou os livros "Rio Negro 50" (romance ambientado no Rio de Janeiro na década de1950), pelo "Projeto Livro Aberto Rio" e Editora Record; e o"Dicionário da história social do samba", em parceria com o historiador Luiz Antônio Simas pela Editora Civilização Brasileira, para o qual foram criados 393 verbetes sobre artistas, costumes, movimentos culturais, conflitos, tradições e composições. Neste mesmo ano, de 2015, foi o vencedor do "Prêmio Shell" pelas composições, sem parceiro, que fez para musical "Bilac vê estrelas". Em 2016 foi um dos convidados especiais do grupo Jacutá do Samba no evento "FliSamba - Festa - Literária do Samba e Resistência Cultural - Samba, literatura e gastronomia", no Renascença Clube, no bairro do Andaraí, Zona Norte do Rio de Janeiro. Entre suas mais de 900 composições, teve como parceiros Maurício Tapajós, João Nogueira, Carlinhos Sideral, Dauro do Salgueiro, Cláudio Jorge, Maria do Zeca, Dunga, Moacyr Luz, Guinga, Fátima Guedes, Zé Luiz, Reginaldo Rossi, Efson, Zé Renato, Rildo Hora, Moacyr Santos, Waldir 59 e Maurício Tapajós, com quem compôs uma série de 10 músicas sobre o Rio de Janeiro e a Praça Mauá. Gravou LPs e CDs, além de participar de uma grande quantidade de discos de outros artistas. Com a nova geração de artistas possui gravações e parcerias com Fred Camacho, Alfredo Del Penho e Fabiana Cozza. Entre seus intérretes constam Dona Ivone Lara, Zélia Duncan Chico Buaque, Sanny Alves, Zeca Pagodinho, João Nogueira, Djavan, Arlindo Cruz, Ruy Quaresma, Beth Carvalho, Alcione, Clara Nunes, Milton Nasciemnto, Wilson Moreira, Dudu Nobre, João Bosco e Gilberto Gil em suas mais 400 composições gravadas. No ano de 2019, com a cantora Ana Costa, apresentou o espetáculo "Guimbaustrilho - O Rio sobre trilhos" no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no Rio de Janeiro, com direção musical de Luiz Filipe de Lima, no qual contava causos e cantava composições com temas no subúrbio carioca.

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