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Luiz Bonfá

Luiz Floriano Bonfá
17/10/1922 Rio de Janeiro, RJ
12/1/2001 Estados Unidos

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1945, integrando, como violonista e vocalista, o Trio Campesino, com o qual se apresentou nos cassinos da Ilha Porchat (Santos) e de Icaraí (Niterói).

No ano seguinte, entrou para a Rádio Nacional, levado pelo também violonista Garoto, com quem tocava no programa "Clube da bossa" e através de quem se familiarizou com a harmonia da bossa nova.

De 1946 a 1952, integrou o conjunto Quitandinha Serenaders, juntamente com Luís Teles, Francisco Pacheco e Alberto Ruschell. Com a dissolução do grupo, iniciou sua carreira solo como violonista.

Em 1953, teve canções de sua autoria, como "Ranchinho de palha", "Perdido de amor", "Sem esse céu" e "Canção do vaqueiro", gravadas por Dick Farney. Nessa altura já era amigo do então estreante Tom Jobim, com quem compôs algumas músicas.

Em 1956, foi o violonista da gravação da trilha sonora da peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, lançada em disco pela Odeon.

Excursionou com a cantora Mary Martin, em 1956 e 1959, pelos Estados Unidos, onde gravou LPs lançados pela etiqueta Atlantic, recebendo elogios da crítica especializada norte-americana.

Em 1962, participou do histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall de Nova York.

De 1964 a 1966, morou nos Estados Unidos, apresentando-se ao lado da parceira Maria Helena Toledo, com quem foi casado.

Compôs músicas para os filmes "Chico Viola não morreu" (1955), dirigido por Román Vignoly Barreto, "Orfeu do Carnaval" (1959), dirigido por Marcel Camus, e "Os cafajestes" (1962), dirigido por Ruy Guerra.

Em 1966, participou do I Festival Internacional da Canção, classificando em 3º lugar sua canção "Dia das rosas" (c/ Maria Helena Toledo), interpretada por Maysa.

Participou das edições seguintes do mesmo festival, com suas composições "Vem comigo cantar" e "Amada canta", também em parceria com Maria Helena Toledo.

No final da década de 1960, mudou-se para os Estados Unidos, onde, na década de 1970, atuou com Eumir Deodato, voltado para o repertório do jazz, gravando vários discos, com destaque para "Introspection" (1972), considerado um clássico do violão solo.

No final dos anos 1980, voltou a gravar no Brasil, continuando a lançar discos no mercado norte-americano.

Em 1997, Djavan gravou com sucesso sua música "Correnteza", incluída na trilha sonora da novela "O rei do gado" (Rede Globo). Nesse mesmo ano, Ithamara Koorax lançou o CD "Almost in love - The Luiz Bonfá songbook", no qual o violonista participou ao violão, tocando em 12 faixas de sua autoria, com destaque para a canção-título, única música brasileira gravada por Elvis Presley.

Constam também da relação dos intérpretes internacionais de suas músicas Frank Sinatra, Sarah Vaughan, George Benson, Tony Bennett e Julio Iglesias. Teve músicas gravadas por Nora Ney ("De cigarro em cigarro"), Angela Maria ("A chuva caiu"), Agostinho dos Santos ("Manhã de Carnaval") e vários outros artistas brasileiros.

Entre suas composições mais conhecidas estão os clássicos "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas com Antônio Maria, além de "A chuva caiu" (c/ Tom Jobim), "Correnteza", "De cigarro em cigarro", "The gentle rain", "Menina flor", "Mania de Maria" (c/ Maria Helena Toledo) e "Sem esse céu". Faleceu em 2001, nos Estados Unidos, onde era considerado um músico de qualidade e prestígio.

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