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Marku Ribas

Marco Antonio Ribas
19/5/1947 Pirapora, MG
6/4/2013 Belo Horizonte, MG

Dados Artísticos

Iniciou a carreira ainda adolescente, como baterista de uma das bandas que acompanharam Clara Nunes em 1964.

Em 1967, ainda usando o nome artístico de Marco, lançou, em parceria com Déo, o LP “Déo & Marco”, contendo as faixas “Sinta comigo”, “Vou lhe dar tudo de bom”, “Tentei fugir”, “Serei sincero”, “Meu tempo de criança”, “Sozinho na praia”, “Teu olhar em meu olhar”, “Jardim de Primavera”, “Prisioneiro da Ilha” e “Esperança”, todas parceria de ambos, além de “Ri”, de sua exclusiva autoria, e “Um dia de sol” (Déo).

Em 1968, mudou-se para o Rio de Janeiro, integrando-se à cena musical carioca.

Viajou, em seguida, para o Caribe, percorrendo Barbados, Martinica e Jamaica, onde se tornou amigo de Bob Marley.

Voltou para o Brasil em 1972.

No ano seguinte, já adotando o nome artístico de Marku Ribas, lançou o LP “Underground”, com suas composições “5 30 Schoelcher”, “O adeus segundo Maria”, “Porto Seguro”, “Pacutiguibê Iaô”, “Madinina”, “Tira teima”, “Matinic Moins” e “Orange Lady”, além “Zamba Ben”, que se tornaria um de seus maiores sucessos e de uma adaptação de sua autoria para “N'biri N'biri” (música tradicional angolana). Ainda em 1973, a faixa “Pacutiguibê Iaô” foi incluída na coletânea “14 Maiorais nº 19”, lançada pela gravadora Copacabana.

Em 1976, gravou o LP “Marku”, contendo as músicas “Zi Zambi”, “Coisas de Minas”, “Meu samba regué”, “Canaviá”, “Kaçuada”, “Deixa comigo”, “Curumim”, “In Via Brasil”, “Kazumbanda”, todas de sua autoria, além de sua adaptação para “La Pli Tombé”, música tradicional da Martinica.

No ano seguinte, participou do LP “Tim Maia e convidados”, na faixa “Meu samba regué”.

Em 1978, lançou o LP “Barrankeiro”, que trouxe suas canções “Kalenda (Dança da Kalenda) e “Cruzeiro do Sol”, ambas com Armando Pittigliani, “Kelé” (c/ Djalma Correia e João Donato), “Barrankeiro (c/ Kleber Diniz), “Com o apito do vapor”, “Nessa ela me amarrou”, “Ô Mulher”, “Delícia de Damasco”, “Quem sou eu”, “Pra Bela”, “Maleme” e “A lua e o rio”, além de “Colcha de retalhos” (Raul Torres).

Gravou, no ano seguinte, o LP "Cavalo das alegrias", registrando suas composições “Maria Mariá”, “Kambinda” e a faixa-título, todas com Walter Queiroz, “Morena Sereia” (c/ Roberto Santana), “Canto Negroamor” (c/ Nilton Barros), “Balaio da Nega” (c/ Armando Pittigliani), “Galopando (c/ Luisão Maia), “Beira d'água (A festa)” (c/ Erasmo Carlos), esta com a participação do parceiro, “Caribe Ei”, “Cirandando” e “Julia”, além de “Canção do sal” (Milton Nascimento). Ainda em 1979, participou dos seguintes LPs: “I Festival dos Estudantes Programa Flávio Cavalcanti”, com a faixa “Bahia” (Gerson Luis Farias Lopes); “As 14 demais vol. 3”, com a faixa “Colcha de retalhos” (Raul Torres); “Programa especial vol. 2”, com as gravações de suas músicas “Barrankeiro (c/ Kleber Diniz), “Cruzeiro do Sol” (c/ Armando Pittigliani) e “Ô Mulher”; e “Nossa seleção de samba”, com a faixa “Balaio da Nega”, de sua parceria com Armando Pittigliani.

Em 1980, lançou o LP "Mente & Coração", com suas composições “Choro verde”, “Será bem melhor”, “Olha a brecha”, “Limites naturais e a faixa-título, todas com Carlos Cao Júnior, “Quem pede pede” (c/ Carlos Cao Júnior e Luisão Maia), “As vozes não mentem” (c/ Luisão Maia), “Nunca vi” (c/ Paulo Coelho) e ainda “Só você”, versão de sua parceria com Carlos Cao Júnior para “La Pluie Tombée”, música tradicional da Martinica, além de “Novo dia” (Carlos Cao Júnior e Fatão Ribas). O disco contou com a participação de Helvius Villela (teclados), Arthur Maia (baixo elétrico), Renato Piau (guitarra) e Téo Lima (bateria), e com a participação especial de João Donato, Ed Maciel, Jotinha e Bira da Silva.

No ano seguinte, participou do LP “Sambarock – O som dos Blacks”, com a faixa “Zamba Ben”.

Em 1983, lançou o LP “Marku”, com suas composições “Limbo do Re”, “Folôzinha”, “Urubu é meu loro”, “Karijó”, “Paranóia cromada” e “Favela Blues”, todas com Reinaldo Amaral, “Girassóis” (c/ Willi Wrubel e Reinaldo Amaral), “Reflexos” (c/ Negrito e Reinaldo Amaral), “Brasil Com Z” e “Nobre gente”.

No ano seguinte, atuou no videoclipe da música “Just another night”, faixa do disco solo de Mick Jagger “She’s the boss”.

Em 1985, gravou participação no disco “Dirty work”, do grupo Rolling Stones, tocando percussão na faixa “Back to Zero”.

Em 1991, esteve presente no “Festival Carrefour de MPB” com sua composição “Tamarrêra” (c/ José Edward), incluída no LP que registrou o evento, em gravação realizada ao vivo.

Lançou, em 1992 o LP “Autóctone”, com suas músicas “Favela Blues” e “Karijó”, ambas com Reinaldo Amaral, “Tamarrêra” (c/ José Edward), “Kalimba”, “Made In Brasil”, “Mussulo” e “Retrato Latino” e ainda “N'biri N'biri”, adaptação de sua autoria para a música tradicional angolana, além de “Day-O (The Banana Boat Song)” (Irving Burgie e William Attaway) e “Mas que nada” (Jorge Benjor).

Em 1998, gravou “Penerei fubá” (tradicional) para o CD “A alma do povo”, de Rubinho Vale.

No ano seguinte, participou do CD “Mundial People”, do grupo Omeriah, na canção-título (Dinho Mourão, Alexandre Mourão, Fernando Dellaretti , Wilson Sideral, Orlando Caribe, T. Trombone e Juliano Mourão), e nas faixas “Bundatakabunda” (Orlando Caribe e Dinho Mourão) e “Fly” (Alexandre Mourão e Radi Souza).

A partir do ano 2000, seu trabalho ganhou evidência com a inclusão da base de “Zamba Ben” no hit “A maldição do samba”, de Marcelo D2. Nesse ano, interpretou, ao lado de Dércio Marques, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Frei Chico, Lira Marques, Pereira da Viola, Chico Lobo, Tau Brasil, Lú & Celinha, Gê Lara, Titane e Paulinho Pedra Azul, a faixa “Santos Reis” (tradicional), no CD “Folias do Brasil”, de Dércio Marques.

Em 2001, atuou no CD “Erasmo & Amigos”, de Erasmo Carlos, na faixa “Beira d’água”, de sua parceria com Erasmo. Nesse mesmo ano, foi lançado o CD “Swing & Samba Rock”, do Clube do Balanço, que trouxe sua gravação de “Zamba Ben” ao lado de Paula Lima.

Em 2005, registrou participação no CD “Bambas & Biritas”, de Bid, na faixa “Fora do horário comercial”, de sua parceria com Eduardo Bid e Arnaldo Antunes.

Sua interpretação de “O louco”, de Altay Veloso, está no CD e DVD “Alabê de Jerusalém – De Altay Veloso”, lançados pelo compositor em 2006.

Em 2007, a Universal Music lançou o CD “Zamba Ben”, compilação realizada por Ed Motta em comemoração ao seu 60º aniversário. O disco trouxe os seguintes fonogramas de sua autoria: “Cruzeiro do Sol” (c/ Armando Pittigliani), “Barrankeiro” (c/ Kleber Diniz), “Zi Zambi”, “Meu samba regue”, “Zamba Ben”, “Curumim”, Ô Mulher”, “Brasil Com Z”, “Coisas de Minas”, “Quem sou eu”, “Pra Bela”, “Julia” e “Kazumbanda”.

Apresentando-se em vários shows pelo país com artistas da cena contemporânea, como a Abayomy Afrobeat Orchestra, em abril de 2009 participou do programa “Som Brasil” (Rede Globo) em homenagem a Tim Maia.

Como ator, integrou o elenco dos seguintes filmes “Batismo de sangue”, de Helvecio Ratton, interpretando Carlos Marighella; “Chega de saudade”, de Laís Bodanzky; e “Boa sorte, meu amor”, de Daniel Aragão.

Em 2010, lançou o CD “4 Loas”, com suas composições “Querobem Querubim” (c/ Arnaud Rodrigues), “Altas horas” (c/ Luizão Maia), “Aurora da Revolução”, “Daomé”, “Bervely Help”, “Doce vida”, “Aristoporindé”, “O mar não tem cabelo”, “A embaixatriz” e “Ce Pas pour Ça”.

Faleceu no dia 6 de abril de 2013.

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