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Maurício Carrilho

Maurício Carrilho
26/4/1957 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Instrumentista. Arranjador. Produtor. Pesquisador de MPB.
Oriundo de família de músicos, seu bisavô materno, Carlos Manso de Aquino, era tão afixionado por música que ao nascer sua primeira filha lhe deu o nome de Lyra, nome também de sua banda: Lyra de Orion, na qual também tocava seu tio Altamiro Carrilho. Seu pai, Álvaro Carrilho, também é flautista respeitado no meio musical.
Aos oito anos, morando na Rua Conde de Agrolongo, no subúrbio da Penha, convivia com Canhoto da Paraíba, Paulo Moura, Radamés Gnattali, Lindolfo Gaya, Elizeth Cardoso, Nara Leão, entre outros que frequentava a casa onde morava.
Aos cinco anos ganhou de presente do tio Altamiro Carrilho um violão. Apesar de iniciar os estudos musical no piano, voltou-se para o violão, em 1966, quando inciou os estudos com os mestres do Choro Dino (Horondino Silva) e Meira (Jaime Florence). Também estudou violão clássico com João Pedro Borges.
No início da década de 1970, ainda menino, frequentava as rodas de choro do bar Suvaco de Cobra, reduto de boêmios e chorões da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. Neste bar, conheceu Durval Berredo, músico que havia herdado de Alfredo Vianna (pai de Pixinguinha) um caderno de partituras de composições inéditas de Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Carramona, Irineu de Almeida, Joaquim Callado, entre outros. A partir daí, aprendeu diversas composições inéditas de vários autores dos séculos XIX e XX, músicas essas que viriam a influenciar tanto a sua maneira de tocar como a de compor.
Aos 14 anos já acompanhava o tio Altamiro Carrilho em show em teatros e TVs.
Estudou medicina, mas abandonou o curso antes de completá-lo.
Em 2000, em parceria com o bandolinista Pedro Aragão e a cavaquinista Luciana Rabello, fundou a Escola Portátil de Música (EPM), projeto no qual aglutinou mestre do choro como Álvaro Carilho (flauta) e Paulo Aragão (violão), no Sesc de Ramos para o ensino de choro, fomentando novos grupos e novos instrumentistas no gênero. Neste mesmo ano, com Luciana Rabello, criou a gravadora Acari Records, a primeira gravadora brasileira especializada em choro e pela qual lançaram diversos disco do gênero, entre os quais o disco do flautista Álvaro Carrilho (pai de Maurício Carrilho), a caixa com 15 CDs da coleção "Princípios do Choro" e uma caixa com cinco CDs contendo boa parte da obra do flautista Joaquim Callado.
No ano de 2007, junto à cavaquinista Luciana Rabello e pela gravadora Acari Records, lançou a caixa "Choro carioca - Música do Brasil" com nove CDs abordando a obra de 74 chorões de todo o pais e trazendo composições inéditas do avô do maestro Villa-Lobos, do pai de Radamés Gnattali e de Alfredo Vianna, pai de Pixinguinha, tudo isso fruto de uma pesquisa intitulada "Inventário do repertório do choro", projeto desenvolvido em parceria com sua esposa Anna Paes (violonista e pesquisadora) com bolsa da Fundação RioArte, revelando mais de oito mil obras de compositores do gênero entre os anos de 1870 e 1920, a maioria inédita, destacando-se entre os compositores Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Carramona, Irineu de Almeida, Joaquim Callado, Mário Álvares, Felisberto Marques, Carlos Gomes, Villa-Lobos, Francisco Mignone, Alexandre Levy e Chiquinha Gonzaga

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