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Luís Perrone

Luís Perrone
12/6/1885 Picu, RJ
23/10/1918 Rio de Janeiro

Dados Artísticos

Em 1905, já no Rio de Janeiro, começou a tocar em orquestras de cinema como trombonista. Apartir de 1914, passou a dirigir orquestras que tocavam nos principais cinemas da cidade fazendo acompanhamento para filmes mudos. Entre vários cinemas nos quais atuou com sua orquestra estavam o Cine Odeon, que teve como violonista o futuro maestro Vila-Lobos e o Pathé. Sua atuação na orquestração dos acompanhamentos dos filmes mudos foi de suma importância uma vez que até então não havia maiores preocupações em coincidir a música com o temas do filme, podendo uma comédia ser acompanhada por música triste ou mesmo, conforme o caso citado por Ary Vasconcelos, a crucificação de Cristo ser acompanhada por uma música carnavalesca como foi ocaso de "Tatu subiu no pau". Passou então a assitir as fitas antes de musicá-las, evitando assim erros grosseiros. Por volta de 1910, seu tango "Picu" foi gravado pela Banda da Casa Edson na Odeon.

Em 1917, foi capa da revista "A Chibata" que sobre ele comentou: "Luís Perrone, cujo retrato estampamos hoje aqui, com muito prazer, é o conhecido e estimado diretor das principais orquestras dos cinemas do Rio. (...) Possuindo o maior repertório musical do Brasil, ele sabe, como artista perfeito que é, deliciar os frequentadores dos nossos cinemas com os mais belos trechos musicais conhecidos". Na época, ficou famosa a orquestração feita por ele para o filme "Carmen".

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