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Maracatu Porto Rico do Oriente



Dados Artísticos

Maracatu de baque virado, fundado com o nome de Nação Maracatu Porto Rico, por João Francisco do Itá no século XIX, no Sítio Palmeirinha, localidade pertencente ao município de Palmares, em Pernambuco.
Suas cores são: a verde e a vermelha.
Em seu estandarte destaca-se a figura da Caravela Santa Maria, símbolo do maracatu.
A agremiação existiu por vários anos nesta localidade, encerrando as atividades em tempos não definidos. Contudo, o nação maracatu viria a reaparecer, segundo os pesquisadores Oswaldo Pereira e Tarcísio Soares Resende, no bairro de Água Fria, na cidade de Recife, desta vez, comandado por Zé da Ferida, passando a desfilar no carnaval da cidade.
Na década de 1950, com o falecimento de seu líder, o maracatu encerrou as atividades mais uma vez, retornando no ano de 1967, por conta dos esforços de José Eudes Chagas, Luiz de França e da antropóloga Katarina Real, mas com o nome  modificado para Maracatu Porto Rico do Oriente, tendo o Babalorixá Eudes Fraga como Rei e a Yalorixá Dona Mera (Merolina Pimentel) como Rainha. 
Segundo o livro "Maracatu Baque Virado e Baque Solto. Coleção Batuque Book - Volume 1", em 1978, com o falecimento de Eudes Chagas, assumiu a liderança da agremiação Elda Viana, sendo também coroada Rainha, tendo Mestre Jaime no comando do apito.
No ano 2000 o compositor Jailson Chacon Viana, filho de Dona Elda, assumiu a direção do maracatu fazendo modificaçções sonoras, tais como incluir abês e atabaques, mas, mantendo a formação tradicional do bloco, com seus instrumentos caixa, alfaia, tarol e gonguê.
Em 2009 constavam entre seus principais integrantes Dona Inês, Dona Elizabeth e Dona Bela, além de 110 batuqueiros.
Segundo o percussionista Reppolho em seu livro "Dicionário Ilustrado de Ritmos & Instrumentos de Percussão":
"Baque Virado: Ritmo afro-brasileiro usado nos maracatus de Nação Nagô chamado de Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação, em Recife. Instituição: nasceu na cidade de Olinda, em 1793, para homenagear os Reis do Congo. Alguns pesquisadores afirmam que esta Instituição fora implantada pelos portugueses. As variações rítmicas tocadas pelo tambor alfaia (bombo) recebem os nomes de Marcação, Malê, Baque-de-Parada Arrastão e Baque-de-Martelo. Vejamos como ocorre normalmente a sequência musical da percussão: o Tarol anuncia levemente um esquema rítmico bem simples, rufando e intercalando pausas. Quase no mesmo instante, o Gonguê assinala a sua rítmica característica, dando entrada às Caixas-de-guerra. Em seguida, ocorre a entrada das Zabumbas, segundo o maestro César Guerra Peixe. No decorrer dos anos o (tambor) Zabumba foi substituído pelo (tambor) Alfaia, acompanhado por Ganzás, Gonguê, e Xequerês, também chamado de Agbê".
Em 2009, no livro "Maracatu Baque Virado e Baque Solto. Coleção Batuque Book - Volume 1" foram listadas algumas composições de desfiles anteriores, tais como "Baque das ondas", "Nagô é minha nação" e "Nas águas verdes do mar", todas de Mestre Shacon. BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: REPPOLHO. Dicionário Ilustrado de Ritmos & Instrumentos de Percussão. Rio de Janeiro: GJS Editora, 2012.
SANTOS, Climério de Oliveira, e RESENDE, Tarcísio Soares. Maracatu Baque Virado e Baque Solto. Coleção Batuque Book - Volume 1- Pernambuco. Recife: Edição do Autor, 2009.
REPPOLHO. Dicionário Ilustrado de Ritmos & Instrumentos de Percussão. Rio de Janeiro: GJS Editora, 2012. 2ª ed. GJS Editora, 2013.

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