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Julião

Julião Amancio da Silva
1925 Colina, SP

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística no final da década de 1950, tocando em conjuntos e programas de rádio. Nesse período formou o trio Julião, Mandu e Canhotinho. Contratado pela gravadora RCA Camden, gravou em 1960 o LP "Viola sertaneja em alta fidelidade", considerado o primeiro disco instrumental de viola gravado, no qual, em solos de viola com acompanhamento de conjunto, registrou as músicas "De Papo Pro Á", de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, "Índio Mescaleiro", com Piraci, "Caminito", de Gabino Coria Peñaloza e Juan de Dios Filiberto, "Harpeando a Viola", com Biguá, "Valsa da Meia-noite", tema tradicional, "Rosa Traiçoeira", de D. M. Dos Santos, Lauripes Pedroso e Teddy Vieira, "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira, "Barril de Chopp (Beer Barrel Polka)", de Jaromir Vejvoda, Wladimir A. Timm e Lew Brown, "Piracicaba", de Newton de Almeida Mello, "Índios do Chaco" e "Deixando o Paraguai", com Oscar, e "Viola no Choro", de Bié e Durvalino. Em 1961, também pela RCA Camden, gravou em solos de viola dois clássicos da música popular brasileira, o baião "Asa Branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e a toada "Luar do Sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense. Em 1962, gravou o compacto duplo "Julião e sua viola eletrônica", pela gravadora Califórnia, com as músicas "Um choro na vanguarda", "Evocação", "Viajando pra Mato Grosso" e "Deixando o Paraguai". Em 1963, lançou o LP "De Norte a Sul - Uma viola matuta", pelo selo MGL, no qual interpretou o pot pourri com as músicas "Prenda minha", "Encontro no CTG", "Boi barroso" e "Adeus priminha", do folclore gaúcho com arranjos seus, "Chão de Mato Grosso", com Carlos Pavani, "Colcha de retalhos", de Raul Torres, "Ferreirinha na viola", do folclore paulista, "Um choro na vanguarda", com Valquírio Sena, "Caprichoso", com H. Brucoli, "Meu limão, meu limoeiro", tema folclórico, "Liberdade demais", de Cyro Monteiro, "Poeta do Ceará", de Catulo da Paixão Cearense, "Rosa traiçoeira", de Teddy Vieira e Lauripe Pedroso, "Peixe vivo", do folclore mineiro, e "Entre na roda", de Capitão Furtado e Maugeri Neto. Pouco depois lançou o LP "Julião "o Rei da viola" e conjunto - Prelúdio para cordas", pelo selo Califórnia. Em 1964, sua gravação para "Um Giro Pelo Brasil", de sua autoria, foi incluída no LP "Linguagem do amor" lançado pela gravadora Fermata com diversos intérpretes. Por essa época, pelo selo Califórnia, lançou o LP "Julião - o Rei da viola - Com os Cinco Sertanejos e Trio Monteiro, Julião e Cantotinho, no qual, em solos de viola, interpretou a cueca-chilena "Além da fronteira", a polca paraguaia "No soluço da viola", e o choro "Espere o breque", com Monteiro e Canhotinho, em formação de trio, a toada "Velho relógio", o uapango "Tortura do silêncio", o rasqueado "Falso juramento" e o cururu "Desprezado", e, como integrante do grupo Cinco Sertanejos juntamente com os instrumentistas Dengo, G. Caldeira, Dario e Zé Cupido, gravou o rojão nortista "Mestiça", o samba "Sereno da madrugada", a toada "Minha boiada" e a toada praieira "Pobre jangadeiro". Sobre esse quinteto liderado por ele, assim escrevou o radialista Geraldo Meireles, "Julião, o "Rei da viola", comanda estes rapazes, Dengo, G. Caldeira, Dario e Zé Cupido, com zêlo e carinho invulgares". Em 1968, seu choro "Caprichoso" foi gravado pelo bandolinista Benedito Costa no LP "Delicado" da gravadora Rosicler/Chantecler. Em 1978, teve o "Choro Lindo", com Manoel Geraldo, gravado pelo Trio Petrolina pela gravadora Nordeste. Era apresentado como "O Rei da viola" e seu repertório incluía polcas paraguaias, rasqueados e guarânias além de clássicos da música popular brasileira. Segundo o violeiro e pesquisador Roberto Corrêa, "De acordo com aqueles que o conheceram, o violeiro Julião utilizava uma viola dinâmica e a sonoridade de sua viola era diferenciada".

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