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Manoel de Barros

Manoel Venceslau Leite de Barros
19/12/1916 Cuiabá, MT
13/11/2014 Campo Grande, MS

Biografia

Poeta. Nasceu no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá.  Filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região e que se tornou fazendeiro. Até 1949 viveu no Rio de Janeiro, quando se transferiu para a fazenda de seu pai no Pantanal de Corumbá. Formado em Direito, morou nos Estados Unidos (Nova York), França (Paris), Portugal e Itália. Publicou diversos livros de poesia: "Poemas concebidos sem pecado" (1937), "Face imóvel" (1942), "Poesia" (1956), "Compêndio para uso dos pássaros" (1960), "Gramática expositiva do chão" (1966), "Matéria de poesia" (1974), "Arranjo para assovio" (1980), "Livro de pré-coisas" (com ilustração da capa feita pela filha Martha Barros/1985), "O guardador de água" (1989),  "Gramática expositiva do chão: Poesia quase toda" (1990), "Concerto a céu aberto para solos de aves", Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira (1993), "O livro das ignorãnças" (Editora Civilização Brasileira/Rio de Janeiro, 1993), "Livro sobre nada", com ilustrações de Wega Nery (1996), "Das Buch der Unwissenheiten", Edição da revista alemã Akzente (1996), "Retrato do artista quando coisa", ilustrações de Millôr Fernandes (1998), "Exercício de ser criança" (1999 - infantil), "Encantador de Palavras. Organização e seleção Walter Hugo Mãe. Vila Nova de Famalicão, Quase, Portugal (2000), "Ensaios fotográficos" (2000), "O fazedor de amanhecer" (2001), "Tratado geral das grandezas do ínfimo", com lustrações de Martha Barros (2001), "Águas" (2001), "Para encontrar o azul eu uso pássaros" (2003), "Cantigas para um passarinho à toa" (2003), "La Parole sans Limites. Une Didactique de lInvention. [O Livro das Ignorãças]. Édition Bilingue. Tradução e apresentação Celso Libânio. Ilustração Cicero Dias. Paris: Éditions Jangada, (2003). "Todo lo que no invento es falso", Antologia. Espanha (2003), "Poemas Rupestres", com ilustrações de Martha Barros (2004), "Riba del dessemblat" [Antologia Poética], Ed. Catalã, Lleonard Muntaner, Editor, Espanha (2005), "Memórias inventadas I" [Ilustrações de Martha Barros, 2005], "Memórias inventadas II" [Ilustrações de Martha Barros, 2006], "Memórias inventadas III" [Ilustrações de Martha Barros, 2007], "Menino do Mato" (2010), "Poesias Completas" [Editora LeYa, 2010] e "Escritos em Verbal de Aves" (Editora LeYa, 2011) e ainda "No sertão, no Pantanal: Conversamentos com J. Guimarães Rosa", pela Editora Civilização Brasileira. Ganhou vários prêmios de literatura, entre eles, 1960 - "Prêmio Orlando Dantas". Diário de Notícias, com o livro "Compêndio para uso dos pássaros"; 1966 "Prêmio Nacional de poesias', com o livro "Gramática expositiva do chão"; 1969 "Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal", com o livro "Gramática expositiva do chão"; 1989 "Prêmio Jabuti de Literatura", na categoria 'Poesia", como o livro "O guardador de águas"; 1990 "Prêmio Jacaré de Prata", da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul, como "Melhor Escritor do Ano"; 1996 "Prêmio Alfonso Guimarães", da Biblioteca Nacional, com o livro "Livro das ignorãças"; 1997 "Prêmio Nestlé de Poesia", com o livro "Livro sobre nada"; 1998 "Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra; 2000 "Prêmio Odilo Costa Filho", da Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro "Exercício de ser criança"; 2000 "Prêmio Academia Brasileira de Letras", com o livro "Exercício de ser criança"; 2002 "Prêmio Jabuti de Literatura", na categoria "Livro de Ficção", com "O fazedor de amanhecer"; 2005 "Prêmio APCA 2004", de "Melhor Poesia", com o livro "Poemas rupestres"; 2006 "Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira', com o livro "Poemas rupestres"; 2010 "Prêmio Bravo" (Bradesco Prime de Cultura), como "Artista Bradesco Prime 2010"; 2012 "Prêmio de Literatura da Casa da América Latina/Banif 2012" (Portugal), de criação literária, pelo livro "Poesia completa", publicado pela Editora Caminho. No ano de 2014 toda a sua obra foi publicada, em 18 volumes, sob o título "A biblioteca do Manoel" (Editora Leya Brasil). Neste mesmo ano, pela mesma editora, foi publicada uma nova edição de sua antologia poética "Poesia completa Manoel de Barros", na qual também foram incluídos vários poemas inéditos. Faleceu aos 97 anos, em novembro de 2014, quando estava há mais de uma semana internado em uma unidade de tratamento intensivo de um hospital em Campo Grande (MS).

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