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Marília Medalha


25/7/1944 Niterói, RJ

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira artística na década de 1960, apresentando-se em Niterói (RJ) com Tião Neto e Sergio Mendes, em espaços como o Clube de Regatas de Icaraí e o Clube Central.

Em 1965, participou em São Paulo da montagem de "Arena Conta Zumbi", peça teatral de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Por sua atuação, foi contemplada com o prêmio de Atriz Revelação do ano, conferido pela Associação Paulista de Críticos Teatrais.

Dois anos depois, dividiu o palco com Edu Lobo, em show realizado na boate Zum Zum (RJ). Ainda em 1967, atuou ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Sérgio Ricardo no programa "Ensaio geral" (TV Excelsior). Participou, também nesse ano, do III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), interpretando com Edu Lobo a música "Ponteio" (Edu Lobo e Capinam), classificada em 1º lugar no evento. Sua carreira, a partir daí, tomou um decisivo impulso. Também em 1967, gravou seu primeiro LP, "Marília Medalha".

No ano seguinte, participou de mais uma edição do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), classificando em segundo lugar a canção "Memórias de Marta Saré" (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri). Ainda em 1968, classificou em 3º lugar, na I Bienal do Samba (TV Record), a composição "Pressentimento" (Elton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho), incluída em seu segundo LP, "Marília Medalha", lançado nesse ano.

Em 1970, apresentou-se com Vinicius de Moraes e Toquinho no Teatro Castro Alves (Salvador) e na boate La Fusa (Buenos Aires). O espetáculo gerou o LP "Como dizia o poeta - Vinicius, Toquinho e Marília Medalha", com canções de Vinicius de Moraes como "Tarde em Itapoã" (c/ Toquinho), entre outras, além de parcerias do poeta com a cantora nas canções "Valsa para o ausente" e "O grande apelo".

Nos dois anos seguintes, continuou excursionando pelo exterior com Vinicius de Moraes e Toquinho.

Em 1972, lançou o LP "Encontro e desencontro - Marília Medalha e Vinícius de Moraes", que registrou exclusivamente canções de sua autoria com letras de Vinicius de Moraes, como "Se o amor pudesse" e "Mr. Toquinho", além de "Moinho d'água" (c/ Joãozinho e Vinicius de Moraes). Nesse mesmo ano, gravou o LP "Caminhada", que incluiu composições próprias como "Estrada nova", "Amanheci", "Água escondida" e "Caminhada", todas com Roberta Faro, "Mortalha fria" (c/ Antonio C. Falcão) e "Xaxado de espantar tristeza" (c/ Vinicius de Moraes), além de canções de outros autores como "Caminhemos" (Herivelto Martins) e "Fim do mundo" (Fagner e Fausto Nilo), entre outras. Também em 1972, apresentou-se no Teatro da Praia (RJ) com o show "Caminhada", com direção geral de Silnei Siqueira e direção musical de Paulo Moura.

Dois anos depois, participou, ao lado de Zé Kéti e João do Vale, da nova montagem realizada no Teatro Opinião (RJ) do show "Opinião", de Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, dirigida por Bibi Ferreira.

Em 1978, gravou o LP "Bóias da luz", com destaque para canções como "Nós os grandes artistas" (Gonzaguinha), "Natalino José do Nascimento" (Zé Keti) e "Depois que foi embora" (Fernando Leporace), além da faixa-título (Sueli Costa e Abel Silva), entre outras.

Durante praticamente toda a década de 80, sua carreira ficou restrita a São Paulo, onde se apresentou esporadicamente.

Lançou, em 1992, o disco "Bodas de vidro", produzido e editado pelo governo municipal de Niterói, cidade onde nasceu, registrando composições próprias como "Canção da canção que nasceu" (c/ Vinicius de Moraes) e "Porto aberto" (c/ Dulcinéia Pilla), além de músicas de outros compositores, como "Poeta" (Márcio Proença e Paulo César Pinheiro) e "Ah! Se eu pudesse" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), além da faixa-título (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro), entre outras.

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