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MAU (Movimento Artístico Universitário)



Dados Artísticos

Movimento artístico-cultural dos anos 70, tendo como ponto de encontro a casa do médico psiquiatra Aluízio Porto Carreiro de Miranda e sua esposa Maria Ruth, localizada na Rua Jaceguai nº 27, na Tijuca (RJ). O histórico remonta a 1965. Aluízio, instrumentista do Cassino da Urca (década de 1940) e da Rádio Mayrink Veiga (década de 1950), começou reunindo antigos companheiros e a partir daí a fama da boa música foi-se estendendo. Aos poucos, a casa foi ficando superlotada, os violões passavam de mão em mão, enquanto era servida batida de maracujá feita num panelão e distribuída pelos copos com concha de feijão. Em ambiente de descontração, as pessoas cantavam em coro, até mesmo músicas proibidas na época, como "Guantanamera" e "Canção do subdesenvolvido". As reuniões, sempre às sextas-feiras, aconteciam como saraus, com violões e cantoria espontânea, nas quais os compositores mostravam suas músicas uns aos outros, em clima de incentivo à criatividade. O movimento gerou os Festivais Jaceguai, do Instituto de Educação. Seus principais integrantes, à época ainda universitários, foram Ivan Lins, Gonzaguinha, Aldir Blanc, César Costa Filho, Sílvio da Silva Júnior, Sidney Mattos, Cláudio Cartier, Otávio Bonfá, Márcio Proença, Paulo Emílio, Cláudio Tolomei, Marco Aurélio, Sidney Matos e Ivan Wrigg. Costumavam aparecer também Nelson Panicali, Eduardo Lages, Ricardo Pontes, Dominguinhos, Wanderley Cunha, Darcy de Paulo, Wagner, Paulo Assis Brasil, José Mauro, Rolando Begonha Faria, Lucinha Lins, Flávio Faria, Luna Messina, Suzana Machado, Célia Vaz, Léa Penteado, Ana Maria Bahiana, Omar, Adilson Godoy e Sílvia Maria. Eventualmente também se contou com a visita de Cartola e d. Zica, Milton Nascimento, Guinga, Nélson Cavaquinho, Jamelão, Donga, Jackson do Pandeiro, Jerry Adriani, João do Vale, Emílio Santiago, Ney Matogrosso, João Bosco e Clementina de Jesus, além dos integrantes do conjunto Os Cariocas. Os principais nomes do movimento participaram do Festival Universitário (que no início estava associado à TV Tupi do Rio de Janeiro), no final dos anos 60. Alguns, como Ivan Lins, Lucinha Lins, Gonzaguinha e Rolando, foram contratados pelo selo Forma/Philips, dirigido por Paulinho Tapajós, que lançou no mercado seus discos de estréia, além de discos de César Costa Filho. Em seguida, participaram, com outros artistas do cast da gravadora Philips, do LP "Som livre exportação", também lançado pelo selo Forma, e do programa homônimo realizado pela TV Globo em 1970 e 1971, tendo como apresentadores Ivan Lins e Elis Regina. Numa época de repressão, o movimento, com a originalidade de seus compositores, muito contribuiu para a expansão da música popular brasileira, dele surgindo nomes expressivos como Gonzaguinha, Ivan Lins e Aldir Blanc, entre outros. A casa de Aluízio e Maria Ruth teve tanta importância para a MPB como a casa de Nara Leão para a bossa nova e a de tia Ciata para o samba, segundo Sérgio Cabral. Das filhas do casal, Regina casou-se com Márcio Proença e Ângela casou-se com Gonzaguinha.

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