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Leila Pinheiro


16/10/1960 Belém, PA

Dados Artísticos

Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro e conheceu, através de Jane Duboc, o produtor musical Raimundo Bittencourt, lançando em 1983 seu primeiro LP, "Leila Pinheiro", gravado de forma independente durante os anos de 1981 e 1982. O disco contou com a participação de Tom Jobim, João Donato, Ivan Lins, Francis Hime e Toninho Horta.

Ainda em 1983, dividiu o palco da Sala Funarte (RJ) com o compositor Sérgio Ricardo. No ano seguinte, apresentou-se com o Zimbo Trio em Bogotá e Barranquilla (Colômbia).

Em 1985, convidada por César Camargo Mariano, defendeu a canção "Verde", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, no Festival dos Festivais (TV Globo), classificando-se em terceiro lugar e recebendo o Prêmio de Cantora Revelação.

No ano seguinte, assinou contrato com a PolyGram, lançando o LP "Olho nu", produzido por João Augusto, que contou com a participação especial do guitarrista americano Pat Metheny. O disco foi distribuído simultaneamente nos mercados brasileiro e japonês. Com este trabalho, representou o Brasil no 17º Festival Mundial Yamaha, no qual foi premiada como melhor intérprete. Apresentou show homônimo em algumas cidades brasileiras.

Em 1987, recebeu da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) o Troféu Villa-Lobos, como revelação feminina. Representou a Rede Globo de Televisão e o Brasil no XVI Festival da Organização das Televisões Ibero-Americanas (OTI), realizado em Portugal, interpretando a canção "Estrela do norte", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto.

Em 1988, gravou seu terceiro disco, "Alma", produzido por Renato Corrêa, lançado também no Japão. Ainda nesse ano, participou do Projeto Pixinguinha, ao lado de Wagner Tiso, excursionando com o show pelo Brasil.

Em 1989, foi convidada por Roberto Menescal para ser a intérprete do disco "Bênção, bossa nova", produzido em comemoração aos 30 anos da bossa nova, lançado no mercado japonês através da Nippon Phonogram, com produção e arranjos do próprio compositor. O disco foi lançado também no Brasil, atingindo a vendagem de 200 mil cópias. Excursionou com Menescal com o show de mesmo título.

Em 1991, participou, ao lado de Carlos Lyra, Verônica Sabino, Leny Andrade, Os Cariocas e Johnny Alf, da "Noite da bossa nova", do I Rio Show Festival, apresentando-se com Roberto Menescal e banda. Lançou, ainda nesse ano, o LP "Outras caras", seu quinto disco, também produzido por Roberto Menescal e lançado no Japão.

Em 1992, seguiu em turnê com seu show "Leila: outras caras", dirigido por Nélson Motta.

No ano seguinte, gravou "Coisas do Brasil", com produção musical e arranjos de César Camargo Mariano, contemplado com o Disco de Ouro. Este trabalho foi para o palco com o título de "Leila Pinheiro solo", em que pela primeira vez a cantora se acompanhou ao piano durante toda a apresentação. Ainda em 1993, apresentou-se pela primeira vez em cidades européias como Bélgica (Bruxelas), Holanda (Nijmegen), França (Paris) e Espanha (Barcelona).

No ano seguinte, gravou o CD "Isso é bossa nova", produzido por João Augusto, também contemplado com o Disco de Ouro.

Em 1995, estreou no Palace (SP) o show "Isso é bossa nova", dirigido por José Possi Neto, acompanhada por uma orquestra de 16 músicos (violinos, violas, celos) e de um quarteto acústico (piano, baixo, bateria e violão). Seguiu em turnê pelas principais capitais brasileiras, encerrando a temporada no Canecão (RJ). Recebeu da Gafieira Estudantina o Troféu Destaque do Ano.

Em 1997, gravou e produziu o CD "Catavento e girassol", dedicado à obra de Guinga e Aldir Blanc. Apresentou-se no Canecão (RJ), dirigida pela atriz Cláudia Jimenez. No mesmo ano, participou do show "Aldir Blanc: 50 anos", realizado naquela casa de espetáculos. Participou, também nesse ano, ao lado de Toquinho, Carlos Lyra e Baden Powell, do show "Vivendo Vinicius", realizado no Metropolitan (RJ). Ainda em 1997, apresentou-se no Teatro Rival (RJ), ao lado do quinteto Nó em Pingo d'Água e do violonista Lula Galvão, numa versão renovada do show "Catavento e girassol", recebendo no palco Ivan Lins, Guinga e Maogani Quarteto de Violões. Viajou para os Estados Unidos, convidada por Ivan Lins, acompanhando o cantor em sua turnê americana, com show de encerramento no Blue Note, de Nova York. Participou também do show "All Jobim", tributo ao compositor realizado no Carnegie Hall, com direção musical de César Camargo Mariano, atuando ao lado de Ivan Lins, Dori Caymmi, Al Jarreau, Joe Lovano, Eugene Malov e Sharon Isbin e dos músicos Paulinho Braga, Café e Nilson Matta.

Em 1998, atuou no show da Velha Guarda da Mangueira, realizado em homenagem aos 90 anos de Cartola, no Espaço das Artes (RJ). Apresentou-se, ainda, no II Festival de Inverno da Chapada Diamantina, em Vila Igatu (BA). Participou também do show "Brazilfest", ao lado de Bebel Gilberto, Patricia Marx, Carol Saboya e do grupo de câmara Quinteto D'Ellas, realizado na concha acústica do Damrosch Park, no Lincoln Center de Nova York (EUA), para um público de 8.000 pessoas. Lançou também seu nono CD "Na ponta da língua", com show no Parque das Ruínas, em Santa Teresa (RJ), e em algumas capitais brasileiras.

Em 1999, apresentou-se no Sesc/Pompéia (SP), ao lado de Ivan Lins e do MPB-4, e no Memorial da América Latina (SP), ao lado de Guinga, Paulo Bellinati e Lula Galvão, cantando músicas de Guinga, pelo projeto "Verão musical" (Rádio Musical FM). Ainda nesse ano, gravou o clipe da canção "Abril", dirigido por Isabel Diégues, em plena Floresta da Tijuca, e com participação de Adriana Calcanhotto, autora da música. Participou, ao lado de Ivan Lins e da Orquestra Jazz Sinfônica, de um show para milhares de pessoas no Parque do Ibirapuera (SP). Gravou, com Walter Alfaiate, a faixa "Sacode, Carola", no CD "Casa de samba 3". Apresentou o show "Na ponta da língua", dirigido por Denise Bandeira, no Teatro Municipal de Niterói e no Metropolitan (RJ), com a participação do clarinetista Paulo Sérgio Santos. Participou, ao lado de Baden Powell e do grupo vocal português Tet Vocal, do show "É bonita a festa, pá", no Sesc/Pompéia (SP), e do projeto "Vitrine MPB", idealizado por Olivia Byington e apresentado em shopping centers de Americana, São Bernardo do Campo, São Paulo e Brasília. Realizou o show "Na ponta da língua", no Teatro Villa-Lobos, recebendo no palco os músicos Nelson Faria, Lula Galvão, Luiz Brasil, Roberto Menescal e o compositor Flávio Venturini, seguindo em turnê pelo Nordeste, com a participação de artistas locais como Margareth Menezes e Banda Didá, em Salvador. Atuou no interior de São Paulo como convidada do grupo português Madredeus e participou do show em comemoração aos 50 anos de Flávio Venturini, no Metropolitan (RJ). Visitou Israel, onde cantou acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Jerusalém, no Jerusalém International Convention Center Binyael Ha'ooma, sob a regência do maestro paulista Nelson Ayres. De volta ao Brasil, encerrou a turnê "Na ponta da língua", no Teatro Rival (RJ).

Em 2000, participou do projeto do Sesi, apresentando-se em Ilhéus, Jequié e Salvador (BA). Também nesse ano, lançou o LP "Reencontro", contendo canções de Gonzaguinha e de Ivan Lins, com destaque para as faixas "Espere por mim morena", que apresenta um encontro da voz da cantora com a voz de Gonzaguinha, registrada a partir de uma gravação inédita do compositor retirada dos arquivos da EMI, e "Iluminados", que contou com a participação especial de Ivan Lins. Ainda em 2000, apresentou-se no ATL Hall (RJ) e no Tom Brasil (SP).

No ano seguinte, lançou o CD e o DVD "Mais coisas do Brasil", contendo as canções "Verde" (Costa Netto e Eduardo Gudin), "Besame" (Murilo Antunes e Flávio Venturini), "Nem às paredes confesso" (Arthur Ribeiro, Ferrer Trindade e M. de Souza), "Monte Castelo" (Renato Russo), "Você em minha vida" (Erasmo Carlos e Roberto Carlos), "Tudo bem" (Lulu Santos), "Um dia, um adeus" (Guilherme Arantes), "Todo azul do mar" (Flávio Venturini e Ronaldo Bastos), "Serra do luar" (Walter Franco), "Catavento e girassol" (Aldir Blanc e Guinga), "Andar com fé" (Gilberto Gil), "Ame" (Elton Medeiros e Paulinho da Viola), "Coração em desalinho" (Mauro Diniz e Ratinho), "Feliz" (Gonzaguinha).

Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva).

Lançou, em 2005, o CD "Nos horizontes do mundo", no qual registrou "Renata Maria", primeira parceria de Ivan Lins e Chico Buarque, "Deu no que deu" (Joyce e Luiz Tatit), "Pela ciclovia" (Marcos Valle e Jorge Vercilo), "Gozos da alma" (Francis Hime e Geraldo Carneiro), "O amor e eu" (Eduardo Gudin), "E muito mais" (João Donato), "A vida que a gente leva" (Fátima Guedes), "Onde Deus possa me ouvir" (Vander Lee), "Tiranizar" e "Aquele frevo axé", ambas de Caetano Veloso e César Mendes, além de "Hoje", parceria da cantora com com Renato Russo, entre outras. Os arranjos foram assinados por Lincoln Olivetti. Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco no Canecão (RJ).

Em 2006, apresentou, no Sesc Pinheiros (SP), o espetáculo "Nos horizontes do mundo", ambientado em cenário criado por Gualter Pupo, reproduzindo o estúdio da cantora, contou com a participação dos músicos André Vasconcellos (direção musical e contrabaixo elétrico), João Viana (bateria) e David Feldman (teclado). Também no repertório, a primeira parceria da cantora com Jorge Vercilo, "Ventos de paz", composta para a trilha sonora da novela "Páginas da vida" (Rede Globo).

Lançou, em 2007, em CD e DVD, “Nos horizontes do mundo – ao vivo”, registro do espetáculo realizado no ano anterior no Sesc Pinheiros (SP). O CD registra 18 canções em 14 faixas. O DVD, produzido em parceria com o Canal Brasil, registra o show completo, com 23 canções e um texto assinado pela escritora Adélia Prado. Nos extras do DVD, o vídeo-clipe de “Hoje”, parceria da cantora com Renato Russo, making of e galeria de fotos. Também em 2007, dividiu o palco do Canecão (RJ) com o cantor e compositor Jorge Vercilo.

Em 2008, participou do espetáculo "Bossa nova 50 anos", realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Também no elenco, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Carlos Lyra, Wanda Sá, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, Fernanda Takai, Maria Rita, João Donato, Joyce, Marcos Valle e Patrícia Alvi, Bossacucanova e Cris Delanno. O show, em comemoração aos 50 anos da bossa nova, e também celebrando o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, teve concepção e direção de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal e Oscar Castro Neves, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, e apresentação de Miele e Thalma de Freitas.

Lançou, em 2009, o CD “Pra iluminar”, gravado ao vivo no Teatro da Fundação de Comércio Álvares Penteado (Fecap), em São Paulo, primeiro disco totalmente independente de seu selo Tacacá Music, com obras de Eduardo Gudin, responsável também pelos arranjos e violões. No repertório, “Sempre se pode sonhar” e “Ainda mais”, ambas com Paulinho da Viola, “O amor veio me visitar” e “O velho ateu”, ambas com Roberto Riberti, “Chorei” (c/ Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), “Mente” (c/ Paulo Vanzolini), “Mordaça” (c/ Paulo César Pinheiro), “Luzes da mesma luz” (c/ Sérgio Natureza), “Praça 14 Bis”, “O amor e eu”, “Obrigado”, “Neo-Brasil”, “Vida dá”, “Verde” (c/ Costa Netto) e a faixa-título, entre outras. Ao lado de Eduardo Gudin, fez show de lançamento do disco no Teatro Rival (RJ).

Em 2010, lançou o CD “Meu segredo mais sincero”, contendo as seguintes faixas: “Hoje”, de sua parceria com Renato Russo, “Índios” “Tempo perdido” e “Eu sei”, todas de Renato Russo, “Quando você voltar“, “O teatro dos vampiros”, “Pais e filhos”, “Há tempos” e “Andrea Dória”, todas de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá, “Metal contra as nuvens” (Dado Villa-Lobos, Renato Rocha, Renato Russo e Marcelo Bonfá, “Angra dos Reis” (Renato Russo, Renato Rocha e Marcelo Bonfá), “Ainda é cedo” (Ico Ouro Preto, Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá), “Daniel na cova dos leões” (Renato Russo e Renato Rocha), esta em duo com Dado Villa Lobos, e “La Solitudine” (P. Cremonesi, A. Valsiglio e F. Cavalli). Também em 2010, o álbum “Leila Pinheiro”, de 1983, disco de estreia da cantora, foi lançado em formato digital, numa parceria de seu selo Tacacá Music e do selo Discobertas, do produtor musical Marcelo Fróes, celebrando seus 30 anos de carreira.

Em 2013, levou o espetáculo “Leila Pinheiro – voz e piano” para a série “MPB na ABL”, realizada no Teatro R. Magalhães Jr. da Academia Brasileira de Letras (RJ), com apresentação e roteiro de Ricardo Cravo Albin. No repertório, “Verde” (Eduardo Gudin e Costa Netto), “Besame” (Flávio Venturini e Murilo Antunes) e “Lobo bobo” (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), entre outras. Nesse mesmo ano, lançou, em parceria com o guitarrista Nelson Faria, o CD “Céu e Mar”, com as canções “Doce presença” (Ivan Lins e Vitor Martins), “dos navegantes (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro), “Cada tempo em seu lugar” (Gilberto Gil), “Armadilhas de um romance” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), “Embarcação” (Francis Hime e Chico Buarque), “O amor é chama” (Marcos Valle e Paulo Sergio Valle), “Sucedeu assim” (Antonio Carlos Jobim e Marino Pinto), “Bala com bala” (João Bosco e Aldir Blanc), “Bolero de Satã” (Guinga e Paulo César Pinheiro), “That old devil called Love” (Doris Fisher e Allan Roberts), “Dupla traição” (Djavan) e a faixa-título (Johnny Alf). Ainda em 2013, apresentou-se com o violonista Nelson Faria no Teatro Net Rio (RJ), com o repertório do CD “Céu e mar”. Em 2015, lançou o EP “Por onde eu for”, com quatro composições inéditas: “Por onde eu for”, de Adriana Calcanhoto, “Chega pra mim”, de Marina Lina e Marcio Tinoco, “Todas as coisas valem”, em parceria com Zélia Duncan, e a regravação da balada “Você em mim”, de Guilherme Arantes. Fruto de um projeto de financiamento colaborativo, o disco acabou por originar o show homônimo. O duo de piano e teclado (tocado por Rodrigo Tavares) virou turnê, com apresentações no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte. No repertório, além das quatro músicas do EP, canções de sua carreira e apostas em novos arranjos para músicas de Gilberto Gil, Herbert Vianna e Nando Reis.

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