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Lélia Coelho Frota

Lélia Coelho Frota
11/7/1938 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Escritora. Antropóloga. Historiadora de arte. Membro da Abca (Associação Brasileira de Críticos de Arte), da ABCA (Associação Internacional de Críticos de Arte), da ABA (Associação Brasileira de Antropologia), da União Brasileira dos Escritores e do PEN Clube do Brasil. Foi diretora do Instituto Nacional do Folclore da Funarte e ex-presidente do Instituto do IPHAN (Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Entre 1978 e 1988, foi curadora das representações brasileiras na Bienal de Veneza. Em 1987, foi curadora da mostra "Brasil, Arte Popular Hoje", no quadro do Projeto França-Brasil, exposta no Grand Palais. Entre 1989 e 1990, foi coordenadora e curadora, pelo Ministério da Cultura, da instalação da Exposição Permanente de Arte Popular Brasileira, no Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa, Paraíba. Entre 1995 e 1996, foi coordenadora pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais do programa "Apoio ao Desenvolvimento Cultural do Vale do Jequitinhonha". Exerceu o cargo de Diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Em 2001, começou a coordenar as publicações da Editora Bemtevi, de propriedade de Vivi de Almeida Braga, começando por editar o livro sobre o fotógrafo Paulo......, e o livro "Arquivinho de Vinicius de Moraes".



Publicou diversos livros de artes-visuais e literatura, dentre eles: "Quinze Poemas", com ilustrações de Milton Dacosta, "Alados Idílios", "Romance de Dom Beltrão" e "Poesia Lembrada". Em 1978, Otto Lara Resende fez a apresentação "Menino Deitado em Alfa", publicado pela Editora Quiron, em São Paulo. O livro ganhou dois prêmios importantes: o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Neste mesmo ano, publicou pela Editora Funarte "Mitopoética de nove Artistas Brasileiros". Em 1980, como diretora do Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Rio, produziu o LP "Folia de Reis no Morro de Santa Marta", que contou com pesquisa de Cecília Conde e José Maria Neves. Em 1982, como diretora do Instituto Nacional do Folclore da Funarte, produziu o LP "Chico Antonio, No Balanço do Ganzá", Edições Tapecar. Chico Antonio foi um grande cantador de cocos que Mário de Andrade conheceu no Rio Grande do Norte, em 1929. Localizado novamente por Aloísio Magalhães em 1980, o cantador e seu meio social foram objeto de um projeto do Instituto Nacional do Folclore, do qual resultou o disco. A pesquisa musical e textos foram de Cecília Conde e de José Maria Neves. Colaboraram também para o projeto o folclorista Deifilo Gurgel, pela Fundação José Augusto do Rio Grande do Norte; Conrado Silva, que gravou ao vivo Chico Antonio cantando cocos com seu parceiro Paulírio, e ainda Selma Bezerra de Souza e Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Neste mesmo ano, publicou pela Nova Fronteira "Ataíde". No ano seguinte, o Instituto Nacional do Folclore e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, em conjunto, publicaram "Mário de Andrade e a Sociedade de Etnografia e Folclore, 1936-1939". Em 1986, seu livro "Veneza de Vista e Ouvido", contou com ilustrações de Maria Leontina e apresentação de Alexandre Eulálio, sendo publicado pela Editora Belo Belo do Rio de Janeiro. Mais tarde, o livro foi vertido para o italiano por Luciana Stegagno-Picchio. Neste mesmo ano, foi lançado "Mestre Vitalino", pela Editora Massangana. Dois anos depois, em 1988, foi feita uma segunda edição em São Paulo. Neste mesmo ano, foi incluída no Dicionário de Poetas Contemporâneos, de Francisco Igreja, editado pela Oficina Letras & Artes. A partir de 1993, publicou "Alcides Rocha Miranda" e "Tiradentes", "Burle Marx: Paisagismo no Brasil" e "Brio", com apresentação de Benedito Nunes. Neste mesmo ano, a Editora Nova Fronteira lançou "Rio São Francisco, Recôncavo e Salvador - Fotografias de Marcel Gautherot". Em 1997, seu livro "Guignard, Arte e Vida", foi editado pela Campos Gerais do Rio de Janeiro. Em 1999, como diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, produziu o disco "Mangueira, Samba de Terreiro e Outros Sambas". Este CD-livro contou com 54 composições de grandes compositores da Mangueira, falecidos e remanescentes do tempo dos fundadores da Escola de Samba Estação Primeira. O CD 1 resultou de gravações realizadas pelo responsável da produção artística-musical, Hermínio Bello de Carvalho, em 1960. O CD 2 traz o resultado da pesquisa desenvolvida durante um ano pelo Arquivo Geral da Cidade, pelos pesquisadores Anésio dos Santos (Comprido), José Maurício Horta, Marco André de Carvalho e Cristiane Cotrim. O disco vem acompanhado de livreto encartado de 56 páginas, contendo biografias e fotos dos compositores. A produção musical e os arranjos ficaram a cargo de Paulão Sete Cordas. No ano de 2002, ao lado de Chico Buarque, Abel Silva, Antônio Cícero, Paulinho Lima, Elisa Lucinda, Alcione, Adélia Prado, Afonso Romano de Sant'Anna, Ritchie, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Gabriel, O Pensador, José Carlos Capinam, Ana Terra e Murilo Antunes, entre outros, num total de 149 pessoas, participou do álbum com quatro CDs em homenagem ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. O álbum intitulado "Reunião - O Brasil dizendo Drummond" foi lançado pelo selo Luz da Cidade, do poeta e letrista Paulinho Lima. Em 2003 publicou, pela Editora Bem-Te-Vi, "Carlos & Mário - Correspondências entre Carlos Drummond de Andrade (inéditas) e Mário de Andrade", com prefácio e notas de Silviano Santiago. O livro foi na Livraria e Café Sempre Um Papo, rua Pernambuco, em Belo Horizonte.

FONTES:



ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Edição: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006, RJ.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008.

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