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Milton Nascimento

Milton Nascimento
26/10/1942 Rio de Janeiro, RJ

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Dados Artísticos

Integrou, como crooner, o conjunto W's Boys, alusivo às letras iniciais dos nomes de seus integrantes, Wagner (Tiso), Waltinho, Wilson e Wanderley (o que o levou a apresentar-se como "Wilton"). Com o grupo, gravou um compacto simples, "Barulho de trem", primeiro registro fonográfico de uma música de sua autoria.    Em 1963, mudou-se para Belo Horizonte, a fim de prestar vestibular para a Faculdade de Economia. Nessa capital, conheceu Fernando Brant e os irmãos Marílton, Márcio e Lô Borges. Começou a trabalhar em um escritório de contabilidade e a atuar em casas noturnas dessa capital, cantando e tocando contrabaixo.    No ano seguinte, compôs, com Márcio Borges, as canções "Novena", "Gira, girou" e "Crença". Ainda em 1964, fez parte, novamente com Wagner Tiso, de um trio de jazz, com o qual se apresentou no Bar Berimbau e na TV Itacolomi. Atuou, também com Marílton Borges, no conjunto Evolussamba. Integrou, em seguida, o Quarteto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas, com o qual se mudou para o Rio de Janeiro em 1965 e gravou o LP "Quarteto Sambacana - muito pra frente", lançado nesse mesmo ano.    Em 1966, participou, como cantor, do Festival Nacional de Música Popular da TV Excelsior (SP), classificando em 4º lugar a canção "Cidade vazia" (Baden Powell e Lula Freire). Ainda nesse ano, sua composição "Canção do sal" foi gravada por Elis Regina.    No ano seguinte, três composições de sua autoria, inscritas por Agostinho dos Santos no II Festival Internacional da Canção (TV Globo), foram escolhidas para participar do evento pelo comitê de pré-seleção, presidido por Eumir Deodato: "Travessia", sua primeira parceria com Fernando Brant, "Morro Velho" e "Maria, minha fé". Todas ficaram entre as finalistas, sendo que "Morro Velho" e "Travessia" foram contempladas, respectivamente, com o 7º e o 2º lugares. Pela interpretação de "Travessia", recebeu o prêmio de Melhor Intérprete, que lhe foi entregue no palco do Maracanãzinho pelo crítico Ricardo Cravo Albin. Ainda em 1967, apresentou-se no Teatro Casa Grande(RJ), ao lado de Novelli e Danilo Caymmi, entre outros artistas. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro disco, "Milton Nascimento", registrando composições próprias, entre as quais "Três Pontas" (c/ Ronaldo Bastos), "Travessia" (c/ Fernando Brant), "Morro Velho" e "Outubro" (c/ Fernando Brant). Ainda em 1967, realizou no Rui Bar Bossa (RJ) o show "Travessia", dirigido por Paulo Sérgio Valle. Participou, também, do show "Viola enluarada", realizado no Teatro Toneleros(RJ), ao lado dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, entre outros artistas.    No ano seguinte, viajou para os Estados Unidos, onde gravou, pela A&M Records, o LP "Courage". O disco contou com arranjos de Eumir Deodato e incluiu canções de sua autoria como "Vera Cruz" (c/ Márcio Borges), "Três Pontas" (c/ Ronaldo Bastos) e "Outubro" (c/ Fernando Brant), além de "Bridges", versão em inglês de "Travessia" (c/ Fernando Brant) e da faixa-título (c/ Paul Williams), entre outras. Ainda em 1968, realizou turnê de shows nesse país e no México.    No ano seguinte, voltou para o Brasil e gravou o LP "Milton Nascimento", registrando canções de sua autoria como "Sentinela" e "Beco do Mota", ambas c/ Fernando Brant, e músicas de outros autores como "Pescaria" (Dorival Caymmi), "O mar é meu chão (Dori Caymmi e Nelson Motta) e "Quatro luas" (Nélson Ângelo e Ronaldo Bastos), entre outras. Ainda em 1969, compôs a trilha sonora do filme de Ruy Guerra "Os deuses e os mortos", do qual participou, também, como ator. O filme concorreu ao Festival de Berlim, onde lhe havia sido destinado o Urso de Prata que, no entanto, não recebeu.   Em 1970, assinou, em parceria com Fernando Brant, a trilha musical de "Tostão, a fera de ouro", curta-metragem de Ricardo Gomes Leite e Paulo Laender, com destaque para a canção "Aqui é o país do futebol". Também nesse ano, estreou, no Teatro Opinião(RJ), o show "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário", sendo essa a sua primeira atuação ao lado do conjunto que passou a acompanhá-lo desde então. Ainda em 1970, lançou o LP "Milton", no qual gravou músicas de sua autoria, como "Clube da Esquina" (c/ Lô e Márcio Borges) e "Amigo, amiga" (c/ Ronaldo Bastos), além de canções de outros autores, como "Para Lennon e McCartney" (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant), "A felicidade" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e "Durango Kid" (Toninho Horta e Fernando Brant), entre outras.    Em 1971, participou do Festival de Onda Nueva, na Venezuela, com a canção "Aos povos" (c/ Márcio Borges). Polarizou o movimento musical mineiro conhecido como Clube da Esquina (uma referência à esquina da Rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, localizadas no bairro de Santa Teresa, em Belo Horizonte, onde os irmãos Borges, desde meninos, costumavam se reunir para cantar e tocar violão). Seus componentes, Márcio e Lô Borges, Fernando Brant, Wagner Tiso, Beto Guedes, Toninho Horta, Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Ronaldo Bastos, Nivaldo Ornellas, Nélson Ângelo e Tavito, entre outros, tinham em comum uma mesma identidade cultural e política, privilegiando, em suas letras, os temas sociais.    A rica produção do grupo gerou, em 1972, a gravação do LP duplo "Clube da Esquina", que trazia na capa a foto de dois meninos sentados à beira de uma estrada. No repertório, composições próprias como "Nada será como antes" e "Cais", ambas com Ronaldo Bastos, além de canções de outros compositores como "O trem azul" (Lô Borges e Ronaldo Bastos), "Tudo o que você podia ser" e "Um girassol da cor de seu cabelo", ambas de Lô e Márcio Borges, com destaque ainda para "Dos cruces" (Carmelo Larrea) e "Me deixa em paz" (Monsueto e Ayrton Amorim), que contou com a participação especial de Alaíde Costa.    Em 1973, gravou o LP "Milagre dos peixes", exclusivamente autoral, com destaque para a canção título e "Os escravos de Jó", ambas com Fernando Brant, "Cadê" (c/ Ruy Guerra), "Pablo" (c/ Ronaldo Bastos), "Hoje é dia de El-rey" (c/ Márcio Borges) e "Sacramento" (c/ Nélson Ângelo), entre outras. Realizou show homônimo, acompanhado de orquestra e do conjunto Som Imaginário, no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nessa apresentação, o espetáculo foi gravado ao vivo e lançado, no ano seguinte, em LP duplo. No repertório, canções incluídas no disco gravado em estúdio, além de "A matança do porco" (Wagner Tiso) e "Sabe você" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), entre outras.    Em 1975, gravou mais um disco nos Estados Unidos, o LP "Native dancer", com o saxofonista Wayne Shorter, contendo composições de sua autoria como "Ponta de areia" e "Tarde", ambas com Fernando Brant, entre outras, além das canções "Beauty and the beast", "Diana" e "Ana Maria", todas de Wayne Shorter, e "Joanna's theme" (Herbie Hencock). Ainda nesse ano, lançou no Brasil o LP "Minas", contendo suas canções "Fé cega faca amolada" (c/ Ronaldo Bastos), "Saudade dos aviões da Panair (Conversando no bar)" (c/ Fernando Brant) e "Paula e Bebeto" (c/ Caetano Veloso), entre outras, além da faixa-título (Novelli), "Beijo partido" (Toninho Horta), "Simples" (Nélson Ângelo), "Norwegian wood" (Lennon e McCartney) e "Caso você queira saber" (Beto Guedes e Márcio Borges).    Em 1976, gravou, nos Estados Unidos, o LP "Milton", contendo versões em inglês de composições de sua autoria. O disco contou com a participação de Airto Moreira, Herbie Hencock e Wayne Shorter, entre outros. No repertório, canções como "Nothing will be as it was (Nada será como antes)" (c/ Ronaldo Bastos - vrs. René Vicent) e "Fairy tale song (Cadê)" (c/ Ruy Guerra - vrs. Matthew Moore), entre outras. Nesse mesmo ano, lançou no Brasil o LP "Geraes", com destaque para as canções "Fazenda" (Nélson Ângelo), "Calix Bento" (folclore - adpt. Tavinho Moura), "Volver a los 17" (Violeta Parra), "O que será (À flor da pele)" (Chico Buarque) e "Carro de boi" (Maurício Tapajós e Cacaso), além de composições próprias como "Circo marimbondo" (c/ Ronaldo Bastos) e "O cio da terra" (c/ Chico Buarque), entre outras.    Em 1978, lançou o disco duplo "Clube da Esquina 2", reunindo os músicos da turma original, além de outros integrantes. No repertório, canções como "Nascente" (Flávio Venturini e Murilo Antunes), "Canoa canoa" (Nélson Ângelo e Fernando Brant), "Mistérios" (Joyce e Maurício Maestro), "Meu menino" (Danilo Caymmi e Ana Terra), "Canción por la unidad de Latino América" (Pablo Milanes e Chico Buarque) e "Toshiro" (Novelli), além de suas canções "Maria, Maria" (c/ Fernando Brant), "Testamento" (c/ Nélson Ângelo) e "Canção amiga" (sobre poema de Carlos Drummond de Andrade), entre outras.    Em 1979, gravou mais um disco nos Estados Unidos, a antologia "Journey to down", registrando composições próprias como a faixa-título, versão de Gene Lees para "Crença" (c/ Márcio Borges), "Maria, Maria" (c/ Fernando Brant) e a versão de Jim Webb para "O cio da terra" (c/ Chico Buarque), entre outras.   Em 1980, lançou o LP "Sentinela", com destaque para "Canção da América" (c/ Fernando Brant) e a participação da Oficina Instrumental Uakti.    No ano seguinte, gravou o LP "Caçador de mim", contendo a faixa-título (Sérgio Magrão e Luís Carlos Sá) e "Crescente" (Wagner Tiso), além de sua canção "Sonho de moço" (c/ Francis Hime), entre outras. Ainda em 1981, participou do filme "Fitzcarraldo", de Werner Herzog.   Lançou, no ano seguinte, o LP "Ânima" que, além da faixa-título, uma parceria com Zé Renato, registrou também suas canções "Teia de renda" (c/ Túlio Mourão), "Certas canções" (c/ Tunai) e a faixa "No analices" (Cláudio Cartier e Paulo César Feital), entre outras. Também em 1982, gravou o LP "Missa dos Quilombos", realizado a partir de textos de Dom Pedro Casaldáliga (arcebispo de São Félix do Araguaia, MT) e do poeta Pedro Tierra.    No ano seguinte, apresentou-se no Anhembi em São Paulo, em espetáculo que contou com a participação de Gal Costa. O show foi gravado e gerou o LP "Milton Nascimento ao vivo". Ainda em 1983, atuou no filme "Buriti", de Carlos Alberto Prates Correia. Também nesse ano, participou da Noite Brasileira, no Festival de Montreux (Suíça), ao lado de Alceu Valença e Wagner Tiso, apresentação que originou o disco "Brazil night - ao vivo em Montreux".    Em 1985, lançou o LP "Encontros e despedidas", exclusivamente autoral, contendo as canções "Noites do sertão" (c/ Tavinho Moura), escrita para a trilha sonora do filme homônimo de Carlos Alberto Prates Correia, "Portal da cor" (c/ Ricardo Silveira), "Raça" (c/ Fernando Brant) e "Rádio Experiência" (c/ Tunai), entre outras.    No ano seguinte, gravou, com Mercedes Sosa e León Gieco, o LP "Corazón americano". Ainda em 1986, lançou o LP "A barca dos amantes", gravado ao vivo com a participação de Wayne Shorter, contendo as canções "Nuvem cigana" (Lô Borges e Ronaldo Bastos) e "Amor de índio" (Beto Guedes e Ronaldo Bastos), além de suas composições "Pensamento" (c/ Fernando Brant) e a faixa-título (c/ Sérgio Godinho), entre outras.    Em 1987, gravou o LP "Yauaretê", que registrou exclusivamente composições próprias como "Planeta blue" (c/ Fernando Brant), "Meu mestre coração" (c/ Fernando Brant) e "Mountain" (c/ Cat Stevens e Márcio Borges), além da faixa-título (c/ Fernando Brant), entre outras. Também nesse ano, lançou um mix com o grupo RPM contendo suas canções "Homo sapiens" e "Feito nós", ambas com Paulo Ricardo.    Em 1988, gravou o LP "Miltons", com destaque para "Bola de meia, bola de gude" (c/ Fernando Brant).    Em 1990, gravou o LP "Txai", contendo composições próprias como a faixa-título (c/ Márcio Borges), "Coisas da vida" (c/ Fernando Brant) e "Sertão das águas" (c/ Ronaldo Bastos), entre outras, além de músicas originais de povos indígenas, para cujas entidades doou parte dos direitos de vendagem do disco.    No ano seguinte, lançou "O planeta blue na estrada do sol", em que registrou músicas de sua autoria como "Ponto de encontro" (c/ Zé Renato) e "Planeta blue" (c/ Fernando Brant), além de canções de outros compositores como "Um índio" (Caetano Veloso) e "Beatriz" (Edu Lobo e Chico Buarque), entre outras.    Em 1993, gravou o CD "Angelus", que contou com a participação de Jon Anderson e James Taylor.    Lançou, em 1995, o CD "Amigo", contendo suas canções "Que bom, amigo", "Canção da América" (c/ Fernando Brant) e "Coração de estudante" (c/ Wagner Tiso), além de composições como "Panis angelicus" (César Frank), "Eu sei que vou te amar" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e "Simples" (Nélson Ângelo), entre outras.    Em 1996, foi premiado pela entidade internacional Rain Forest, por sua atuação em prol da ecologia. Ainda nesse ano, realizou, em Nova York, o show "Amigo", acompanhado pela Orquestra Filarmônica de Nova York e por um coro de 30 meninos. Seguiu com o espetáculo para o Festival de Montreux (Suíça) e o Festival de Tübingen (Alemanha). Apresentou-se, no fim do ano, com o mesmo show, no espaço The Royal Albert Hall de Londres, acompanhado pela Royal Philharmonic Concert Orchestra.    Em 1997, lançou o CD "Nascimento", no qual registrou composições próprias como "Louva-a-deus" (c/ Fernando Brant) e "Levantados do chão", e canções de outros autores, como "Ana Maria" (Wayne Shorter). Também nesse ano, a gravadora PolyGram lançou a caixa "Milton", com 10 CDs gravados na Ariola e na PolyGram, remasterizados nos estúdios Abbey Road, em Londres. Ainda em 1997, gravou "A sede do peixe", documentário biográfico, dirigido por Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, que contou com a participação de Caetano Veloso, Alaíde Costa, Nana Caymmi, Gilberto Gil, Zélia Duncan, Skank, Alcione, Chico Buarque, Gilberto Gil e Wagner Tiso, entre outros artistas. O programa foi exibido pelos canais Multishow e HBO. Realizou, em seguida, turnê pelo Brasil com o show "Tambores de Minas", lançado em disco homônimo gravado ao vivo.    Em 1998, foi contemplado com o Prêmio Grammy na categoria Melhor CD de World Music, pelo disco "Nascimento".    No ano seguinte, rememorando o início de sua carreira, gravou o CD "Crooner", no qual registrou canções como "Only you" (A. Ram e B. Ram), "Mas que nada" (Jorge Bem), "Frenesi" (A. Dominguez), "Castigo" (Dolores Duran) e "Lágrima flor" (Billy Blanco), entre outras, além de sua composição "Barulho de trem". Apresentou-se no Canecão(RJ), em show de lançamento do disco. Ainda nesse ano, participou, como convidado, do disco "Rapsódia brasileira", interpretando as faixas "Travessia" e "Eu sei que vou te amar".    Em 2000, gravou, com Gilberto Gil, o CD "Gil e Milton". O disco registrou parceria de ambos, como "Dinamarca", "Trovoada", "Sebastian", "Duas sanfonas" e "Lar hospitalar", além de suas músicas "Ponta de Areia" (c/ Fernando Brant) e "Canção do sal" e das composições "Bom-dia" (Gilberto Gil e Nana Caymmi), "Something" (George Harrison), "Maria" (Ary Barroso e Luís Peixoto), "Yo vengo a ofrecer mi corazón" (Fito Paez), "Dora" (Dorival Caymmi), "Xica da Silva" (Jorge Bem), "Palco" (Gilberto Gil), "Baião da garoa" (Hervé Cordovil e Luiz Gonzaga). Nesse mesmo ano, apresentou-se com Gilberto Gil em temporada no Canecão(RJ).    Em 2001, participou do show e disco "Ouro negro", produzido por Mario Adnet e Zé Nogueira, interpretando "Coisa nº 8 - Navegação" (Moacir Santos, Nei Lopes e Regina Werneck). Nesse mesmo ano, criou o selo Nascimento, inaugurado com o lançamento do álbum duplo "Maria Maria/O Último Trem", reunindo as trilhas que compôs para os balés "Maria Maria" (1976) e "O último trem" (1980), ambas do Grupo Corpo, de Belo Horizonte.    Em 2003, participou do projeto "Jobim Sinfônico" (show, CD e DVD), dirigido por Mario Adnet e Paulo Jobim, interpretando as canções "Se todos fossem iguais a você" (Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) e "Matita Perê" (Antônio Carlos Jobim e Paulo César Pinheiro). Nesse mesmo ano, lançou o CD "Pietá", contendo suas canções "A feminina voz do cantor" e "Beleza e canção", ambas com Fernando Brant, "Boa noite" e a faixa-título, ambas com Chico Amaral, "Tristesse" e "Os meninos de Araçuaí, ambas com Telo Borges, "Imagem e semelhança" (c/ Kiko Continentino e Bena Lobo), "A lágrima e o rio" (c/ Wilson Lopes e Ricardo Nazar) e "Vozes do vento" (c/ Kiko Continentino), além de "Casa aberta" (Flávio Henrique e Chico Amaral), "Quem sabe isso quer dizer amor" (Lô Borges e Marcio Borges), "Voa bicho" (Telo Borges e Marcio Borges), "Outro lugar" (Elder Costa), "Às vezes Deus exagera" (Bruno Nunes), "Cantaloupe Island" (Herbie Hencock) e "Beira-mar novo" (folclore do Vale do Jequetinhonha, adaptação de Frei Chico e Lia Marques). O disco contou com a participação de Eumir Deodato, nos arranjos, e das cantoras Maria Rita Mariano, Marina Machado e Simone Guimarães. Realizou, nesse mesmo ano, show de lançamento do CD no Canecão (RJ), seguindo em turnê pelo Brasil e depois pela Europa.    Em 2004, lançou em DVD, pelo selo Nascimento, o documentário "A sede do peixe", com distribuição da EMI. Nesse mesmo ano, fundou a Associação dos Amigos do Museu do Clube da Esquina, ao lado de Toninho Horta, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Lô Borges e Márcio Borges. O Museu do Clube da Esquina, criado com o patrocínio da Petrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem como objetivo a preservação da memória desse movimento musical, a partir da captação de depoimentos, restauração de acervos e promoção de palestras.   Em 2005, apresentou-se, ao lado de Caetano Veloso, Canecão (RJ), com o show "Milton e Caetano". No repertório, "Paula e Bebeto", "A terceira margem do rio", "As várias pontas de uma estrela", "Senhor do tempo", "Sereia" e "Perigo", parcerias de ambos incluídas na trilha sonora do filme "O Coronel e o lobisomem", além de outros clássicos do cinema, como "Luz de Tieta" ("Tieta") e "Luz do sol" ("Índia, a filha do sol"), de Caetano Veloso, e "A felicidade" ("Orfeu"), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, entre outros. O espetáculo contou com cenário de Hélio Eichbauer.   Homenageando os 50 anos da bossa nova, lançou, em 2008, em parceria com o Jobim Trio, formado por Paulo Jobim, Daniel Jobim e Paulo Braga, o CD “Novas bossas”, primeiro lançamento do selo por ele fundado, Nascimento Music.No repertório, clássicos como “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), além músicas do Clube da Esquina e uma composição inédita de Daniel Jobim, “Dias azuis”. Nesse mesmo ano, estreou , no Teatro Nelson Rodrigues (RJ), o musical "Bituca - O vendedor de sonhos", inspirado em sua vida e sua obra.   Lançou, em 2010, o CD “E a gente sonhando”, com a participação de Wagner Tiso (piano), Vittor Santos (trombone), Widor Santiago (sax), Nelson Oliveira (trompete) e Lincoln e Ricardo Cheib (bateria e percussão), e ainda de um coral de 23 jovens de Três Pontas selecionados pelo próprio artista. No repertório, suas composições “O ateneu”, “Espelho de nós” e “Me faz bem”, todas com Fernando Brant, “Amor do céu, amor do mar” (c/ Flavio Henrique), “Gota de primavera” (c/ Pedrinho do Cavaco), “Sorriso” e a faixa-título, além de “Flor de Ingazeira” (João Bosco e Francisco Bosco), “Do samba ao jazz” (Ismael Tiso e Miller Rabelo de Brito), “Estrela Estrela” (Vitor Ramil), “Raras maneiras” (Tunai e Marcio Borges), “O sol” (Antonio Júlio Nastácia), “Resposta ao tempo” (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), “Adivinha o que” (Lulu Santos), “Olhos do mundo” (Marco Elizeol e Heitor Branquino) e “Eu pescador” (Clayton Prosperi e Haroldo Jr.).   Em 2011, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box "100 Anos de Música Popular Brasileira", contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de oito LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. O compositor participou do volume 6 da caixa, com suas canções “Travessia” e “Canção do sal”, ambas com Fernando Brant, as duas na voz de Rosana Toledo. Nesse mesmo ano, foi destaque no “Rock in Rio”, dividindo o palco com a contrabaixista norte-americana Esperanza Spalding.   Em 2012, estreou no Theatro Net (RJ) o musical “Nada será como antes”, reunindo canções de sua autoria. O espetáculo, dirigido por Charles Moëller e Claudio Botelho, entrou em cartaz como parte das homenagens ao seu 70º aniversário. Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a fadista portuguesa Mariza, no show de abertura do Ano de Portugal no Brasil. Celebrando 50 anos de carreira, apresentou-se, ainda em 2012, no Vivo Rio (RJ). O show foi gravado para o lançamento do DVD “Milton Nascimento – 50 anos de voz nas estradas”.   Em 2013, apresentou-se no Vivo Rio. O espetáculo contou com a participação especial de Wagner Tiso e Lô Borges. Nesse mesmo ano, lançou o duplo e DVD “Uma travessia – 50 anos de carreira ao vivo”, com suas canções “Promessas do sol”, “Raça”, “Maria, Maria”, “Nos bailes da vida”, “Canções e momentos”, “Canção da América” e “Travessia”, todas com Fernando Brant, “Cais”, “Nuvem Cigana” e “Nada será como antes”, todas com Ronaldo Bastos, “Vera Cruz” (c/ Márcio Borges), “Clube da Esquina nº 2” (c/ Lô Borges e Márcio Borges), “Ânima” (c/ Zé Renato), “Lágrima do sul” (c/ Marco Antônio Guimarães), “Sofro calado” (c/ Régis Faria), “Coração de estudante” (c/ Wagner Tiso), “Canção do sal”, “Morro Velho” e “Lilia”, além de “Amor de índio” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos), “O trem azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos), “Um girassol da cor de seu cabelo” (Lô Borges e Márcio Borges) e “Para Lennon e McCartney” (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant). Esse trabalho contou com a participação de Lô Borges (nas faixas “Clube da Esquina nº 2”, “Nuvem Cigana”, “Nada será como antes”, “Para Lennon e McCartney”, “O trem azul” e “Um girassol da cor de seu cabelo”) e Wagner Tiso (nas faixas “Coração de estudante e Vera Cruz”).   Em 2015, foi lançado o disco-tributo “Mil tom”. Disponibilizado por via virtual, pelo site Scream et Yell, o álbum trouxe releituras de muitas de suas músicas, revividas nas vozes de uma nova geração de músicos vindos de várias regiões do país: Vanguart, Aline Calixto, Banda Teresa, Aláfia, Karol Conka, Fernando Temporão, Pedro Morais, Filarmônica de Pasárgada, Tono, Rachid, Bruno Souto, Simonami, Letuce, entre outros.  Idealizado por Pedro Ferreira, o projeto pretendeu resgatar clássicos que ganharam novas roupagens e arranjos.   No mesmo ano, foi lançado também outro disco tributo “Mar azul – Sons de Minas Gerais Volume 1”, que além de homenageá-lo, evocou clássicos do Clube da Esquina. Do projeto participaram Pedro Luís, Moska, César Lacerda, Júlia Vargas, Silva, Maíra Freitas, Michele Leal, Lucas Arruda, Dani Black, João Bittencourt e o grupo Ordinarius. Lançado pelo selo Slap, da Som Livre, foi divulgado a partir de um conceito audiovisual que resultou em onze vídeofaixas.   Em 2015, uniu-se ao baixista Dudu Lima e a seu Trio para gravar o disco “Tamarear”. Com o objetivo de promover o Projeto Tamar, criado nos anos 80 para proteger as tartarugas marinhas e evitar a sua extinção, o trabalho trouxe a releitura de clássicos como “Clube da esquina nº 2” e “Gran circo” e contou com a participação do guitarrista de jazz norte-americano Stanley Jordan nas faixas “Belafonte” e “Tamarear”.   Em 2016, sua música “Coração de estudante”, composta em parceria com Wagner Tizzo, foi incluída no livro de Nelson Motta “101 canções que tocaram o Brasil”. Sua gravação da música “A lua girou”, de 1976, foi incluída na trilha sonora da supersérie “Os dias eram assim”, exibida pela Rede Globo em 2017. Ainda em 2017, teve lançado o CD “Casa de Bituca”, tributo em sua homenagem por Hamilton de Holanda e Quinteto, pela gravadora Biscoito Fino, em formato de CD e LP. O trabalho, com 11 faixas, contou com releituras das músicas “Bicho homem” (c/ Fernando Brant), “Bola de meia, bola de gude” (c/ Fernando Brant), “Clube da Esquina Nº 2” (c/ Márcio Borges e Lô Borges), “Maria três filhos” (c/ Fernando Brant), “Ponta de areia” (c/ Fernando Brant), “Conversando no bar (Nas asas da Panair)” (c/ Fernando Brant), “Canção da América” (c/ Fernando Brant), “Vera Cruz” (c/ Márcio Borges) e “Travessia” (c/ Fernando Brant). O disco teve Hamilton de Hollanda no bandolim e banda formada por André Vasconcelos (baixo), Gabriel Grossi (harmônica), Márcio Bahia (bateria) e Daniel Santiago (violão), além de participação especial de Alcione interpretando “Travessia” e do próprio Milton Nascimento cantando a música autoral “Guerra e Paz I”, de Hamilton de Holanda.

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