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Marlene

Vitória Bonaiutti De Martino
22/11/1922 São Paulo, SP
13/6/2014 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Estreou como cantora aos 13 anos de idade, apresentando-se no programa "Hora do estudante", na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Em 1940, estreou profissionalmente na Rádio Tupi. Nessa ocasião, adotou o nome artístico de Marlene, em homenagem a atriz alemã Marlene Dietrich. Nesse mesmo ano, mudou-se para o Rio de Janeiro, e passou a atuar no Cassino da Urca e na Rádio Globo. Atuou em seguida na Rádio Mayrink Veiga, e no Cassino Icaraí, em Niterói. Atuou também como crooner do Golden Room do Hotel Copacabana Palace, onde passaria em longa temporada, e de onde chegou a estrela principal.  Em 1944, atuou no filme "Corações sem piloto", de Luís de Barros. No ano seguinte, participou de "Pif-paf", filme de Ademar Gonzaga e Luís de Barros. Em 1946, estreou em disco, pela gravadora Odeon, cantando com acompanhamento do conjunto Brazilian Serenaders, dirigido por Carlos Machado, o samba-choro "Swing no Morro", de Amado Régis e Felisberto Martins, e o samba "Ginga, ginga, moreno", de João de Deus e H. Nascimento. Nesse ano, gravou com os Vocalistas Tropicais, para o carnaval seguinte, a marcha "Coitadinho do papai", de Henrique de Almeida e M. Garcez, que fez bastante sucesso. Nesse ano, atuou no filme "Caídos do céu", de Luís de Barros. Em 1947, fez apresentações na boate Casablanca, acompanhada por Bené Nunes ao piano, Abel Ferreira na clarineta, Vidal no contrabaixo e Meneses na guitarra, além de outros músicos. Nesse ano, foi a primeira cantora a gravar pelo selo Star, futura gravadora Copacabana, registrando a marcha "Subúrbio da Central", de Carvalhinho e Mário Rossi, e o samba "Gabriela", de Romeu Gentil e Valtamito Goulart. Sua carreira tomou impulso no ano seguinte, quando foi contratada pela Rádio Nacional, onde se tornaria uma das principais estrelas da música popular brasileira. Sua estréia na Rádio Nacional, ocorreu no "Programa César de Alencar", quando recebeu o slogan "Ela que canta e samba diferente". Nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental, estreando com os choros "Toca Pedroca", de Pedroca e Mário Morais, e "Casadinhos", de Luiz Bittencourt e Tuiú, este, cantado em dueto com o radialista César de Alencar. Em 1949, gravou com Emilinha Borba, o samba "Eu já vi tudo", de Peterpan e Amadeu Veloso, e a marcha "Casca de arroz", de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra Tabajara, desfazendo os rumores da suposta inimizade entre as duas cantoras. Nesse ano, foi eleita "Rainha do Rádio", em concurso promovido pela Associação Brasileira de Rádio, ABR. Com o prestígio do título, ganhou um programa só seu na Rádio Nacional, intitulado "Duas majestades", e um novo horário no "Programa Manuel Barcelos", onde permaneceu como estrela até o fechamento da Rádio Nacional. Nessa emissora, participou de vários programas, entre eles os de Manuel Barcelos, César de Alencar, Paulo Gracindo, bem como "Gente que brilha", "Trem da alegria", "Show dos bairros" e o de José Messias. Ainda em 1949, gravou com o grupo vocal Os Cariocas e acompanhamento de Severino Araújo e Orquestra Tabajara, os baiões "Macapá" e "Qui nem jiló", com o qual fez sucesso, da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Em 1950, gravou o choro "Dona Vera tricotando", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que fez bastante sucesso e, com Ivon Curi, o maxixe "Nego, meu amor", de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto. Nesse ano, gravou a rancheira "Casamento de Rosa", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, o maracatu "Cambinda briante", de Evaldo Rui e Fernando Lobo, o choro "Esposa modelo", de José Maria de Abreu e Carlos Souza, e a polca "Tome polca", de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, com a qual fez bastante sucesso. Voltou a gravar com Emilinha Borba, lançando a marcha "A bandinha do Irajá", de Murilo Caldas. Ao longo de 1950, manteve o título de "Rainha do Rádio", dando início à célebre disputa entre os seus fãs e os de Emilinha Borba, que provocou uma rivalidade na disputa de títulos e prestígio, muito explorada pela imprensa da época. Rompeu ainda o ciclo de vitórias, acontecido até então, das Irmãs Linda e Dircinha Batista. Passou a ser a cantora exclusiva do "Programa Manuel Barcelos", na Nacional enquanto Emilinha Borba passou a ser exclusiva do de César de Alencar. Ainda em 1950, atuou na revista "Deixa que eu chuto", no Teatro João Caetano, RJ. Atuou intensamente no teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em inúmeros espetáculos. Participou também do filme "Tudo azul", ao lado do marido Luiz Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon. Em 1951, lançou os sambas "Peço licença", de Lourival Faissal, Guaraná e Manoel Santana; "Sapato de pobre", de Luiz Antônio e Jota Junior, que foi grande sucesso, e "Para o inferno ou para o céu", de Manoel Santana e Lourival Faissal, e a marcha "Estou com o diabo no corpo", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Também nesse ano, gravou a valsa "Vamos à praia", de Norival Reis e Rutinaldo, o baião "Pinheiral", de Luiz Antônio e Jota Junior, e o samba-mambo "Panchito no mambo", de Campelo, Murilo Vieira e Nelson Lucena, e, com Ivon Curi, o baião "Suspiro que vai e vem", de Manezinho Araújo e Ismael Neto. Com os trios Madrigal e Melodia gravou o baião "Piririm", de Humberto Teixeira e Zé Dantas, e o samba "Bandeira de couro", de Humberto Teixeira. Atuou nesse ano na revista "Bonde do Catete", no Teatro João Caetano.  Em 1952, obteve grande repercussão, e talvez seu maior sucesso, com o samba "Lata d'água", de Luiz Antônio e Jota Junior, gravado com acompanhamento de Radamés Gnattali e sua orquestra. Nesse ano, lançou as marchas "Sereia da areia", de João de Barro, Antônio Almeida e Nássara, "Eva", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, outro grande sucesso, e, em dueto com Jorge Goulart, "Velho barrigudo", de Caribé da Rocha e Ravenor. Lançou também o samba "Aquele amor", de Geraldo Pereira e Arnaldo Passos. Ainda em 1952, estreou no Teatro de Comédia com a peça "Depois do casamento", com a Companhia Marlene x Luiz Delfino, no Teatro Regina, com Wanda Lacerda e Maurício Sherman, direção de Mário Brazini e cenários de Fernando Pamplona. Atuou também na peça "Angelina e o dentista" no Teatro Rival. Fez sucesso em 1953 com os sambas "Zé Marmita", de Brasinha e Luiz Antônio, e "Gente do morro", de Getúlio Macedo, Manuel Santana e Benê Alexandre. Gravou também a marcha "Quebra mar", de Adelino Moreira, José Gonçalves e Zilda Gonçalves, e o samba "Gente do morro", de Manoel Santana, Getúlio Macedo e Bené Alexandre. Em dueto com Paulo Tapajós gravou os baiões "Eu vou pro Ceará", de Humberto Teixeira, e "Baião no deserto", de Abel Ferreira, José Menezes e Paulo Tapajós. Nesse ano, gravou um disco pela gravadora Todamérica com os baiões "Baião do gago", de Luiz Vieira, e "Estrela miúda", de Luiz Vieira e João do Vale, e atuou na peça "Maya", no Teatro Rival, com Luiz Delfino e Roberto Duval. Em 1954, gravou os sambas "Patinete no morro", de Luiz Antônio, e "Mora na filosofia", de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos, com os quais fez grande sucesso, além dos sambas "Toma jeito João!", de Luiz Bandeira; "Batucada", de João de Barro; o baião "Mariquinha namoradeira", de Caribé da Rocha e Luiz Bandeira, e as marchas "Funga-funga", de José Gonçalves e Adelino Moreira, e a "Marcha do tambor", de Jurandir Prates, Hianto de Almeida e Evaldo Rui. Fez sucesso também com marcha "É sempre o papai", de Miguel Gustavo.  Em 1955, atuou na revista "Me leva que eu vou", no Teatro João Caetano. Nesse ano, gravou com Chiquinho e Sua Orquestra, o choro "O lenço do Chiquinho", de Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida. Também no mesmo ano, fez sucesso com a valsa "Marlene meu bem", de Mário Lago, e o samba "Saudosa maloca", de Adoniran Barbosa. Gravou também o samba "Couro do falecido", de Monsueto Menezes e Jorge de Castro, e a "Marcha do Ibrahim", de Miguel Gustavo. Ingressou no ano seguinte na gravadora RCA Victor, e lançou logo dois discos, com as marchas "Papai do céu castiga", de Antônio Almeida e Jota Junior, e "Cão que ladra não morde", de Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, e os sambas "Inda tem que rebolar", de Antônio Almeida e Zé Tinoco, e "Ingratião", de Jota Junior, Oldemar Magalhães e Vera Silva. Fez sucesso nessa época com o samba "O lamento da lavadeira", de Monsueto, Nilo Chagas e J. Vieira Filho. Nesse ano, com a finalidade exclusiva de homenagear o compositor Assis Valente, então muito esquecido, lançou pela gravadora Sinter o LP "Marlene apresenta sucessos de Assis Valente" no qual cantou os sucessos "Recenseamento", "Camisa listrada", "Cansado de sambar", "Maria boa", "E o mundo não se acabou", "Boas festas", "Jarro 'água", "Uva de caminhão" e "Té já". Também no mesmo ano, recebeu o título de "Favorita da Aeronáutica", outorgado pela FAB, Força Aérea Brasileira, e entregue pelo ministro da Aeronáutica, brigadeiro Eduardo Gomes. Ainda em 1956, foi lançado pela gravadora Sinter o LP "Vamos dançar com Marlene e seus sucessos" com suas interpretações para o mambo "Papai É do Mambo (Papa Loves Mambo)", de Al Hoffman, Dick Manning e Bickley Reichner, versão de Luis de França, os sambas "Samba Rasgado", de Zé Keti e Jaime Silva, "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, "Aperta o Cinto", de Monsueto e Jorge de Castro, "Canta Menina Canta", de Monsueto e Arnaldo Passos, e "Lamento da Lavadeira", de Monsueto, Nilo Chagas e João Violão, o mambo "Mi Papá", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal, e o baião "Diguilin no Baião", de Betinho. Em 1957, voltou a atuar no Teatro João Caetano, na revista "Aperta o cinto". Nesse, ano gravou os sambas "Grand mond do crioléu", de Ary Barroso; "Dora me disse", de Jota Junior e Oldemar Magalhães; "Saudades da Bahia", de Dorival Caymmi; "Quero samba", de Zé Kéti, e "Minha candeia", de Luiz Vieira e João do Vale. No ano seguinte, gravou o coco "Biá-tá-tá", de Hekel Tavares, e o batuque "Eu subi", de João da Baiana e Príncipe Pretinho. Em 1958, ingressou na Odeon, e gravou o beguine "O gandoleiro", de Angelis e Broussolle, com versão de Sérgio Porto, e a toada "Canoeiro", de Dorival Caymmi. Em seguida, gravou o choro "Bom que dói", de Luiz Bonfá e Aloísio de Oliveira. Nesse ano, a convite da cantora francesa Edith Piaf, tornou-se a primeira brasileira a apresentar-se no Teatro Olympia, de Paris. Fez então uma temporada de quatro meses no Olympia.  Em 1959, lançou o LP "Explosiva", pela Odeon, e no qual se destacaram como sucesso o samba "Apito no samba", de Luiz Bandeira e Luiz Antônio, e o samba-canção "Brigas nunca mais", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Também no mesmo ano, atuou na peça "Tia Mame", no Teatro Dulcina, com Dulcina de Moraes, Odilon, Conchita de Moraes, Gracinda Freire, Yolanda Cardoso e Thelma Reston. Também nessa época, recebeu o título de "Cidadã carioca", outorgado pela Câmara de Vereadores do Distrito Federal. Em 1960, lançou o LP "Caixinha de saudade", pela Odeon, cantando entre outras, as marchinhas "Aí, heim?" e "Isso é lá com Santo Antônio", ambas de Lamartine Babo, "Esquina do pecado", de Francisco Mattoso, "Amor, amor" e "Um pouquinho de amor", de Joubert de Carvalho, e "Cartinha cor de rosa" e "Primavera no Rio", de João de Barro. Gravou para o carnaval de 1963, a marcha "Twist no carnaval", de João de Barro e Jota Junior. Nesse ano, lançou o LP "Sassaruê", que pretendia lançar um novo ritmo e dança, intitulados "sassaruê", com onze composições de Marino Pinto e Pernambuco, entre as quais, "ABC do Sassaruê", "Denguinho", "Quem me deu a flor", "Vamos sassaruá", "Sassruá, meu bem" e "Sultão de Bagdá". Em 1965, recebeu o troféu "IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro", conferido pela Superintendência dos Festejos do IV Centenário do Rio de Janeiro, que lhe foi entregue no programa de Manoel Barcellos, pelo já jornalista Ricardo C. Albin, então assessor do secretário de Cultura do Estado da Guanabara. Participou da gravação em 1968 dos LPs "Carnavália - Eneida conta a História do carnaval - volume 1 e 2", com sete pot-pourris cada um, com composições de carnaval tais como "A dor de cotovelo no carnaval", "A sátira no carnaval", "A bebida no carnaval" e "Os bichos no carnaval". Nesse ano, prestou seu primeiro depoimento ao Museu da Imagem e do Som. Ainda em 1968, estrelou o musical de P. A . Grisolli e Sidney Miller, intitulado "Carnavália", ao lado da cronista Eneida e dos cantores Nuno Roland e Blecaute, que ficou quase um ano em cartaz no Rio de Janeiro. Em 1969, recebeu o "Troféu Carmen Miranda", criado para premiar os melhores intérpretes de carnaval nos concursos promovidos pelo Museu da Imagem e do Som e patrocinados pela TV Tupi e Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro. No ano seguinte, tornou a receber o "Troféu Carmen Miranda". Também em 1970, lançou o LP "É a maior", no qual interpretou "A onda", de Mário Lago, "Fez bobagem", de Assis Valente, "Joia falsa", de Evaldo Rui, "Beco do Mota", de Milton Nascimento e Fernando Brandt, e "Coração vagabundo", de Caetano Veloso. Nesse ano, atuou na peça "Alice no país divino maravilhoso", no Teatro Casa Grande, com Ary Fontoura, Milton Gonçalves e Hildegard Angel, com direção de Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli. Em 1972, recebeu o diploma "Campeão do carnaval", como puxadora do samba-enredo da Escola de Samba Império Serrano. Também nesse ano, concedeu um segundo depoimento ao MIS, e iniciou a temporada da peça "Botequim", que permaneceu por dois anos no Teatro Princesa Isabel e depois no Teatro João Caetano, além de percorrer várias capitais brasileiras. Faziam parte do elenco lvan Cândido, Osvaldo Louzada, André Valli e lsolda Cresta, com direção de Gianfrancesco Guarnieri. No ano seguinte, tornou-se a única cantora a receber por três vezes o "Troféu Carmen Miranda", de intérpretes de músicas de carnaval. Nesse ano, lançou o LP "Botequim", pela RGE, com a trilha sonora da peça de mesmo nome, com músicas de Toquinho e Gianfrancesco Guarniere. Nesse LP interpretou as músicas "Quem sabe mais", "Sou assim", "Canção do medo", "Mesa de bar", e "Dane-se", além de "Quanto Vale Uma Criança", esta última, em dueto com Toquinho. Em 1974, estreou a peça "A dama de copas e o rei de Cuba" no Teatro Santa Rosa, com Emiliano Queiroz e Wanda Lacerda. Nesse ano, estrelou o show "Te pego pela palavra" na Boate Number One e no Teatro Senac. Foi também lançado o LP do show no qual interpretou canções como "Serenô", de Antônio Almeida, "Cabaré", de Aldir Blanc e João Bosco; "Trem de Alagoas", de Ascenso Ferreira e Waldemar Henrique; "Roupa prateada", de Zé Rodrix; "Meu coração é um pandeiro", de Gonzaguinha; "Ponta de areia", de Milton Nascimento e Fernando Brandt; "Pra onde vai, valente?", de Manezinho Araújo, e "Ronda", de Paulo Vanzolini, além de seus grandes sucessos "Lata d'água" e "Zé Marmita". Ainda nesse ano, recebeu o título de "Madrinha da banda de Ipanema", realização de Albino Pinheiro, quando desfilou ao lado de Martinho da Vila. Atuou ainda na remontagem do show "Carnavália", no Teatro Opinião, com Albino Pinheiro, Nuno Roland e Paulo Marquez.  Em 1976, participou do Projeto Seis e Meia atuando ao lado de Gonzaguinha no Teatro João Caetano, e participou da peça "O quarteto", no Teatro lpanema, trabalhano ao lado de Ziembinsky, Roberto Pirilo e Louise Cardoso, com direção de Ziembinsky. No ano seguinte, lançou o LP "Antologia da marchinha", no qual interpretou pot-pourris de Joubert de Carvalho, João de Barro, Noel Rosa, Tom Jobim, Francisco Mattoso, Chico Buarque, Assis Valente, Lamartine Babo, Ary Barroso e Custódio Mesquita. Em 1979 e 1980, participou da "Ópera do malandro", de Chico Buarque no Teatro São Pedro, SP, que contou com as participações de Abraão Farc, Tânia Alves e grande elenco. Essa peça viajou durante dois anos por todo o Brasil. No disco da peça lançado pela Philips cantou com sucesso a música "Viver de amor", de Chico Buarque e Francis Hime. Em 1980, participou com João Bosco do Projeto Pixinguinha, viajando por toda a região sudeste. Em 1982, atuou no show "Na boca do povo", com direção de R. C. Albin, inaugurando o Projeto Carnavalesca, da Funarte, com a participação do conjunto Coisas Nossas. Também nesse ano, trabalhou na peça "A mente capta", apresentada no Teatro da Praia, RJ, com Anselmo Vasconcelos, Cininha de Paula, Louise Cardoso, Berty Erthal, Claudia Gimenez, Cristina Ferreira e Diogo Vilela, com direção de Wolf Maia. No ano seguinte, prestou depoimento ao Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1984, participou do show "É com esse que eu vou", da série "Carnavalesca" da Funarte, com direção de Ricardo C. Albin, sobre a obra do compositor Pedro Caetano, e que contou com a participação do conjunto Céu da Boca. Recebeu no ano seguinte, o título de "Cidadã Honorária da Cidade do Rio de Janeiro", outorgado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, por proposição do vereador Mauricio Azêdo, e o "Troféu Funarte", homenagem aos ídolos da Rádio Nacional. Fez também o seu terceiro depoimento para o Museu da Imagem e do Som. Em 1986, participou o show "Praça Onze dos bambas", com direção de Ricardo Cravo Albin, sobre a história da Praça Onze e seus bambas do samba e que contou com as participações de Zeca do Trombone, Alceu Maia e Aécio Flávio, e foi considerado pela crítica o "Melhor show do ano". Viajou ainda pelas regiões Nordeste e Sudeste com o Projeto Pixinguinha. Entre 1987 e 1990, foi apresentadora do "Programa Marlene total", na Rádio Ministério da Educação, no qual mostrava as raízes da MPB, entrevistando personalidades da música e da cultura em geral. Esse programa foi premiado nos Estados Unidos. Ainda em 1990, recebeu a "Medalha Funarj", conferido pela Funarj, Fundação Nacional de Artes do Rio de Janeiro, pelo conjunto de trabalhos prestados à cidade do Rio de Janeiro. Em 1991, fez a peça "Um céu de asfalto" no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, RJ, com excursão por várias capitais do Nordeste, com direção de Luiz Fernando Lôbo. Em 1993, fez depoimento sobre sua carreira para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Recebeu no mesmo ano, a "Medalha Tiradentes", outorgada pela Câmara de Deputados do Rio de Janeiro, por iniciativa da deputada Dayse Lucidi e, o "Título de Gratidão" da Cidade de São Paulo, outorgada pela Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo, por proposição da vereadora Lydia Correia. Em 1995, fez no Canecão com direção de Túlio Feliciano, o show "50 anos de alegria", de abertura das festividades dos seus 50 anos de carreira. Em 1998, lançou o CD "Estrela da vida", música título de sua autoria com Paulo Baiano e Zé Carlos Asberg, e no qual cantou entre outras músicas, "Olha", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; "Como uma onda", de Nelson Motta e Lulu Santos, e "Meu guri", "Uma canção desnaturada" e "Geni e o zepelim", de Chico Buarque. A partir dessa época, passou a atuar anualmente nos "shows" públicos promovidos pela Prefeitura do Rio, durante os festejos de fim de ano nas areias de Copacabana, e do carnaval na Cinelândia, ao lado de um selecionado elenco das chamadas "estrelas da velha guarda". Em 2002, apresentou-se em temporada de duas semanas no Teatro Rival BR, com o show "Marleníssima", escrito e dirigido por R. C. Albin, no qual cantava apenas os seus grandes sucessos, em retrospectiva, desde o final dos anos 1940 até aquela época. Deste show o seu fan-clube "Família Marlenista" tirou um CD com o mesmo título, gravado ao vivo, mas não distribuído comercialmente. Em 2003, fez uma turnê pelas lonas culturais do município divulgando seu último disco que foi vendido em praças públicas por ela mesma. No mesmo ano, fez show no Teatro Rival. Foi também publicada a brochura "A incomparável", de César Sepúlveda, contando sua vida e que foi acompanhada de um CD com o registro  do show no Teatro Rival. Também nesse ano, o colecionador Haroldo Coronel começou a desenvolver o projeto "Marlene, teu nome é Vitória", com alentado arquivo fotográfico sobre a cantora. Ainda em 2003, o samba-canção "A grande verdade", com Luís Bittencourt, foi regravado pela cantora Marion Duarte no CD "Fonte de energia". Em 2004, apresentou-se com sucesso no popular baile carnavalesco da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Em 2006, apresentou na Sala Baden Powell, em Copacabana, Rio de Janeiro, em espetáculo comemorativo dos 20 anos de fundação da "Associação Marlenista", um de seus mais atuantes fãs-clube. Ainda durante o carnaval deste ano, recebeu grande homenagem no palanque da prefeitura, instalado nas escadarias da Câmara dos Vereadores, na abertura do carnaval, na sexta-feira. Em 2007, retornou ao palco da Rádio Nacional, para gravar seu primeiro DVD, no qual interpretou músicas como "Geni", de Chico Buarque, e "Como uma onda", de Lulu Santos, entre outras. Em 2008, foi lançado o CD e DVD "Marlene - A Rainha e os artistas do Rádio" com a gravação do show realizado em abril de 2007 no auditório da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, com suas interpretações para as músicas "Meu Guri" e "Geni E O Zepelim", de Chico Buarque, "Tome Polca", de José Maria de Abreu e Luis Peixoto, "Qui Nem Jiló", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, "Lata D'Água", de Luis Antônio e Jota Júnior, "Zé Marmita", de Luis Antônio e Brasinha, "Galope", de Gonzaguinha, e "Como Uma Onda (Zen Surfismo)", de Lulu Santos e Nelson Motta. Em 2009, em homenagem aos 60 anos de sua coroação como Rainha do Rádio, foi tema de uma extensa reportagem da Revista O Globo, feita em seu apartamento em Copacabana, na qual ela falou de sua vida e carreira. No mesmo ano, lançou em show na Modern Sound, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, o DVD "A rainha e os artistas do Rádio". Em 2010, foi entrevistada pelo radialista Simon Khoury, para livro da série do radialista com atores e atrizes da cena teatral brasileira. Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin, a caixa "100 anos de música popular brasileira", com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin, na Rádio MEC, em 1974 e 1975. No volume 3, estão incluídas suas interpretações para os sambas "Praça Onze", de Herivelto Martins e Grande Otelo, e "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues. Ainda em 2011, estreou no Teatro Maison de France, no centro do Rio de Janeiro, o musical "Emilinha e Marlene - As rainhas do rádio" com texto de Thereza Falcão e Julio Fischer, direção de Antonio De Bonis, direção musical de Marcelo Alonso Neves, e as atrizes Solange Badin e Vanessa Gerbelli nos papéis principais. O musical retrata a eterna rivalidade entre as cantoras Marlene e Emilinha. Também em 2011, a AMAR - Associação Marlenista, lançou o primeiro número da revista "Marleníssima" dedicada à vida e a carreira da cantora, com depoimentos dela mesma, Diana Aragão, Simon Khoury, José Caminha, Nieta Carvalho e Ciro Gallo. Ao longo de 42 páginas são revisitados momentos da carreira da cantora como shows, discos, participações em filmes e peças de teatro, além de frases e fotos da artista. Em 2012, foi homenageada pelo seu aniversário natalício no Instituto Cultural Cravo Albin com a exposição "Marlene - 90 anos de glórias". Na ocasião, seu repertório foi interpretado, em espetáculo realizado pelo grupo Cantoras do Rádio, composto por Ellen de Lima, Dóris Monteiro e Sônia Delfino. Em 2013, foi lançado pela Editora Imprensa Oficial, de São Paulo, o livro "Marlene - A incomparável", escrito pela jornalista Diana Aragão a partir de uma série de entrevistas realizadas com a cantora desde 2009.

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