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Luiz Ayrão

Luiz Gonzaga Kedi Ayrão
19/1/1942 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Cantor. Compositor. Escritor.
Nasceu no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. Filho do músico e compositor Darcy (1915-1955).
Cresceu em ambiente musical, o bisavô era músico e o avô, Artur da Silva Ayrão, estudou música no internato Escola Quinze de Novembro e na Escola Militar de Realengo na década de 1880, tornando-se maestro e professor. Na casa de um tio de seu pai, Juca de Azevedo, saxofonista, costumavam frequentar Pixinguinha e João da Baiana, que tocavam composições do maestro e  professor Ayrão.
O pai Darcy, ex-atleta (natação e salto com vara) ganhou alguns títulos cariocas como militar. Seu primo Zeny de Azevedo, conhecido como  Algodão, foi por várias vezes campeão de basquetebol pelo Flamengo e ainda capitão da seleção brasileira, sagrando-se campeão mundial em 1959. Outro tio de nome Audary e de pseudônimo Ayrão Reis, teve sucessos gravados por Blecaute "Ai, ai meu sinhô..." e por Adelaide Chiozzo que gravou "Lá vem o seu Tenório". Outro membro da família, o ex-jogador Moser,  atuou também pelo Flamengo, sagrando-se por ele, campeão mundial interclubes.
Aos cinco anos de idade começou a compor suas primeiras músicas e a cantar "Escreve-me", uma canção de sucesso da época. Aos 11 anos compôs "Nunca te esquecerei".
Com o falecimento do pai teve que trabalhar em várias profissões, entre elas, guia de cego, engraxate, vendedor de bebidas e de condimentos. Aos 20 anos entrou para o Bank of London, onde trabalhou por dois anos. Por essa época, através de seu tio compositor, conheceu vários artistas de renome, entre eles, Ataulfo Alves, Humberto Teixeira, Oswaldo Santiago e Alcyr Pires Vermelho.
Formou-se em Direito e atuou durante alguns anos na profissão de Advogado e Procurador do BEG - Banco do Estado da Guanabara.
Pertenceu a Ala de compositores da Portela e posteriormente integrou a Diretoria da Escola.
De autoria de seu pai, gravou a composição "Meu anjo", composta e dedicada a sua mãe Sylvia (1919-1977), que tocava violino.
Teve algumas músicas censuradas nas décadas de 1960 e 70, entre elas, a marcha "Liberdade! Liberdade", o choro "Meu caro amigo Chico", dedicado a Chico Buarque e ainda "Treze anos", que teve de ser rebatizada por "O divórcio", para burlar a censura. Assinou também com vários pseudônimos, entre eles, Joãozinho da Rocinha, Paulinho da Bioquímica, Mercier e João de Deus.
Como escritor lançou em 2004 o romance "O País dos Meus Anjos" (Da descrença à fé - Coincidência, sinais, evidências), pela Editora Record/Nova Era.
Em 2010 lançou, pela Scortecci Editora, o livro de memórias "Meus Ídolos & Eu", com prefácio de Ricardo Cravo Albin.

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