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Manoel Reis


1909 Santos, SP
17/6/1979

Dados Artísticos

Exercendo sempre discreta atuação como cantor, foi crooner de Antenógenes Silva. Estreou em discos em 1937, pela gravadora Odeon, quando registrou com Antenógenes Silva ao acordeom, e com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, as valsas "Viver é beijar" e "O que sempre senti por ti", ambas de Antenógenes Silva e Ernâni Campos. No mesmo ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Odeon o samba "Ô... Ô...", de Sátiro de Melo, e a marcha "Morena linda", de Sátiro de Melo e Silva Júnior. Ainda em 1937, gravou na Victor, gravadora para a qual se transferiu, com acompanhamento do conjunto regional Dante Santoro, as valsas "Horas tristes" e "Murmúrios d'alma", ambas de Dante Santoro e Corinto Álvares. Em 1938, gravou a valsa "Fiandeira do destino", de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago, o fox-canção "Tudo cabe num beijo", de Carolina Cardoso de Menezes e Osvaldo Santiago, além das valsas "Olhando o céu e vendo o mar", de Alberto Ribeiro e Sátiro de Melo, e "Terceira valsa de amor", de Roberto Martins e Jorge Faraj, com acompanhamento da Orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha. No mesmo ano, gravou com Arnaldo Meireles ao acordeom as valsas "Não me sais do pensamento", de Arnaldo Meireles e Moacir Braga, e "Se meu olhar pudesse", de Moacir Braga. Lançou em 1939, os sambas "Destino cruel", de Newton Teixeira e Luiz Bittencourt, e "Abre a janela", de Arlindo Marques Jr e Roberto Roberti, e as valsas "Divino olhar", de Saint-Clair Sena e Alcyr Pires Vermelho, e "Anjo inspirador", de J. Cascata e Sá Róris.
Em 1942, lançou pela Columbia um disco com a Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, em que cantava as marchas "Cisne Branco", de Antônio do Espírito Santo, hino oficial da Marinha brasileira, e "Heróis do Brasil", de Milton Amaral. Em 1943, gravou a marcha "Meu pavilhão", de João de Freitas e Ernâni Correia. No mesmo ano, foi contratado pela Continental quando relançou a gravação feita com a Banda do Corpo de Fuzileiros Navais cantando as marchas "Cisne Branco", de Antônio do Espírito Santo, hino oficial da Marinha brasileira, e "Heróis do Brasil", de Milton Amaral.
Em 1944, gravou o bolero "Bem sei" e a valsa "A nossa valsa", ambas de autoria da dupla José Maria de Abreu e Jair Amorim. Gravou no mesmo ano a marcha "Marcha para oeste" e a valsa "Saudades do luar de minha terra", ambas de autoria de Antônio Papaiani de Pádua. Em 1945, gravou de Saint Clair Sena o samba "Vitória" e o pasodoble "Linda espanhola", em disco que contou com acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais, e de Stanley Levi e Mário Rossi, a valsa "Aquela valsa maldosa", e de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, o fox-trot "Lua, taça branca", em disco que contou com acompanhamentos de Abel Ferreira e seu conjunto. Em junho do mesmo ano, lançou a "Canção do expedicionário", de Luiz Peixoto e Alda Caminha que homenageava os soldados brasileiros de volta da campanha na Itália na Segunda Guerra Mundial. Em  2 de março de 1945, o Diário Oficial da União publicou o aviso nº 530 que tornou a "Canção do Expedicionário", Canção oficial da Força Expedicionária Brasileira.
Em 1947, transferiu-se para a recém inaugurada gravadora Star e lançou o samba "Lata d'água" e a marcha "Tic-tac", ambas de Carlos Brandão e Vicente Paiva. Em 1948, gravou o samba "Mangueira", de Nonô, e o fox "Não sei porque te quero tanto assim", de José Maria de Abreu e Jair Amorim.
Em 1949, gravou com acompanhamento da Orquestra Tamoio a marcha "Sereia", de Lauro Miller, e o samba "Iaiá segura a saia", de Conde. Em 1950, gravou a marcha "A rainha do Nilo", de José Assad, o "Beduíno", e o samba "O castigo vem do céu", de Conde e Celso Vilaça com acompanhamento de Geraldo Medeiros e seu conjunto. No ano seguinte, gravou com acompanhamento de Rago e seu conjunto, a toada "Adeus Moema!", de Américo de Campos e Cacique, e o samba "Sem ela", de David Raw e Alfredo Godinho. Gravou em 1952, com acompanhamento de Poly e seu conjunto, o samba "Por quê?", de sua autoria e David Raw, e o baião "Eh! Eh! Meu irmão!", de Panchito e Ariovaldo Pires.
Embora com uma carreira pouco conhecida, numa época em que normalmente não se gravava muito, lançou 21 discos com 38 músicas pelas gravadoras Odeon, Victor, Columbia e Continental, registrando obras de conhecidos compositores como Sátiro de Melo, Osvaldo Santiago, Arlindo Marques Jr, Roberto Roberti, José Maria de Abreu, Jair Amorim e Saint-Clair Sena, além de ser acompanhado por importantes músicos como Pixinguinha, Benedito Lacerda, Antenógenes Silva, Abel Ferreira, Dante Santoro e Luiz Peixoto.

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