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Luís Barbosa

Luís dos Santos Barbosa
7/7/1910 Macaé, RJ
8/10/1938 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Sua marca registrada era o chapéu de palha, que ele utilizava como instrumento ritmico enquanto cantava. Criou escola. Segundo conta Sérgio Cabral em "No tempo de Almirante, foi o inventor do breque no samba. Diferente do estilo de Moreira da Silva parava o samba, não para falar, mas para improvisar uma nova frase. "Ele acelerava ou diminuía a cantoria para encaixar frases absolutamente inesperadas, sempre dentro do ritmo, sem sair da rima e com muito espírito". Foi o intérprete do primeiro "jingle" comercial cantado do rádio brasileiro, apresentado no Programa Casé e criado por Nássara: "Oh! Padeiro desta rua! /Tenha sempre na lembrança /Não me traga outro pão/ Que não seja o pão Bragança".

Começou cantando na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro, no "Esplêndido Programa", de Valdo Abreu, em 1931. Ganhou projeção a partir de suas interpretações de "Caixa econômica", de Nássara e Orestes Barbosa e "Seu Libório", de João de Barro e Alberto Ribeiro, que lançou no rádio. Ainda em 1931, gravou pela Odeon os seus primeiros discos com os sambas "Meu santo", de Pedro Brito, a marcha "Vem, meu bem", de Pedro Brito e Milton Amaral e os sambas "Recordar é viver", de sua autoria, "Fome não é pagode" e "Não gostei de seus modos", de Getúlio Marinho, o Amor e "Silêncio", de Vadico. Gravou pela RCA Victor em 1933 o primeiro samba de Wilson Batista "Na estrada da vida". No mesmo ano, gravou com João Petra de Barros os sambas "Seja breve", de Noel Rosa e "Caixa econômica", de Nássara e Orestes Barbosa.

Em 1934, gravou com Sílvio Caldas os sambas "Alô "Mossoró" e "Cheio de saudade", ambos de Mário Travassos de Araujo. Em 1935, gravou as marchas "Chora...chora...", de Lamartine Babo e "Sou do sindicato", de sua autoria e Luiz Grim. No rádio, lançou com grande sucesso o samba de J. Cascata, "Minha palhoça". Em 1936, fez sucesso com a gravação da marchinha "Ó! Ó! Não!", de Antônio Almeida e A. Godinho, que inicialmente era um "jingle" da Drogaria Sul-americana, do Rio de Janeiro. Chegou a ser convidado para atuar na revista de Jardel Jércolis, "Maravilhosa", onde cantaria com a mulata paulista Déo Maia o célebre samba de Ary Barroso, "No tabuleiro da baiana", que ele gravou em dupla com Carmen Miranda, pela Odeon, em 1936. Esse foi seu grande sucesso em disco. Acabou não participando da peça, pois às vésperas da estréia, passou mal em conseqüência da doença (tuberculose) que já se manifestava. Na gravação original, improvisou o breque "Mentirosa, mentirosa, mentirosa...". Participou do filme "Alô, Alô, Carnaval!", o único filme de uma série produzida naquela época e que ainda existe, produzido por Wallace Downey e Ademar Gonzaga. Gravou ainda muitos sambas e marchas no pouco tempo de sua carreira. Muitas dessas gravações originais podem ser ouvidas no CD "Gosto que me enrosco", da série Revivendo.

Segundo o pesquisador Sylvio Tullio Cardoso, era "Possuidor de extraordinário "sense of humor", cantava num estilo leve, ágil e fortemente sugestivo. Não houve realmente até hoje um sambista que o substituísse". Em 2013, seu samba "O que eu sinto por você", lançado originalmente em 1933, foi regravado  no CD "Pro samba que Noel me convidou" lançado pelo cantor Luiz Henrique, em gravação que contou com a participação especial de Paulo Marquez interpretando esse samba com Luiz Henrique.

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