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Morgana

Isolda Correa Dias
2/8/1934 São Paulo, SP
17/1/2000 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística como cantora lírica, condição na qual permaneceu com êxito por sete anos. Em 1958, adotou o nome artístico de Morgana Cintra e passou a dedicar-se à música popular. Contratada pela gravadora Copacabana estreou em discos ainda em 1958, quando gravou com o acompanhamento do conjunto de Severino Filho a "Serenata do adeus", de Vinícius de Moraes, em gravação que logo obteve grande sucesso. No lado B desse disco gravou com Booker Pittman, pai da cantora Eliana Pittman, o fox "Let's fall in love", de Arlen e Kehler. No mesmo ano, gravou o samba "Conselho", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme, e o samba-canção "Era uma vez", de Lina Pesce. Também em 1958, recebeu o Troféu Imprensa como melhor cantora, e lançou com a orquestra de Osmar Milani o LP "Esta é Morgana", no qual interpretou as composições "Serenata do adeus", de Vinicius de Moraes; "Era uma vez", de Lina Pesce; "Sombras entres nós", de Hervé Cordovil e René Cordovil; "Dois orgulhosos", de Antônio Bruno; "Conselho", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme; "Mais brilho nas estrelas", de Aloísio Figueiredo e Nelson Figueiredo; "Porque tu me feres", de Gordurinha, e "Amar ou não amar", de Antônio Bruno e Amauri Medeiros. No ano seguinte, já com o nome artístico abreviado para apenas Morgana, gravou o samba-canção "Mais brilho nas estrelas", de Aloysio Figueiredo e Nelson Figueiredo, com acompanhamento da orquestra de Osmar Milani, música que ela interpretaria no filme "Moral em concordata" uma comédia com direção e argumento de Fernando de Barros. No lado B desse disco gravou a toada "Bentevi", de Miranda e Maio, com acompanhamento da orquestra de Marin Pereira. Ainda em 1959, fez sucesso com a gravação de "Hymne a l'amour", de Edith Piaf e Monnot, em versão de Odair Marzano, em disco que trazia no lado B a seresta "Choro por você", de Heitor Carrilho e Betinho. Nesse mesmo período participou do LP "A música de Dolores" uma homenagem a Dolores Duran, falecida naquele ano, interpretando a "Canção da tristeza". Em 1960, lançou seu terceiro LP interpretando as músicas "Tome continha de você", de Édson Borges e Dolores Duran; "Encontrei o amor", de Fernando César e Roberto Mário; "A rosa (Canção da rosa que eu te dou)", de Édson Borges; "Carinho e amor", de Tito Madi; "Leva-me contigo", de Dolores Duran; "Sonata sem luar" e “Elegia ao violão", de Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho; "Menina moça", de Luis Antônio; "Falar por falar", de Fernando César; "Segredo para dois", de Fernando César e Ted Moreno; "Só falta aqui você", de Édson Borges e Sandra Alves, e "A flor", de Vera Brasil e De Rosa. Em 1961, lançou o LP "Morgana, A fada loura" que consolidaria definitivamente sua carreira, disco no qual cantou as músicas "Não sei explicar", de F. Jay e A. Harris, em versão de Teixeira Filho; "Cantando baixinho", de Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho; "Manhã à toa", de Ciloca Madeira e Regina Guerreiro; "Tarde outonal", de Hector Lagna Fietta e Ribeiro Filho; "Até sempre (Hasta siempre)", de Mário Clavell, e versão de Teixeira Filho; "Volte pra mim (Come back to me)", de Roy Orbison e J. Nelson, e versão de Ciro Cruz e Marco Antônio Brandão; "Canta pra mim", de Lina Pesce; "Amare (Essere amati)", de D. Vignali e Danpa, e versão de Ramalho Neto; "Teleco-teco Nº 3", de Ciloca Madeira e Regina Guerreiro; "Fica ou vai", de Inara Simões de Irajá; "A distância não vai alterar", de H. Hilm, V. Aleda e P. Kreuder, e versão de Teixeira Filho, e "Arrependida", de J. C. Villafuerte, e versão de Sebastião Ferreira. Para o natal de 1962, gravou em dueto com o cantor Moacyr Franco a canção "Natal de felicidade", de Moacyr Franco e Wilton Franco. No mesmo ano, lançou o LP "Fuga com Morgana" no qual cantou as músicas "Fuga", de Renato de Oliveira e Nazareno de Brito; "Areia branca", de Jorge Smera e Othon Russo; "Cravo vermelho", de Pernambuco e Sergio Malta; "A volta", de Ted Moreno e Fernando César; "Primeira estrela que vejo", de Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho; "Caminho perdido", de Luis Antônio; "Maldito", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; "Maldade", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme; "Ninguém no mundo (Nessuno al mondo)", de A. Crafer e J. Nebb, e versão de Wilma Valéria; "Quero paz", de Ricardo Galeno e Cirene Mendonça; "Que tristeza é essa", de Silvio César, e "Para que me enganar", de Romeo Nunes e Édson França. Em 1963, lançou o LP "A romântica Morgana" com um repertório eminentemente romântico com as músicas "Nem Deus", de João Roberto Kelly; "Espero por ti meu amor", uma versão de Claribalte Passos para "Da un giorno al altro", de F. de Paolis, Galotti e Medini, "Confessa agora", de Alcyr Pires Vermelho e Hagá Faria; "Meu grande amor", de Antônio Bruno; "Adeus à solidão", de Dalton Vogeler; "Quatro letras", de Vera Brasil e Sivan Castelo Neto; "Vê lembra e pensa", de Nazareno de Brito e Adolfo Maclerevsky; "Tema do amor triste", de Rildo Hora e Clóvis Mello; "Tu", de Ed Lincoln e Silvio César; "Canção do amor perdido", de Fredy Chateaubriand e Vinicius de Carvalho; "Mágoa", de Hervé Cordovil e Julio Atlas, e "Tristeza triste", de Jorge Smera e Paulo Gesta. Nesse ano, sua interpretação para o bolero "Maldito", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, foi incluída no LP "14 maiorais Nº 2" da gravadora Copacabana incluindo sucessos daquele momento. Também nesse mesmo ano participou da coletânea "5 estrelas interpretam a Bossa Nova - Elizeth Cardoso, Marisa, Carminha Mascarenhas, Morgana e Lucienne Franco" da gravadora Copacabana que demonstra o prestígio que tinha na época. Nesse LP interpretou as canções "A flor", de Vera Brasil e De Rosa, e "Cravo vermelho", de Pernambuco e Sergio Malta. Em 1964, participou da coletânea "Tudo de mim - Poemas e canções de Jair Amorim" que a gravadora Copacabana lançou homenageando o compositor Jair Amorim. Nesse disco interpretou o bolero "Maldito". No mesmo ano, sua interpretação para o bolero "Deixa pra lá", de Nóbrega e Souza e Jerônimo Bragança, foi incluída no LP "As 14 maiorais em boleros" da gravadora Copacabana. Em 1965, gravou o LP "Morgana, Morgana, Morgana" que teve como destaque o bolero "Amor eterno", de Alfredo Borba e Edson Borges, que foi incluído também na coletânea "Sucessos VOL. 1" da gravadora Continental. No mesmo ano, interpretou a música tema da novela televisiva "O direito de nascer" da TV Tupi, grande sucesso na época. Em 1966, participou da coletânea "Lina Pesce - Seus grandes sucessos" com o qual a gravadora Copacabana homenageou a compositora Lina Pesce. Nesse disco foi incluída sua gravação para a música "Era uma vez". Em 1967, duas gravações suas foram incluídas na coletânea "14 sucessos de ouro - Vol. 8" da RGE: "Não pense em mim" e ". Kilimandjaro". No mesmo ano, participou da coletânea carnavalesca "Carnaval 68" do selo Som Maior interpretando a marcha "A História de um pierrot", de Celso Mendes. Em 1968, participou do III Festival Internacional da canção popular defendendo a composição "Engano", de Renato de Oliveira e Fernando César, incluída no volume II dos discos do festival lançados pela Odeon. Em 1973, então ainda em grande sucesso, resolveu abandonar a carreira artística e montou com o marido uma rede de pizzarias. Em 1977, sua interpretação para a "Serenata do adeus", de Vinícius de Moraes, foi incluída no LP "As grandes cantoras da MPB" do selo Som/Copacabana. Essa mesma gravação seria incluída em 1980, no LP "Saudade & Fossa" do selo Seta. Gravou mais de vinte discos ao longo da carreira. Ficou conhecida nacionalmente como "A fada loura"

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