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Maestro Carioca

Ivan Paulo da Silva
19/12/1910 Taubaté, SP
11/4/1991 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Começou a carreira artística em 1938, no Rio de Janeiro atuando como "trombone hot" na orquestra de Fon-Fon. Anos depois fundou na Rádio Nacional a Orquestra All Stars a qual passou a dirigir a partir de 1945. Escreveu arranjos e dirigiu inúmeras gravações em diversas gravadoras, entre as quais, a RCA Victor, a Rádio e a Musidisc. Em 1943, estreou na Rádio Nacional com sua orquestra, passando depois a atuar na Rádio Tupi. Em 1944, escreveu o prefixo para o noticioso Repórter Esso apresentado na Rádio Nacional pelo locutor Heron Domingues. Esse prefixo era executado pelo próprio maestro no trombone, Luciano Perrone na bateria, e Francisco Sergi e Marino Pissiani nos pistons. Foi durante anos integrante da Orquestra da Rádio Nacional. Ainda na Rádio Nacional fez duelo de trombones com o maestro norte americano Tommy Dorsey quando da visita deste ao Brasil. Contratado pela gravadora Odeon em 1945, acompanhou com sua orquestra a gravação da valsa "Minha crença", de Horondino Silva e Del Loro, e do samba "Tudo é possível", de Cícero Nunes e Aldo Cabral, na voz de Orlando Silva. Gravou com sua orquestra em 1947, os choros "Nenê" e "Tenebroso", de Ernesto Nazareth. Em 1948, acompanhou na Continental o cantor Nilo Sérgio na gravação do fox-trot "Beguin the beguine", de Cole Porter, e do fox "Je vous aime", de S. Coslow; e a cantora Dircinha Batista na gravação do sambas "Icaraí", de Célio Ferreira e Raimundo Flores, e "Humilhação", de Peterpan. Em 1949, gravou com sua orquestra os choros "Pintassilgo apaixonado", de Lina Pesce; "Gostosão", de Mário Amorim, e "Apanhei-te cavaquinho", de Ernesto Nazareth, e o samba "Linda flor", de Henrique Vogeler. Ainda em 1949, gravou com sua orquestra e o grupo vocal Garotos da Lua e a cantora Safira o bolero "Um pouquinho de amor", deJ. Gutirres, e o fox "O mar (Le mer)", de C. Trenet, ambas com versos de Haroldo Barbosa. Ainda no mesmo ano, acompanhou com sua orquestra na Odeon a cantora Dircinha Batista na gravação do bolero "Fica comigo", de Mário Rossi e Marino Pinto; dos sambas "Minha saudade", de Pernambuco e Marino Pinto, e "Café requentado", de Marino Pinto e Mário Rossi; do samba-canção "Seremos três", de Cristóvão de Alencar e Valdemar de Abreu, o Dunga; e da marcha "Charrete macia" e da batucada "A coroa do rei", as duas últimas de Haroldo Lobo e David Nasser. Ainda em 1949, acompanhou com sua orquestra na Star o cantor Onéssimo Gomes na gravação dos sambas "Violão", de Vitório Junior e Wilson Ferreira, e "Enfermeira", de Edgar Nunes e Zeca do Pandeiro. Em 1950, gravou em ritmo de samba com arranjos seus, a canção "Casinha pequenina", de domínio público, e o choro "Zangado", de José Toledo;  com sua orquestra e vocal de Dircinha Batista, o samba "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso, e o choro "Recordar é viver", de Freire Jr. No mesmo ano, gravou ainda os choros "Limoeiro do norte", de Porfírio Costa, e "Escalando", de Cipó. Para o carnaval de 1951, gravou os frevos "Zezinho no frevo", de Geraldo Medeiros, e "Pois sim", de Guio de Moraes. Ainda em 1951, gravou com sua orquestra e vocal de Jamelão a canção "Casinha da colina", de Luiz Peixoto e Pedro de Sá Pereira, adaptada em ritmo de choro, e o choro "Voltei ao meu lugar", de sua autoria. Gravou ainda no mesmo ano, a batucada "Cai, cai", de Roberto Martins, o choro "Maria Madalena", de Porfírio Costa, e os frevos "Prova de fogo", de Geraldo Medeiros, e "Vou ficar em Pernambuco", de Genival Macedo, este último com vocal de Alcides Gerardi. Gravou também os choros "Cambucá", de Pascoal Barros, e "Lágrimas de virgem", de Luiz Americano, que contaram com solos de sax-tenor do Maestro Cipó. Ingressou depois na gravadora Sinter onde registrou com sua orquestra a guarânia "Índia", de José A. Flores e O. Guerrero, em arranjo para samba, e o samba "Nem eu", de Dorival Caymmi. Em 1953, acompanhou com sua orquestra na Sinter o cantor Jamelão na gravação dos sambas "Seu deputado", de Átila Nunes e Alcebíades Nogueira, "Voltei ao meu lugar", de sua autoria e Del Loro, e "A cegonha mandou", de João Mabiel, e do choro "Alta noite", de Astor Silva e Del Loro. Em 1954, gravou com sua Orquestra o mambo "Maria Candelária", de sua autoria e J. Sandoval, e o choro "Vamos com calma", de sua autoria. No mesmo ano, acompanhou com seu conjunto ao grupo Garotos da Lua na gravação da valsa "O homem do trapézio", de O' Keefe e R. Sinatra, com versão de Haroldo Baroso, e do samba "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico. Em 1955, gravou com Sua Orquestra o "Mambo do turfe", de Getúlio Macedo e Oscar Maneck,e o baião "Que amargura", de A. Pernas, A. Cetinic e Juvenal Fernandes. Em 1956, participou do LP "Vamos dançar - Vol. 1" do selo Fantasia/Philips, uma coletânea de fonogramas da gravadora Sinter/Philips e que incluiu duas gravações de sua orquestra: "Maria Candelária", de sua autoria e J. Sandoval, com vocal de El Cubanito, e "Mambo do turfe", de Getúlio Macedo e Oscar Maneck. Contratado pelo selo Rádio lançou em 1958 o LP "Orquestra de baile - Carioca e Sua Orquestra" interpretando sucessos da música popular brasileira como "Samba no Arpege", de Waldir Calmon; "Apito no samba", de Luis Bandeira; "Pinguinho de gente", de Altamiro Carrilho; "Torcida organizada", de Gordurinha; "Não troquemos de mal", de Rubens Leal Brito e Jorge Faraj; "Conversa de botequim", de Noel Rosa e Vadico; "Joãozinho Boa Pinta", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques, e "Ginga das palmas", de sua autoria, além dos clássicos internacionais "Alexander's Ragtime Band", de Irving Berling; "Bernardine", de J. Mercer; "I had the craziest dream", de H. Warren e M. Gordon, e "Fascinação", de F. D. Marchetti. No mesmo ano, e também pelo selo Rádio lançou o LP "Choros - Carioca e Sua Orquestra de Baile" interpretando clássicos do repertório do choro: "Um a zero", de Pixinguinha e Benedito Lacerda; "Paraquedista", de José Leocádio; "Um passeio à tarde", de sua autoria; "Murmurando", de Fon-Fon; "Numa seresta", de Luis Americano; "Bem-te-vi atrevido", de Lina Pesce; "André de sapato novo", de André Victor Correia; "O xameguinho dela", de Porfírio Costa; "Fica entre nós", de Geraldo Medeiros, e "Sonoroso", de K-Ximbinho. Ainda em 1958, e também pelo selo Rádio, lançou um terceiro LP, este destinado ao repertório carnavalesco intitulado "O carnaval que eu brinquei - Carioca e Sua Orquestra" e que incluiu as marchas carnavalescas "Marchinha do grande galo", de Lamartine Babo e Paulo Barbosa; "Lourinha lourinha", de João de Barro; "Allah-la-ô", de Haroldo Lobo e Antônio Nássara;  "Meu consolo é você", de Antônio Nássara e Roberto Martins; "O bonde de São Januário", de Ataulfo Alves e Wilson Batista; "Cai cai", de Roberto Martins; "A casta Suzana", de Ary Barroso e Alcyr Pires Vermelho; "Querido Adão", de Benedito Lacerda e Osvaldo Santiago, e "Deixa a lua sossegada", de Alberto Ribeiro e João de Barro, além dos sambas "Vai haver barulho no chatô", de Noel Rosa e Walfrido Silva;  "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos, o "Bide" e Armando "Marçal", e "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral.  Por essa época, gravou com sua orquestra pelo selo Repertório uma série de quatro sambas intitulados de "Ginga nº1", "Ginga nº2", "Ginga nº3" e "Ginga nº4", todas de sua autoria. Gravou também, pelo selo Doni os sambas "Ginga nº 5" e "Tereza me deixa", ambos de sua autoria. Ainda em 1958, participou de duas coletâneas pelo selo Repertório, "Apaixonadamente", com a música "Ginga das palmas", e "Bar de melodias", com a "Ginga Nº 2", ambas de sua autoria. Contratado pela RCA Victor lançou em 1960, o LP "Clássicos no samba - Carioca e Sua Orquestra" no qual doze temas clássicos foram interpretados em ritmo de samba: "Num mercado persa", de Ketelbey; "Mon coeur s'ouvre à ta voix (De "Sansão e Dalila")", de Saint-Saens; "Concerto em lá menor", de Grieg; "Concerto Nº 2", de Rachmaninoff; "Dança da fada açucarada (Da "Suíte Quebra Nozes")", de Tchaikovsky; "Mattinata", de Leoncavallo; "Dança das horas (De "A Gioconda")", de Ponchielli; "Melodia em fá", de A. Rubinstein; "Andante cantabile" e "Concerto Nº 1", de Tchaikovsky; "Dança Hungara Nº 5", de Brahms, e "Narcissus", de E. Nevin. Em 1961, lançou pelo selo Musidisc o LP "Sambas em brasa - Carioca e Sua Orquestra de Metais", disco que seria relançado em 1971, pela gravadora Continental, e que incluiu os sambas "Samba em brasa" e "Ginga Nº 7", de sua autoria; "Mulata assanhada", de Ataulfo Alves; "Nunca mais" e "Parti", de Ed Lincoln e Silvio César; "Amanhã eu vou" e "História", de Nilo Sergio; "Três horas da manhã", de J. Robledo; "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "Samba toff", de Orlann Divo e Roberto Jorge; "Pergunte ao João", de Helena Silvia e Milton Costa, e "Ondas do Danúbio", de Ivanovici. Por essa mesma época, lançou o LP "Dance... Dance... Dance... - Carioca Swings - The Delphin Jr. Orchestra Plays", pelo selo Imperial/Odeon, onde utilizando pseudônimo gravou clássicos norte americanos como "Blue moon", de R. Rodgers e L. Hart; "Sentimental jourbey", de Broen e Homer; "All the way", de S. Canh e J. Van Heusen; "Love me or leave me", de W. Donaldson e G. Kahn; "Love is a many splendored thing", de S. Faln e Paul Francis Webster, "Night and day", de Cole Porter, e "Summertime", de George Gershwin e D. Heyward, entre outros. Por volta de 1962, passou a atuar na Rádio Mayrink Veiga. Atuou ainda na Rádio Clube do Brasil. Também atuou nas TVs Tupi e Excelsior. Ainda em 1962, lançou o LP "Chá-chá-chá explosivo - Carioca and His Cuban Percussion Orchestra", disco no qual interpretou em ritmo de chá chá chá, coqueluche da época, sucessos daquele momento como "O terceiro homem", de A. Karas e W. Lord; "Limelight", de Charles Chaplin; "Stranger in paradise", de R. Wright e G. Forrest; "Las secretárias", de P. Luis; "Temptation", de N. H. Brown e A. Freed; "Mona Lisa", de Jay Livingston e R. Evans; "El Bodeguero", de E. R. Egues; "Me lo dijo Adela", de O. Portal; "Again", de L. Newman e D. Cochran; "Rum and Coca-cola", de M. Amsterdan; "Chá-chá-chá Nº 5", de J. Loco, e "Alexander's Ragtime Band", de Irving Berlin. Em 1963, gravou pelo selo Imperial/Odeon o LP "Samba... Ôba! - Orquestra Regida por Carioca" no qual foram interpretados os sambas "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; "Chora cavaquinho", de Dunga; "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso; "Agora é cinza", de Alcebíades Barcelos "Bide" e Armando "Marçal"; "O orvalho vem caindo", de Noel Rosa e Kid Pepe; "Se acaso você chegasse", de  Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Boato", de João Roberto Kelly; "Cheiro de saudade", de Djalma Ferreira e Luis Antônio; "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça; "Nega", de Waldemar Gomes e Afonso Teixeira; "Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça, e "Não tenho lágrimas", de Max Bulhões e Milton de Oliveira. No mesmo ano, gravou com sua orquestra o LP "Bossa nova on fire - Carioca And His Orchestra" com as músicas "Ginga Nº 7" e "Samba em brasa", de sua autoria; "Nunca mais" e " Parti", de Ed Lincoln e Silvio César; "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli; "História" e "Amanhã eu vou", de Nilo Sergio; "Pergunte ao João", de Helena Silvia e Milton Costa; "Samba toff", de Orlann Divo e Roberto Jorge, e "Mulata assanhada", de Ataulfo Alves. Em 1964, lançou pela RGE o LP "Maestro Carioca & Orquestra Guanabara - Rio Quatrocentão" com composições alusivas à cidade do Rio de Janeiro então comemorando seu quarto centenário de fundação. Fizeram parte desse disco as composições "Cidade Maravilhosa", de André Filho; "Copacabana", de João de Barro e Alberto Ribeiro; "Rio eterna capital" e "Rio quatrocentão", de Raul Sampaio e Benil Santos; "Rio de Janeiro quatrocentão" e "Samba do IV centenário", de Claribalte Passos; "Valsa de uma cidade", de Ismael Netto e Antônio Maria; "Morro de Santa Tereza", de Herivelto Martins; "Noites cariocas", de Osvaldo Borba e N. Vanderley; "Rio", de Ary Barroso; "Rio antigo", de Altamiro Carrilho, e "Menino do Rio", de Orlann Divo e Roberto Jorge. Em 1969, gravou pelo selo Equipe o LP "A música dos 4 grandes e Maestro Carioca" disco feito em homenagem a Ary Barroso, Noel Rosa, Wilson Batista e Ataulfo Alves e que reuniu os clássicos "Na Baixa do Sapateiro"; "Folha morta", e " Morena boca de ouro", de Ary Barroso; "Atire a primeira pedra", com Mário Lago, "Na cadência do samba", com Paulo Gesta, e "Pai Joaquim da Angola", essas três de Ataulfo Alves; "Mundo de zinco", com Antônio Nássara; "Emília", com Haroldo Lobo, e "Lenço no pescoço", de Wilson Batista; e "Feitiço da Vila" e "Feitio de oração", com Vadico, e "Palpite infeliz", as três últimas de Noel Rosa. Em 1974, teve a música "Voltei ao meu lugar" gravada por Raul de Barros no LP "Brasil, trombone", do selo Marcus Pereira. Em 1978, fez as orquestrações para o LP do conjunto Nosso Samba lançado naquele ano. Em 1983, fez os arranjos e regeu a orquestra no LP "O trombone de ouro", lançado por Raul de Barros, na gravadora CID, e que incluiu sua comosição "Ginga das palmas". Em 1988, fez os arranjos e a regência para as faixas "Cuidado com a inveja", de Martinho da Vila e Zé Catimba; "Manera Mané", de Beto Sem Braço, Serginho Meriti e Arlindo Cruz; "Jeito moleque", de Darcy do Nascimento e Dominguinhos do Estácio; "Feira do Acari", de Jorge Carioca, e "Se tivesse dó", de Zeca Pagodinho e Nelson Rufino, para o LP "Jeito moleque" lançado por Zeca Pagodinho pela Sony/BMG. Teve participação marcante na Rádio Nacional, além de ter atuado em outras Rádios como Tupi e Mayrink Veiga e Tvs como Tupi e Excelsior. Gravou mais de quinze disco de 78 rpm e mais de dez LPs pelas gravadoras Odeon, Rádio e RGE. Um de seus trabalhos mais notáveis é ter tornado possível a criação das famosas calçadas musicais do Bairro de Vila Izabel, Rio de Janeiro, em homenagem ao poeta Noel Rosa.

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