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Luiz Melodia

Luís Carlos dos Santos
7/1/1951 Rio de Janeiro, RJ
4/8/2017 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1972 sua música "Pérola negra" foi gravada por Gal Costa no LP "Gal a todo vapor", através dos poetas-compositores Torquato Neto e Waly Salomão, que o ouviram no bairro carioca do Estácio, onde morava o compositor. Nesse mesmo ano, Maria Bethânia gravou sua composição "Estácio, holly Estácio". No ano seguinte, em 1973, lançou o primeiro LP, "Pérola negra", registrando suas composições "Magrelinha", "Estácio, holly Estácio", "Vale quanto pesa" e "Farrapo humano", entre outras. Dois anos depois, em 1975, foi finalista do "Festival Abertura", da TV Globo, com a música "Ébano". Em 1976 sua música "Juventude transviada" foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado capital" (Rede Globo) e gravada no seu LP "Maravilhas contemporâneas". Ainda nos anos 1970, quando começou a ser mais conhecido, participou do "Projeto Pixinguinha", dividindo o palco com Zezé Motta. No ano de 1978 gravou o LP "Mico de circo". Na década de 1980 lançou os LPs "Nós" (1980), "Felino" (1983), "Claro" (1985) e "Pintando o sete" (1989). Este último incluiu um de seus maiores sucessos, "Codinome beija-flor" (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias). Em 1991, gravou "Codinome beija-flor" para a trilha sonora de "O dono do mundo", novela da TV Globo. No ano de 1995 lançou o CD "Relíquias", e fez participação especial no CD "Guitarra brasileira", de Renato Piau, no qual interpretou "Me beija", parceria com Renato Piau e Tureko. No disco também interpretou "Fadas", de sua autoria. Em 1997 lançou o CD "14 quilates". No ano posterior, em 1998, participou do disco-homenagem "Balaio do Sampaio", de Sérgio Sampaio, produzido por Sergio Natureza, no qual interpretou a faixa "Cruel" (Sérgio Sampaio). Em 1999, lançou "Luiz Melodia: Acústico, ao vivo", gravado no Teatro Rival (RJ), com a participação de Renato Piau (violão de aço e náilon) e Perinho Santana (violão de náilon e guitarra). Interpretou também músicas de outros compositores, como Zé Kéti e Hortêncio Rocha na faixa "Diz que fui por aí". No ano 2000 realizou o mesmo show no Garden Hall, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 2001, lançou o CD "Retrato do artista quando coisa", com arranjos de cordas e sopros. O disco, produzido pelo guitarrista Perinho Santana, com arranjos sofisticados de sopros e cordas na maioria das faixas, contou com a participação de Ricardo Silveira (guitarra) e Luiz Alves (baixo acústico). No repertório incluiu suas composições "Feeling da música" (c/ Ricardo Augusto e Hyldon); "Gotas de saudade" (c/ Perinho Santana; "Lorena" (c/ Renato Piau e Mahal), que contou com a participação de seu filho Mahal; "Brinde" (c/ Ricardo Augusto), "Esse filme eu já vi" (c/ Renato Piau), "Perdido", "Boa atmosfera", "Quizumba" (c/ Cara Feia) e a faixa-título, sobre versos de Manoel de Barros, além de "Otimismo" (Célio José e Marize Santos), "Levanta a cabeça" (Ivan Nascimento e Osvaldo Nunes), "Sempre comigo" (William Duba e Anísio Silva) e "Poderoso gangster" (Guida Moira). Lançou no ano de 2002 o CD e o DVD "Luiz Melodia Convida - Ao vivo", gravado no Pólo Cine Vídeo, no Rio de Janeiro, com a participação de Zeca Pagodinho, Zezé Motta e Luciana Mello, entre outros artistas. O CD ganhou como faixa bônus "Presente cotidiano", dueto com Gal Costa gravado em estúdio. Apresentou-se, em 2005 no Parque dos Patins, no Rio de Janeiro, dentro do projeto "Vivo na Lagoa". Neste mesmo ano participou do CD "Um pouco de mim - Sergio Natureza e amigos", no qual interpretou "Vela no breu" (Paulinho da Viola e Sergio Natureza). No ano seguinte, em 2006, apresentou-se no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro e foi capa da revista "Carioquice", editada pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Neste mesmo ano, ao lado de Eudes Fraga, Wanda Sá) e Claudia Telles, participou do CD "Par ou ímpar", de Marcelo Lessa e Paulinho Tapajós, no qual interpretou a faixa "Veludo azul". Em 2007 participou, ao lado de Roberto Menescal, Renato Piau e Novelli, da faixa "Pérola negra" do CD "Acreditar - Heloisa Helena canta Luiz Melodia", que trouxe ainda outras nove composições de sua autoria. Nesse mesmo ano lançou o CD "Estação Melodia", contendo duas composições de seu pai Oswaldo Melodia, "Não me quebro à toa" e "Linda Tereza", além de "Nós dois", de sua parceria com Renato Piau, e ainda "Tive sim" (Cartola), "Dama ideal" (Alcebíades Nogueira e Arnaldo Passos), "Papelão" (Geraldo das Neves), "O Rei do Samba" (Miguel Lima e Arino Nunes), "Chegou a bonitona" (Geraldo Pereira e José Batista), "Cabritada mal sucedida" (Geraldo Pereira), "Recado que Maria mandou" (Haroldo Lobo e Wilson Batista), "Contrastes" (Ismael Silva), "Eu agora sou feliz" (Mestre Gato e Jamelão), "O neguinho e a senhorita" (Noel Rosa de Oliveira e Abelardo Silva) e "Choro de passarinho" (Renato Piau, Rubens Cardoso e Euclides Amaral), esta última interpretada em dueto com sua esposa Jane Reis. O CD foi lançado em turnê nacional por várias capitais do país. Ainda em 2007, a cantora e cineasta Karla Sabah finalizou o documentário "Luiz Melodia - Vida e obra". Com roteiro do também cineasta Antônio Carlos da Fontourao O documentário contou com depoimentos de Cássia Eller, Waly Salomão, Sérgio Bernardes e Gal Costa, além de cenas com registro de shows, gravações e entrevistas com o protagonista. Também nesse ano, em dupla com Seu Jorge, interpretou "Diz que fui por aí" (Zé Kéti e Hortêncio Rocha) para o CD e DVD "Cidade do Samba", em espetáculo gravado na Cidade do Samba, com produção de Max Pierre, Rildo Hora e Zeca Pagodinho, e apresentação de Ricardo Cravo Albin. No ano de 2008 gravou o DVD "Ao Vivo MTV", também lançado em CD, interpretando composições do disco "Estação Melodia" e alguns de seus sucessos de carreira, destacando-se "Contrastes" (Ismael Silva), "Rei do samba" (Miguel Lima e Arino Nunes), "Tive sim" (Cartola), "Diz que fui por aí" (Zé Kéti e Hortêncio Rocha), "Dama ideal" (Alcebíades Nogueira e Arnaldo Passos), "Estácio, eu e você" (Luiz Melodia), "Fadas" (Luiz Melodia), "Gente humilde" (Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes), "Amor de malandro" (Alcides Dias Lopes e Monarco), "Estácio Holly Estácio" (Luiz Melodia), "Sem hora pra voltar" (Luiz Melodia), "Não me quebro à toa" (Oswaldo Melodia), "Recado que Maria mandou" (Wilson Batista e Haroldo Lobo), "Chegou a bonitona" (Geraldo Pereira e José Batista), "Cabritada mal sucedida" (Geraldo Pereira) e "Eu agora sou feliz", de Jamelão e Mestre Gato, além da faixa "Choro de passarinho", de Renato Piau, Rubens Cardoso e Euclides Amaral, na qual contou com a participação especial da cantora Jane Reis. Em 2013 apresentou-se no Teatro Rival (RJ). Nesse mesmo ano, foi lançada a caixa "Três tons de Luiz Melodia", contendo três álbuns gravados pelo cantor em três décadas diferentes: "Pérola negra", de 1973, "Felino", de 1983, e "Pintando o sete", de 1991. No ano de 2014 lançou em show no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, o CD "Zerima", seu 14º disco solo (gravadora Som Livre), no qual interpretou as faixas "Cheio de graça" (Luiz Melodia e Ricardo Augusto); "Dor de carnaval" (Luiz Melodia), com a participação especial da cantora Céu; "Vou com você" (Luiz Melodia); "Caindo de bêbado" (Luiz Melodia e Rúbia Matos); "Nova Era" (Ivone Lara e  Délcio Carvalho); "Do coração de um homem bom" (Ricardo Augusto); "Cura" (Luiz Melodia e Renato Piau); "Leros e leros e boleros" (Sérgio Sampaio); "Papai do Céu" (Luiz Melodia); "Maracangalha" (Dorival Caymmi), com a participação especial do cantor Mahal Reis; "Moça bonita" (Jane Reis); "Amusicadonicholas" (Luiz Melodia), faixa instrumental composta para seu neto, e "Sonho real", de Luiz Melodia e Renato Piau, além da faixa-título "Zerima", também de sua autoria. Em 2015 ganhou o "26º Prêmio Música Popular Brasileira" na "Categoria MPB - Canção Popular - Melhor Cantor" pelo disco "Zerima". Neste mesmo ano fez turnê de lançamento do CD "Zerima", por Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e no Rio de Janeiro, em show no Circo-Voador, na Lapa, zona boêmia da cidade. No ano seguinte, em 2016, acompanhado pelo violonista Renato Piau, fez show em Belo Horizonte e lançamento do CD "Zerima" no projeto "Maio Musical", em show no palco da Sala Acrísio de Camargo, na cidade de Indaiatuba, em São Paulo. Neste mesmo ano, acompanhado pelo violonista Renato Piau, fez turnê por várias cidades da Suíça. Em 2017, logo após o seu falecimento, recebeu diversas homenagens, entre as quais "Estação Melodia - Uma Homenagem ao Negro Gato Luiz Melodia", show coletivo no Circo Voador, na Lapa, no Rio de Janeiro, no qual se apresentaram Alceu Valença, Itamara Koorax, Zezé Motta, Frejat, Elba Ramalho, Renato Piau, Mart'nália, Getúlio Cortes, Geraldo Azevedo, Flávia Bittencourt, Charles Teony, Omar Salomão, Qinho, Elisa Lucinda, Picassos Falsos, Zé Luiz Maia, Mário Wanser, Duda Black, Jonas Sá, Marlon Sette, Zé Bigorna, Altair Martins, Carlos César, Leandro Braga, Humberto Araújo, Netinho Chapinha, Maionese e Charles Rodrigo de Jesus; espetáculo "Baby Te Amo - Tributo a Luiz Melodia", na Sala Municipal Baden Powell, produzido por Mihay, com participações de João Donato, Simone Mazzer, Sílvia Machete, Duda Balck, Chico Chico, Ana Bispo, Mahal Reis, Flávia Bittencourt, Doralyce, Laura Lavieri, João Matuano, Katia Jorgensen, Itamara Koorax, Posada, Tais Feijão, Tyaro Maia, MihayVandro Augusto, Raquel Coutinho, Mari Blue e Maíra Freitas, acompanhados por uma banda integrada por Renato Piau (violão, arranjos e direção musical), Mário Wanser (violão), Ferr (piano), Gabriel Barreto (percussão), Marcos Sá (DJ) e Paulo Sabino (poesias). Neste mesmo ano, de 2017, a dupla Itamara Koorax (cantora) e Renato Piau (violonista) apresentou o espetáculo "Tributo a Luiz Melodia", no Beco das Garrafas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O Instituto Cravo Albin também o homenageou com uma palestra didática feita por Ricardo Cravo Albins para 80 crianças ds Escolas Públicas da Urca-Botafogo. No ano de 2018 a cantora Thalma de Freitas, acompanhada pelos guitarristas Renato Piau e Dennys Christian, interpretou algumas de suas composições mais conhecidas no show em homenagem ao cantor, em Los Angeles. Neste mesmo ano o cantor e compositor Pedro Luís lhe prestou homenagem montado o show "Pérola negra", apresentado no Teatro Riachuelo, na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. No espetáculo interpretou as dez faixas do primeiro disco do homenageado, lançado em 1973 e intitulado "Pérola negra", com destaque para as composições "Magrelinha", "Vale quanto pesa" e "Estácio, holly Estácio". Também em 2018 o "29º Prêmio da Música Brasileira" lhe prestou homenagem em cerimônia ocorrida no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com patrocínio da Petrobras. Com textos de Zélia Duncan e apresentação das atrizes Camila Pitanga e Débora Bloch a cerimônia contou com shows de artistas renomados interpretando algumas de suas composições mais conhecidas, entre os quais estavam Caetano Veloso, Maria Bethânia, Céu, Hamilton de Hollanda, Renato Piau, Yamandu Costa, Baby Consuelo, Isa, Lazzo Motumbi, Áurea Martins, Pedro Luís, Sandra de Sá, Alcione e Fabiana Cozza, entre outros. O crítico e supervisor do Diocionário Cravo Albin da MPB publicou, dias depois, no jornal O Dia, crônica consagradora a esta edição do prêmio com texto abaixo:   "O filosofo Platão refletiu certa vez que o percurso do homem em busca do ato civilizatório só atingiu patamar concreto no momento em que foi criado o chamado 'prêmio", para distinguir um melhor, ou os melhores, dentre os demais pares. Na antiguidade grega, as olimpíadas acenderam a chama da magia do ato de premiar. A coroa de louro concedida ao melhor atleta determinara a exceção, a escolha, o triunfo de um sobre os outros. E isso, que hoje parece inflexão banal, significou um grande passo para o comportamento cultural do homem ao se transformar em homo sapiens. Trago hoje este assunto porque sempre alimentei a certeza de que os prêmios são uma necessidade de essência para nosso ainda acanhado universo cultural. E só insisto nesta tecla porque posso falar com certa autoridade sobre premiações. Este cronista que vos escreve criou os (até hoje festejados) prêmios Golfinho de Ouro e Estácio de Sá para o Museu da Imagem e do Som nos anos 60, como também imaginou a Coruja de Ouro, para os melhores do cinema brasileiro. Ou, já nos anos 2.000, os Prêmios Ernesto Nazareth, Noel Rosa e Tenório Junior para o Instituto Cravo Albin. Além do Grande Prêmio Cidade do Rio de Literatura para a Academia Carioca de Letras. E paro por aqui, já um tanto envergonhado por autocitações abusivas. Embora, entendo que úteis, no sentido de acolher com fundamentos de relevância estes primeiros prêmios do ano de 2018, distribuídos há poucos dias no Theatro Municipal do Rio. Foi o 29° Prêmio da Música Brasileira, criado pelo produtor José Maurício Machline em 1987, com o apoio de Mario Henrique Simonsen. Eu acompanho este evento desde o comecinho, quando ostentava o nome do patrocinador Sharp, empresa familiar dos Machline. A tenacidade do José Mauricio para mantê-lo ao longo de quase trinta anos me alegra a cada edição. Edições sofridas, heroicas, mas radiosas, sempre fertilizadas pela solidariedade dos artistas, dos músicos, dos amigos - multidões que o acodem e o prestigiam. De fato, todos estamos acostumados por anos a fio a ver no agregador Machline um quase Quixote a entoar seu Sonho Impossível com a candura dos puros, a volúpia dos amantes, o ardor dos idealistas. Enfatizo que, premiar ainda em agosto, e não no acumulo do fim do ano, é um dado de originalidade, de inteligência. Não vou me perder aqui (nem devo) a citar os ganhadores do Prêmio, que isso já é de farto conhecimento. Mas devo registrar o trabalho de uma abelhinha tenaz, a querida Zélia Duncan. Que roteirizou com perfeição toda a premiação, esgrimindo texto de primeiríssima ordem literária. De fato, tudo confluiu para uma noite memorável. Em especial, o tema da festa, este ano dedicada a Luiz Melodia. Que foi um exemplo não apenas de talento, mas de resistência, ao sair da miséria absoluta do morro de São Carlos para ganhar os holofotes do mundo. Comovedor..." Ricardo Cravo Albin.

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