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Ministrinho

Armando Toschi
4/5/1914 Juiz de Fora, MG
22/12/1996 Juiz de Fora, MG

Dados Artísticos

Em 1919, com apenas oito anos de idade começou a tocar cavaquinho. Foi influenciado musicalmente pelos irmãos Remo, Américo e Alfredo, que tinham um conjunto musical. Sua casa era palco de reuniões artísticas e culturais e lá foi fundado o rancho carnavalesco "Quem São Eles" e o bloco "Feito Com Má Vontade". Em 1934, fundou, em Juiz de Fora, a Escola de Samba Turunas do Riachuelo. Em 1940, formou seu primeiro conjunto, regional Turunas do Riachuelo, depois transformado em Conjunto do Ministrinho, composto por cavaquinho, violão, pandeiro, flauta e um vocalista, com o qual atuou até 1993, divulgando composições locais.Sempre foi um defensor do carnaval e dos compositores de Juiz de Fora empenhando-se na divulgação de compositores de diferentes agremiações. Com o regional, participou, do LP "Samba é povo", em 1967, e de um LP patrocinado pela Prefeitura da cidade, em 1982, quando gravou a música "Nosso ídolo (Jairo)". Em 1970, recebeu o troféu "Pequeno Jornaleiro" concedido anualmente pelos Diários Associados, em função de ter se destacado na área da música popular no ano anterior. Em 1981, fez gravações para o LP duplo "Música Popular em Juiz de Fora". No mesmo ano, recebeu da Prefeitura de Juiz de Fora a comenda Henrique Guilherme Halfeld, uma das diferentes condecorações que recebeu em sua cidade natal por sua atuação musical.

Por sua dedicação à música de sua cidade, foi contemplado, ao longo de sua carreira, com mais de cinqüenta homenagens, troféus e medalhas, de escolas de samba, igreja e governantes, com destaque para o troféu Pequeno Jornaleiro, quando foi considerado Personalidade da Música Popular de Juiz de Fora pelos Diários Associados, em 1967, e a Ordem do Rio Branco, que foi recebida em Brasília, das mãos do presidente Itamar Franco, em 1994, e a medalha do Sesquicentenário de Juiz de Fora.

Em 1996, participou das gravações do CD "Ministrinho, nosso ídolo", produzido por Marcio Gomes. No repertório, suas composições "Homenagem a Catulo" (c/ José Miranda Ribeiro), "Nosso ídolo" (c/ José Benedito da Silva) e "Último abrigo" (c/ Cesário Brandi Filho) e músicas de autores locais. Não chegou a ver o lançamento do disco, por ter vindo a falecer no dia 22 de dezembro desse mesmo ano. Em 2000, recebeu post mortem a Medalha Sesquicentenário de Juiz de Fora. Em 2014, por ocasião do centenário de nascimento foi homenageado com o título de "Cidadão Benmérito Post Mortem de Juiz de Fora". Ainda por ocasião de seu centenário de nascimento, foi criado o "Ano Ministrinho", em Juiz de Fora, com exposições, gravação de um CD com o grupo de samba Quarteto Visceral interpretando suas composições, e outras feitas em homenagem a ele, shows e um documentário. Foi também batizada uma praça com seu nome no Bairro Jardim Glória. Costumava tocar em praças e bares da cidade de Juiz de Fora, ao longo de uma carreira de 60 anos. Foi autor, entre outras, das músicas "Homenagem a Catulo", com José Miranda Ribeiro, "Nosso ídolo", com José Benedito da Silva, e "Último abrigo", com Cesário Brandi Filho. O repertório de seu conjunto, que atuou até perto de sua morte, era composto por sambas de sua autoria e de outros compositores de Juiz de Fora. Tais músicas nunca foram gravadas, uma vez que na época as gravações eram mais difíceis fora dos grandes centros e, assim, muitas foram preservadas oralmente, sendo gravadas posteriormente.

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