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Maria José Franco

Maria José Franco
Cabo Verde, MG

Dados Artísticos

Durante os anos 1960, ainda em sua cidade natal, decidiu fazer teatro amador. Um ano depois de mudar-se para São Paulo, conheceu na Praça do Correio, centro da capital paulista, o cineasta Mazzaropi que, encantado com sua beleza cabocla, convidou-a para participar de algumas pontas e participações especiais. Participou então dos filmes "Um caipira em São Paulo", "Portugal, minhas saudades" e "O vagalume". A projeção maior ocorreu entretanto com a peça "Fantasma da meia-noite" que assistida por cineastas, resultou em convites para a realização de outros trabalhos. No mesmo ano participou dos filmes "Trote do sádico" e "As bonecas diabólicas". Em seguida filmou "A gaiola", de Pedro Sebastini, "Instrumento da Máfia", de Francisco Cavalcanti, "Traição conjugal", de Celso Falcão, "Vôo das sextas-feiras", de Celso Falcão e, "Incrível coincidência", no qual trabalhou com Antônio Fagundes, interpretando o principal papel feminino. Com o cineasta Wilson Roncatti, considerado um expoente do cinema sertanejo, filmou "Ladrão de galinhas" e "E a vaca foi pro brejo". Ainda no âmbito do cinema sertanejo, filmou "Os três boiadeiros", de W. Kopesky, e talvez aquele que seja o seu melhor papel, a mãe sofrida do personagem título de "O menino da porteira". Em 39 filmes atuou ao lado de, entre outros, Mazzaropi, Antônio Fagundes, Regina Duarte, José Wilker, Tarcísio Meira, Francisco di Franco, Cinira Camargo e Jofre Soares. Em 1982 recusou convite para participar de um filme na Grécia e abandonou a carreira de atriz para dedicar-se ao projeto de criação do Jornal Sertanejo. A idéia de criar um jornal que falasse da música sertaneja surgiu em 1975, durante as filmagens de "Ladrão de galinhas". Compartilhou a idéia com o amigo José Roberto Cardoso, que era proprietário de um jornal em Arujá, na Grande São Paulo. José Roberto Cardoso publicou os dois primeiros números do novo jornal. O primeiro em fevereiro de 1979, falava de música e cinema sertanejo, contando entre outros, com a participação de Sérgio Reis. Até 1982 Maria José Franco travou intensa batalha para que o jornal continuasse a ser publicado, recebendo então de José Cardoso todos os direitos de publicação. A partir de 1982 o Jornal Sertanejo ultrapassou as 100 publicações, realizando reportagens com inúmeros nomes do mundo sertanejo do passado e do presente, como Sorocabinha, que ganhou reportagem especial por ocasião de seus 100 anos, entre outros. Em 1993, por ocasião do décimo primeiro aniversário do jornal, este passou de empresa jornalística à Fundação sem fins lucrativos, sendo realizado um grande show, que contou com a participação, entre outros, de Chitãozinho e Xororó, Amado Batista e Marciano. Ao longo de sua carreira, Maria José Franco recebeu inúmeros prêmios, entre os quais Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Casa do Violeiro do Brasil, Troféu Fusco Neto, Diploma de Cidadã Sertaneja, Diploma de Jornalista, concedido pela Ordem Internacional dos Jornalistas, Diploma de Comendadora da Arqui confraria dos Templários, Comendadora Grã-Oficial pela Ordem Civil e Militar dos Cavaleiros do templo, e outros.

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