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José Rogério

José Rogério Licks
25/3/1948 Montenegro, RS

Dados Artísticos

No Chile integrou grupo musicais e participou de diversas iniciativas culturais, realizou trabalhos voluntários em fábricas e no campo. Integrou grupos de música e diversas iniciativas culturais (Grupo Manos, Museo de Bellas Artes, Stafford Beer), compôs trilhas para teatro e cantou em Peñas, onde conheceu Victor Jara.
Na Argentina apresentou-se em La Plata, Mar del Plata e Bariloche. Conheceu o poeta Juan L. Ortiz e tocou na noite de Buenos Aires, enquanto tramitava seu pedido de asilo político, vivendo em um campo de refugiados. Na mesma cidade, fez parte do grupo musical brasileiro Caldo de Cana, junto a outros músicos brasileiros, tais como Raul Ellwanger, Leopoldo Paulino, Eliana Lorentz Chaves, Zeca Leal, José Luís Sabóia, Edu e Márcia Savaget Fiani. Dirigido pelo teatrólogo Augusto Boal, o grupo Caldo de Cana apresentou em Buenos Aires o espetáculo "Canción del Exílio", no Teatro Santelmo, no bairro La Boca.
Em 1974, por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), recebeu asilo na Alemanha, onde fixou residência. Realizou uma série de concertos de violão, além de fazer música para teatro (Viel Lärm um nichts, Shakespeare, Staatstheater Wiesbaden). Fez parcerias musicais com o poeta Thiago de Mello ('Canção Viva para Victor Jara') e com Manduka (Alexandre Manuel Thiago de Mello), filho do poeta, com quem realizou dois espetáculos neste país. Ainda na Alemanha criou o grupo latino Canción Libre, no qual apresentava suas canções em espanhol, além de composições de Victor Jara, Violeta Parra, participando intensamente das campanhas contra as ditaduras militares.
Em 1979, durante os eventos dos Comitês pela Anistia Política, apresentou-se como solista e com o grupo Caldo de Cana. Neste mesmo ano a gravadora Intercord lançou seu disco "Dança das Gaivotas". Realizou concertos na Itália e apresentou-se na casa do escultor Pinuchio Sciola, personalidade artística muito reconhecida no país.
Lançou vários discos e publicou diversos livros com suas partituras para violão, com ilustrações da pintora centroamericana D. Miranda.
Na Alemanha integrou duos de jazz com G. Lawall, David Forstman, Alberto Cumplido.
Em Paris, no "Theatre du Soleil", fez música para o grupo El Aleph, sob a direção de Oscar Castro, ator que representou o personagem carteiro, na primeira versão de "O Carteiro e o Poeta".
Em 1984 gravou o disco "Canção do Beco", duetos para violão, com David Forstman. No ano seguinte, 1985, ano da música na Alemanha, gravou com o trompetista brasileiro Dirceu Braz a "Bachiana N° 5", de Heitor Villa-Lobos.
No ano de 1987 compôs músicas para poemas do monge budista Matsuo Bashô e escreveu a suíte "Cenas Brasileiras", para Orquestra e Instrumento Solista.
Em 1988 participou com seu Quarteto do "Begegnung mit Brasilien", no Festival de Arte Brasileira, que contou com a presença de nomes como Antônio Callado, João Ubaldo Ribeiro, Hermeto Paschoal e Djavan. No mesmo ano compôs e apresentou o balé ecológico "Vom Wasser zum Land", no "Festival Wasser" (Água), nas margens do rio Reno.
Em 1989, com a derrubada do muro de Berlim, apresentou-se em Leipzig e em outras cidades do então lado oriental.
Em 1991 compôs a música do balé "Die Jahreszeiten", Saint Gallen, na Suíça. Cria o "José Rogério Trio", junto ao trompetista Toninho dos Santos e ao percussionista Dalma Lima, trio com o qual realizou concertos e gravações.
Em 1993 iniciou projetos de musicoterapia e realizou trabalhos com a escritora Luise Rinser, ex-candidata à Presidência da Alemanha dos "Grünen" (Partido Verde), reunindo literatura, música e meditação. No ano seguinte compôs músicas para as lendas dos índios brasileiros, inspirado nos trabalhos do pintor paulista Waldemar de Andrade e Silva, apresentando-as nas exposições deste, em várias cidades alemãs. No mesmo ano, em 1994, apresenta-se no programa "Buch Total", em cadeia nacional da TV alemã; na "Feira do Livro de Frankfurt", dedicada ao Brasil, e nas leituras de João Ubaldo Ribeiro, J. Torres e Moacyr Scliar.
Em 1997 apresenta-se em Porto Alegre, com o show "Os Arcos da Manhã", na Casa de Cultura Mario Quintana. De volta à Alemanha, gravou as músicas que compusera ao longo dos anos, sobre poemas de Mario Quintana, lançadas no CD "Fios de Vida".
Na virada do milênio (1999-2000) apresentou-se em Porto Alegre com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro uma série de obras suas para violão e orquestra.
Em 2004 apresenta-se no Clube de Jazz de Montpellier e em outras cidades da França.
No ano de 2006 fez concertos alusivos ao centenário de Mario Quintana, na Europa e no Brasil.
Em 2008 gravou na Alemanha o CD "ConSerto do exílio" e apresentou-se também em vários estados brasileiros e em algumas universidades.
Entre 1978 e 2008 lançou 20 discos, entre lp's, CD's e songbooks, em vários países da Europa e América do Sul.
Entre seus parceiros destaca-se Geraldo Vandré, que conheceu no Chile.

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