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Luís de Sousa

Joaquim Luís de Sousa
1865 Rio de Janeiro, RJ
1920 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Por volta de 1904, frequentava a casa Cavaquinho de Ouro, na Rua do Ouvidor, centro do Rio de Janeiro onde era acompanheiro de importantes chorões da época como Anacleto de Medeiros, Irineu de Almeida, Juca Kalut, e outros. Foi integrante do famoso Rancho Ameno Resedá. Foi diretor do Grupo Luís de Sousa, conjunto instrumental que gravou vários discos pela Odeon no começo do século passado. Por volta de 1905, sua valsa "Clélia", ainda sem a letra de Catulo da Paixão Cearense com a qual ficou conhecida, foi gravada na Odeon pela Banda da Casa Edson. Por volta de 1910, a mesma valsa foi gravada pela Banda da Casa Faulhaber & Cia. Recebeu ainda uma gravação da Banda da Força Policial em disco Columbia. Por volta de 1907, a canção "Missa de amor", com letra de Catulo da Paixão Cearense, foi gravada na Odeon pelo cantor Mário Pinheiro. Por essa época, fez várias gravações na Odeon com seu grupo incluindo o xote "Nair", de Catulo da Paixão Cearense e Edmundo Otávio Ferreira, além de choros e valsas como "A mulata" e "Iluminada", provavelmente de sua autoria já que não havia qualquer indicação de autores nos selos dos discos. Por essa época, sua valsa "Clélia" com letra de Catulo da Paixão Cearense, tornou-se a modinha "Ao desfraldar da vela" sendo gravada na Odeon por Mário Pinheiro. Em 1913, voltou a gravar com seu grupo registrando os xotes "Mercedes", de Luiz Faria, e "Meu ideal", de Irineu de Almeida. Dirigiu também o Quarteto Luis de Souza que ainda em 1913, gravou a valsa "Guiomar" e as polcas "Angelina" e "Enedina", de Artur Ayrão. Gravou também com seu grupo pela Columbia registrando a polca "Isto não é vida", de Felisberto Marques, a valsa "O regato", de Catulo da Paixão Cearense, as polcas "Amenade" e "Jurandi", de Albertino Pimentel, e a valsa "Em ti pensando", de J. Belizário.

Sobre ele, assim escreveu Alexandre Gonçalves Pinto: "Pistom dos mais chorões que até hoje ainda ocupa o primeiro lugar entre todos os chorões. O seu pistom tinha a magia das grandes melodias, tocava com sentimento e perfeição de um sopro e mecanismo que só ele possuía, por isso era muito distinguido". Já Catulo da Paixão Cearense assim o descreveu: "Foi o mais gigantesco e mimoso pistonista que tive a glória de ouvir até o momento em que escrevo estas linhas. Anacleto de Medeiros no saxofone, Irineu de Almeida, oficlide, Lica, no bombardino, Pedro Augusto, no clarinete; e Luís de Sousa, no pistom, em uma serenata plenilunar, era a maior homenagem que a noite poderia receber de corações humanos."

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