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Joyce Moreno

Joyce Silveira Moreno
31/1/1948 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco "Sambacana", de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou alguns jingles e começou a compor. Em 1967, classificou sua canção "Me disseram" no II Festival Internacional da Canção (RJ). No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, "Joyce", com texto de apresentação assinado por Vinicius de Moraes na contracapa. Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP "Encontro marcado". Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco "Posições", lançado pela Odeon. Em 1973, gravou, com Nélson Ângelo, o LP "Nélson Ângelo e Joyce", único registro profissional da cantora no período compreendido entre 1971 e 1975, quando se dedicou exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente. Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina. Com o sucesso das apresentações, foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP "Passarinho urbano", produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinicius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte. Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando mais um LP internacional, "Natureza", em parceria com Maurício Maestro. O disco, com produção e arranjos do maestro alemão Claus Ogerman e participação de músicos da área do jazz, como Michael Brecker, não chegou a ser comercializado. A partir do ano seguinte, começou a ter suas músicas gravadas por outros intérpretes como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso, entre outros. Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando "Clareana" , canção de ninar escrita em Roma, em 1976, para suas filhas, e que já sugeria a caçula Mariana (que só nasceria três anos depois) no verso "... Clara, Ana e quem mais chegar..." . Nesse mesmo ano, gravou o disco "Feminina", com destaque para a canção título, e "Clareana", sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.  Ainda na década de 1980, lançou os LPs "Água e luz" (1981), "Tardes cariocas" (1984), "Saudade do futuro" (1985), "Wilson Batista: o samba foi sua glória" (1986), "Tom Jobim: anos 60" (1987), uma homenagem, com Gilson Peranzzetta, aos 60 anos de vida do compositor, que escreveu o texto de contracapa, "Negro demais no coração" (1988), um tributo a Vinicius de Moraes, e "Joyce ao vivo" (1989).  Lançou, em 1990, o LP "Music inside" e, no ano seguinte, o LP "Language of love". Em 1993, realizou em The Fridge (Londres, Inglaterra), para um público de 2.000 pessoas, o primeiro show de um artista brasileiro no circuito acid-jazz. No ano seguinte, a EMI-Odeon lançou o CD "Revendo amigos", songbook de seus sucessos na interpretação de outros cantores. Ainda na década de 1990, gravou os discos "Delírios de Orfeu" (1994), "Live at Mojo Club" (1995), "Sem você" (1995), uma parceria com Toninho Horta em segunda homenagem a Tom Jobim, "Ilha Brasil" (1996). Em 1997, publicou o livro "Fotografei você na minha rolleyflex", uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira. Entre 1998 e 2000, atuou como cronista semanal do jornal "O Dia", e lançou os discos "Astronauta" (1998), um tributo a Elis Regina, e "Hard bossa" (1999).  Criou e apresentou, durante o ano de 1999, o programa "Cantos do Rio" (TV Educativa), dedicado a mostrar o Rio de Janeiro e seus músicos. Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD "Astronauta" foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco "Tudo bonito", que contou com a participação de João Donato. Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno, no dia 5 de maio de 2001, em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Gafieira moderna", contendo suas canções "Samba da Silvia" (c/ Silvia Sangirardi), "Risco" (c/ Léa Freire), "Quatro elementos" (c/ Paulo César Pinheiro), "Forças d’alma", "Na casa do Villa", "Pega leve", "The band on the wall", "Bota de sete léguas", "Diz que eu também fui por aí" e "Azul Bahia". Fez show de lançamento do disco na Sala Baden Powell (RJ), acompanhada pelos músicos Rodolfo Stroeter (baixo), Tutty Moreno (bateria), Nailor Proveta (clarineta) e Teco Cardoso (sopros). Em 2002, voltou a apresentar o programa "Cantos do Rio", transmitido pela Band-Rio, e apresentou-se no Japão e na Europa. No ano seguinte, lançou o CD "Banda Maluca", contendo suas canções "Os medos" e "Cartomante", ambas com Rodolfo Stroeter), "A Banda Maluca", "Chuvisco", "Na paz", "Samba do Joyce", "For hall", "Mal em Paris", "Pause, Bitte" e "Tufão", além de "L’étang" (Paul Misraki), "Galope" (Rodolfo Stroeter) e "A hard day’s night" (Lennon e McCartney). Lançou, em 2005, o DVD "Joyce & Banda Maluca - Ao vivo". Em 2006, lançou, com Dori Caymmi, o CD "Rio-Bahia", contendo suas canções "Daqui" (c/ Rodolfo Stroeter), "E era Copacabana" (c/ Carlos Lyra), "Rancho da noite" (c/ Paulo César Pinheiro), "Demorô" e a faixa-título, além de "Mercador de siri", "Flor da Bahia", "Jogo de cintura" e "Saudade do Rio", todas de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, "Fora de hora" (Dori Caymmi e Chico Buarque), "The colors of joy" (Dori Caymmi e Tracy Mann), "Saudade da Bahia" (Dorival Caymmi), "Joãozinho boa pinta" (Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa) e "Pra que chorar" (Baden Powell e Vinicius de Moraes). O disco, gravado no ano anterior em São Paulo, para os mercados inglês e japonês, foi lançado no Brasil numa parceria entre a Biscoito Fino e o selo Pau-Brasil. Ainda em 2006, a dupla fez show de lançamento do CD no Teatro Rival (RJ), acompanhada por Tutty Moreno (bateria), Rodolfo Stroeter (baixo) e Marcos Nimrichter (piano e acordeom). Em 2008, participou do espetáculo "Bossa nova 50 anos", realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Também no elenco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, Maria Rita, Fernanda Takai, João Donato, Marcos Valle e Patrícia Alvi, Bossacucanova e Cris Delanno. O show, em comemoração aos 50 anos da bossa nova, e também celebrando o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, teve concepção e direção de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal e Oscar Castro Neves, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, e apresentação de Miele e Thalma de Freitas. Gravou a faixa “De bem com a vida” (Alberto Rosenblit e Luiz Fernando Gonçalves) para o CD homônimo lançado, em 2009, por Alberto Rosenblit, de cujo repertório consta também a canção “Esperei”, parceria de ambos, em interpretação de Celso Fonseca. Ainda nesse ano, lançou o CD “Slow Music”, contendo suas canções “Slow Music” and “Convince Me”, ambas em parceria com Robin Meloy Goldsby, “Sobras da partilha” (c/ Paulo César Pinheiro) e “Valsa do pequeno amor”, de sua exclusiva autoria, além de “Amor Amor” (Sueli Costa e Cacaso), “Medo de amar” (Vinicius de Moraes), “Essa tarde vi llover” (Armando Manzanero), “Nova ilusão” (Zé Menezes e Luis Bittencourt), “Samba do grande amor” (Chico Buarque), “O amor é chama” (Marcos Valle e Paulo Sergio Valle), “But Beautiful” (J. Burke e J. Van Heusen) e “Olhos negros” (Johnny Alf e Ronaldo Bastos). Participaram do disco os músicos Tutty Moreno (bateria), Hélio Alves (piano) e Jorge Helder (baixo). Também em 2009, fez show de lançamento nos espaços Spirito Jazz (Vitória), Teatro Rival Petrobras (RJ) e Sesc Pompéia (SP). Também em 2009, fez show de lançamento nos espaços Spirito Jazz (Vitória), Teatro Rival Petrobras (RJ) e Sesc Pompéia (SP). Em 2010, viajou em turnê de shows nos Estados Unidos (Boston, Nova York, New Heaven, Rochester, São Francisco e Los Angeles) Unidos e Canadá (Ottawa). Em 2011, lançou, com Tutty Moreno, no mercado brasileiro, o CD “Samba-Jazz & outras bossas”, uma celebração aos 30 anos de parceria afetiva e musical de ambos. O disco foi lançado no mercado europeu pela Far Out, em 2007, e a edição brasileira trouxe no repertório, em faixa-bônus, uma versão mais completa da faixa “Garoto”, dedicada a Aníbal Sardinha, o Garoto, além das faixas originais. No repertório, suas canções “Compositor” (c/ Paulo César Pinheiro), “Sabe quem?” (c/ Zé Renato), “Shangri-la”, “Feijão com arroz”, “Tema pro Baden”, “Bodas de vinil”, “Mágica” e “Garoto, além de “April Child” (Moacir Santos, Evans e Livingstone), “Embalo” (Tenório Jr.) e “Devagar com a louça” (Luiz Reis e Haroldo Barbosa). Nesse mesmo ano, foi ao ar "No Compasso da História", série de 13 programas produzido pela MultiRio, com pesquisa musical de Heloisa Tapajós e roteiro de Fátima Valença, idealizado pela própria cantora, com o objetivo contar a História do Brasil a partir do nosso cancioneiro. Também em 2011, o cantor Zé Renato incluiu no repertório do CD “Em breves minutos”, suas canções “Um abraço no Japão”, “De onde é que vem a saudade”, “Desarmonia” e “Tá legal”, todas parcerias de ambos. Ainda nesse ano, gravou participação vocal em quatro faixas do CD “Mario Adnet: Vinicius & Os Maestros – Orquestra e convidados”: “Triste de quem” e “Se você disser que sim”, ambas de Moacir Santos e Vinicius de Moraes, “Canto de Xangô” (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e “Medo de amar” (Vinicius de Moraes). Dividindo o palco com o violonista Alfredo Del-Penho, apresentou-se, em 2012, no Instituto Moreira Salles, na série “Grandes Discos”, cantando o repertório do LP de estreia do compositor Sidney Miller. Celebrando sua cidade natal, lançou no mercado europeu, nesse mesmo ano, o CD “Rio de Janeiro”, contendo, além de alguns temas de sua autoria, como “Puro ouro”, canções de outros autores, entre as quais “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso), “Com que roupa?” (Noel Rosa), “Feitio de oração” (Noel Rosa e Vadico), “Mascarada” (Élton Medeiros e Zé Kéti), “Cidade Maravilhosa” (André Filho), “Valsa de uma cidade” (Ismael Neto e Antonio Maria) e “Vela no breu” (Paulinho da Viola e Sérgio Natureza). Nesse mesmo ano, lançou, em parceria com João Donato, o CD “Aquarius”, com suas canções “No fundo do mar”, “Luz da canção” e “E passa o carrossel”, parcerias de ambos, “Chama o Donato” (c/ Jorge Helder) e ainda “Caymmi visita Tom”, “Tardes cariocas” e “Guarulhos Cha Cha Cha”, de sua exclusiva autoria, além de Amazonas, Pt. 2” (João Donato, Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti), entre outras. Em 2013, apresentou-se no espaço Miranda (RJ), ao lado de Roberto Menescal e do grupo Os Cariocas, abrindo o projeto “Rio Bossa Nova Festival”. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Tudo”, com suas canções “Quero ouvir João” e “Dor de amor é água”, ambas com Paulo César Pinheiro, “Estado de graça” (c/ Nelson Motta), “Sem poder dançar” (c/ Teresa Cristina), “Pra você gostar de mim” (c/ Zé Renato), “Boiou”, “Puro ouro”, “Aquelas canções em mim”, “Claude et Maurice”, “Tringuelingue”, “Domingo de manhã”, “Choro do anjo” e a faixa título. Ainda em 2013, dividiu o palco da casa Miranda (RJ) com Roberto Menescal, na segunda edição do “Rio Bossa Nova Festival”, com direção musical do próprio compositor e direção artística de Raymundo Bittencourt. Em 2017 lançou o disco de inéditas “Palavra e som”, pela gravadora Biscoito Fino. O CD contou com 13 faixas autorais: “No mistério do samba”, “Humaitá”, “Mar e Lua”, “Mingus, Miles & Coltrane”, “Sambando no apocalipse”, “Casa da flor”, “O amor é o lobo do amor”, “Forrobodó das meninas”, “Ave Maria serena”, “Na 75” e “Palavra e som”, faixa-título do disco, além de duas em parceria, “O poeta nasce feito” (c/ Torquato Neto) e “Dia lindo” (c/ João Cavalcanti). Neste mesmo ano apresentou o show “Joyce Moreno: Palavra e som”, no Espaço BNDES, Rio de Janeiro, pelo projeto “Quintas no BNDES”. No espetáculo foram executadas músicas do disco recém lançado e alguns sucessos da artista como “Clareana” (c/ Mauricio Maestro) e “A banda maluca”, além de versões de clássicos como “Canto de Yansã” (Baden Powell e Ildásio Tavares) e “Desafinado” (Tom Jobim e Newton Mendonça). No show, a banda de acompanhamento foi formada por Rodolfo Stroeter (baixo), Helio Alves (piano), Tutty Moreno (bateria) e a própria fazendo voz e violão. Lançou o disco Raiz em 2014 e o disco Cool em 2015 e seguiu se apresentando em diversas capitais brasileiras e no exterior.  Aos 70 anos decidiu incluir duas faixas-bônus no remake do seu primeiro álbum, Joyce (Philips, 1968), lançado há 50 anos. Uma delas, o inédito samba autoral, “A velha Maluca”, foi apresentado pela cantora na mesma entrevista biográfica que concedeu para a série, “Depoimentos para a Posteridade”, do Museu da Imagem e do Som (MIS). 

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