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Leo Peracchi

Leo Peracchi
30/9/1911 São Paulo, SP
16/1/1993 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Foi, sem dúvida, um dos destacados orquestradores da Música Popular Brasileira, figurando ao lado de  regentes como Lírio Panicali, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Zaccarias, entre tantos outros. Seu estilo caracterizava-se pelo equilíbrio conferido aos instrumentos de palheta, metais e cordas, que manejava com extrema competência. Começou, profissionalmente, em 1936, como pianista e maestro na Rádio Cosmos de São Paulo. Atuou em várias outras emissoras radiofônicas paulistas, entre as quais a Rádio Educadora e a Rádio Bandeirantes. Em 1941, passou a trabalhar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Nesta emissora, participou de vários programas como orquestrador, regente e compositor. Foi uma época em que as rádios buscavam inovações na linguagem radiofônica, devido à grande competição entre elas. As três grandes rádios de então eram a Nacional, a Mayrink Veiga e a Cruzeiro do Sul. Participou dos seguintes programas na Rádio Nacional: "A canção antiga", "Inspiração","Rádio Almanaque-Kolinos", "Poemas sonoros","Paisagens de Portugal","A canção da lembrança". Foi o criador, juntamente com Haroldo Barbosa e José Mauro, do programa "Dona Música", que apresentava músicas de todas as partes do mundo. Participou, ainda, dos famosos Festivais G. E. , programa de música erudita no qual ele dirigia uma grande orquestra sinfônica organizada pela Rádio Nacional, com os grandes músicos da época. Esse programa ficou no ar por cerca de 10 anos. Trabalhou como arranjador no programa "Instantâneos musicais", criado por Almirante na Rádio Nacional, no início dos anos 1940. Em 1944, dirigiu a orquestra da Rádio Nacional no programa "A história das orquestras do Brasil", também lançado por Almirante. Em 1953, com sua orquestra, acompanhou o cantor Orlando Silva na gravação do LP "Orlando Silva Canta Ary Barroso", o primeiro do Cantor das Multidões, lançado pela Musidisc, com a interpretação do samba "Terra Seca", e dos  os sambas-canção "Trapo de Gente", "Tu", "Risque", "Inquietação", "Caco Velho" e "Faceira", todos de Ary Barroso, além de "Por Causa Desta Cabocla", de Ary Barroso e Luis Peixoto. Também no mesmo ano, acompanhou, com sua orquestra, a gravação do LP "Orlando Silva Canta Músicas de Custódio Mesquita", tributo ao compositor Custódio Mesquita, com a interpretação dos sambas "Promessa", "Como os Rios Que Correm Pro Mar", e "Feitiçaria", o fox "Rosa de Maio", e a valsa "Valsa do Meu Subúrbio", composições feitas por Custódio Mesquita em parceria com Evaldo Ruy, além de o fox "Mulher", e das valsas "Velho Realejo", e "O Pião", parcerias com Sady Cabral. Em 1955, atuou na Sinter com sua orquestra na gravação de dois discos do cantor Jorge Fernandes. O primeiro tinha o choro "Baianinha" e o baião "Querer bem não é pecado" e o segundo o onto ritual "Abaluaiê" e a curimba "Aruanda", de sua parceria com Jorge Fernandes. No mesmo ano, gravou com sua orquestra as valsas "Branca", "Longe dos olhos", "Último beijo" e "Aurora", todas de Zequinha de Abreu. Em 1956, fez os arranjos do disco com músicas de Ary Barroso, gravado pelo Trio Surdina, na Odeon, cuja produção foi de Aloysio de Oliveira. Tom Jobim, aliás, por ele sempre demonstrou admiração e respeito públicos. No mesmo ano, criou o arranjo para "Foi a noite", uma das mais conhecidas canções de início de carreira de Tom Jobim em parceria com Newton Mendonça, gravada por Silvinha Telles e produzida também por Aloysio de Oliveira, na Odeon. Ainda no mesmo ano, gravou com sua orquestra na Sinter os tangos "Desespero", de Eduardo Patané e Floriano Faissal e "Mentindo", de Eduardo Patané e Lourival Faissal. Também no mesmo ano, gravou com sua orquestra na Musidisc as valsas "Tardes de Lindóia", de Zequinha de Abreu e Pinto Martins e "Só pelo amor vale a vida", de Zequinha de Abreu e Naro emóstenes.   Em 1957, passou a atuar com sua orquestra na Odeon fazendo acompanhamento para diversos artistas. No mesmo ano, foi escolhido pela equipe de redatores e repórteres da revista "Radiolândia" como o melhor regente do ano. As primeiras gravações que acompanhou na Odeon foram do Trio Irakitan. No mesmo ano, acompanhou Dorival Caymmi na gravações dos sambas "Saudade da Bahia" e "2 de fevereiro" e das canções "Roda pião", "Acalanto", "Saudades de Itapoã" e "História pra sinhozinho", todas de Dorival Caymmi; Orlando Silva no bolero "Carta a alguém" e no samba "Dilema"; Dalva de Oliveira no bolero "Nada" e no samba canção "Prece de amor"; Sílvia Teles nos sambas-canção "Por causa de você" e "Chove lá fora" e Ademilde Fonseca no choro "Falsa impressão" e no samba "Telhado de vidro". Em 1959, fez os arranjos do elepê "Meu Brasil brasileiro", que Ary Barroso gravou ao piano pela Odeon. Ainda em 1959, fez excursão à Europa, chefiando a Segunda Caravana da UBC, criada pela Lei Humberto Teixeira. Foi diretor musical da Musidisc, na década de 1950. Fez os arranjos do elepê "Por toda a minha vida", gravado por Lenita Bruno, só com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Morais. Gravou vários elepês com orquestra sob sua regência, entre eles: "Sambas e violinos" na Odeon; "Música de Champagne" na Musidisc; "Festa de boleros" na Odeon e "Carlos Gomes - trechos orquestrais", com a Orquestra do Sindicato Musical do Rio de Janeiro. Participou da série "Raros compassos" com obras de Tom Jobim. Em 1997, seu arranjo para a "Valsa De Eurídice", de Vinícius de Moraes, foi utilizado no LP "Diversões não Eletrônicas", lançado pela cantora Vânia Bastos, pela gravadora Velas. Em 2002, foi relançado em CD o disco "Canções de Tom e Vinícius", no qual regeu a Jazz Sinfônica.

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