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Luiz Carlos da Vila

Luiz Carlos Baptista
21/7/1949 Rio de Janeiro, RJ
20/10/2008 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Compositor. Cantor.   Nasceu no bairro carioca de Ramos. O nome artístico "da Vila" foi incorporado em 1977, após sua entrada na ala de compositores da escola de samba Vila Isabel. Segundo outras informações, o nome também era creditado a ele por ser morador do bairro Vila da Penha, mais específicamente da Travessa da Amizade. Seu primeiro instrumento foi o acordeão, seguido de um violão que ganhou ainda na adolescência. Com o desemprego de seu pai, foi obrigado a interromper as aulas. Frequentou o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos no final da década de 1970, sendo considerado um dos formatadores do samba carioca contemporâneo, de uma geração de compositores integrada também por Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sereno do Cacique, Sombrinha, Sombra, Cláudio Camunguelo, entre outros. Faleceu vitimado por um câncer. O corpo foi velado na quadra da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel e sepultado no dia seguinte no Cemitério de Inhaúma. Durante todo o mês de outubro o compositor recebeu diversas homenagens em vários programas de rádio, TV e rodas de samba por todo o país, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Uma das primeiras homenagens oficiais aconteceu, no domingo posterior ao seu falecimento, na roda de samba "Samba Novo", de Cláudio Jorge e Hugo Suckamn no Renasacença Clube, no bairro do Andaraí. Segundo o poeta Sergio Natureza: "O Luiz Carlos foi quem inaugurou a roda de samba, que ainda contou neste mesmo dia com a presença do poeta Mário Lago Filho declamando letras do pai". No domingo, dia 26, o Samba Novo contou com a presença de boa parte da família do compositor, inclusive de sua mãe, para a  homenagem através de seus participantes, entre os quais os convidados especiais do dia: Rildo Hora, Arlindo Cruz, Moyses Marques e Euclides Amaral, além do anfitrião Cláudio Jorge que executou várias parcerias, gravadas e inéditas, com Luiz Carlos da Vila. Na ocasião, outros sambistas como a cantora Dorina e o compositor Efson, também lhe prestaram homenagem cantando sambas de autoria do compositor. As homenagens se multiplicaram em rádio (Rádio MEC e Rádio Nacional AM - no Programa Ponto do Samba, de Dorina e Rubem Confete e ainda na Rádio MPB FM, com programa inteiro dedicado ao compositor). Na TV e emissora púbica Rede Brasil foram exibidos vários trechos com imagens do compositor. Em todos os jornais das grandes capitais foram publicadas matérias sobre o compositor. Dentre todas as matérias publicadas destacamos um trecho da crônica do crítico musical e jornalista Ricardo Cravo Albin publicada no Jornal O Dia: "Luiz Carlos da Vila e Artur Sendas, meus queridos amigos e que morreram na mesma hora e no mesmo dia, tinham a fidalguia natural dos nobres de espírito. Ambos ostentavam a doçura do coração, a bondade estrutural, a bem-aventurança da fé. Sim, porque os dois pautaram vidas que foram além da dignidade comum: eles detinham a superioridade do crer no ser humano, do buscar a felicidade dos seus semelhantes, do compartilhar". Em 2009 foi homenageado pelo governo do estado emprestando seu nome ao Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, primeira obra realizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio de Janeiro. Em 2013 o Palco da casa Carioca da Gema foi reinaugurado com o nome de Palco Luiz Carlos da Vila, em sua homenagem. Em 2015 a escola de samba Viradouro desfilou com o enredo “Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um Dia de Graça”, inspirado em duas composições de sua autoria, em sua homenagem.

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