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Livardo Alves

Livardo Alves da Costa
21/9/1935 João Pessoa, PB
16/2/2002 João Pessoa, PB

Dados Artísticos

Na década de 1950, ingressou no jornal A União, onde começou a tarbalhar na oficina e, posteriormente, atuou como revisor até chegar à redação como jornalista. Em 1959, foi contratado como cantor pela Rádio Tabajara, na qual trabalharia também como como locutor no departamento de rádio- jornalismo. Em 1975, seu baião "Ê Mãe", com Vital Farias, foi gravado em compactro simples por Ary Toledo, pela Fermata. Em 1976, teve gravada por Abdias dos Oito Baixos, no LP "Forófunfá - Abdias e Sua Sanfona de 8 Baixos", da Entré/CBS, o xote "Forrófunfá", com Vital Farias. Em 1978, três composições foram gravadas por Vital Farias em LP da Polydor: "O Sobressalto", "Via Crucis da Mulher Brasileira" e "Ê Mãe", as três parcerias dos dois. Em 1979, lançou pela Discos Polígono, um compacto duplo com as músicas "Marcha Exaltação à AABE" e  "Eu Vim de Lá Meu Pai ", ambas com Gilvan de Brito, e "O Mundo Encantado do Circo" e "Salve o Músico do Brasil", ambas de sua autoria. Ainda nos anos 1970, fez grande sucesso no carnaval com a "Marcha da Cueca", com Carlos Mendes e Sardinha. Em 1982, o baião "Forrófunfá", com Vital Farias, foi gravado pelo parceiro no LP "Sagas Brasileiras", do selo Araponga/Lança/Polygram. Em 1991, lançou, pela Beverly, com Cachimbinho e o Grupo Peneira, o LP "Cachimbinho e Livardo Alves com seu Grupo Peneira - Com muito amor e pimenta", com gravações alternadas dos dois. Nesse disco gravou "A água passa, o rio fica", com José Maria de Oliveira; "Mané Gostoso, cara de pau", com Parrá; "O quiabo", com Gilvan de Brito; "Pirarucú", só de sua autoria; "Com muito amor e pimenta", com Rubinho, e "Parai be a ba leia", com Jessé Anderson.  Em 1994, o xote "O Meu País", com Orlando Tejo e Gilvan Chaves, foi gravado pro Flávio José no LP "Nordestino Lutador", do selo LBC Gravações. Por essa época, gravou com o cantor e compositor Parra o LP "O Sol", com músicas de autorias deles, além de "A mulher do Aníbal", sucesso de Jackson do Pandeiro. Em 1998, a Orquestra Metalúrgica Felipéia, dirigida pelo Maestro Chiquito, gravou o xote "Brasil Moleque", no CD "Metalurgiarte", do selo CPC-UMES. Em 2000, o baião "O Meu País", com Orlando Tejo e Gilvan Chaves, foi gravado por Zé Ramalho no CD "Nação Nordestina", da BMG Brasil. Em 2002, Giovana Farias e Vital Farias  gravaram, de  forma independente, o LP "Uyraplural", no qual registraram "Via Crucis da Mulher Brasileira", com Vital Farias. Ainda em 2002, lançou o disco duplo "Malandro do Morro", seu último trabalho reunindo suas principais composições: "Brasil Moleque", "Eu Dou Mil", "Merda Pra Vocês", "Boca do Mundo", "Xote Elétrico", "O Canto de Tambiá", "Faroeste em Jaguaribe", "Doido da Paraíba", "Nêga da Paraíba", "Forró Funfá", e "Doces Ervas", entre outras. O disco contou com os arranjos do maestro Chiquito e Joca do Acordeon. Em 2006, o CD "Sassaricando - E o Rio Inventou a Marchinha", do selo Biscoito Fino, com registros do espetáculo musical de mesmo nome incluiu a sua "Marcha da Cueca", com Carlos Mendes e Sardinha. Foi também compositor de hinos para os clubes de futebol da Paraíba, entre os quais, o do Botafogo, de João Pessoa. Musicou várias peças teatrais, entre as quais, "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna; "Acima do Bem Querer",  de Luiz Marinho; "Viva Cordão Encarnado/ A chegada de Lampião no Inferno", de Luiz Mendonça; e "A Cara do Povo do Jeito Que Ela É", de Paulo Pontes. Deixou dezenas de composições entre cocos, repentes, sambas, baiões, forrós, maracatus, e xaxados, a maioria delas falando do jeito de ser das pessoas paraibanas e dos locais por elas frequentados.

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