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José Meneses

José Xavier Meneses
12/4/1923 Nazaré da Mata, PE
13/11/2013 Recife, PE

Dados Artísticos

Em 1943, mudou-se para o Recife, onde atuou durante seis anos na Jazz Band Acadêmica, dirigida por Pádua Valfrido. Em 1949, a convite do maestro Nelson Ferreira, passou a integrar a orquestra Rádio Clube de Pernambuco, onde atuou como saxofonista, clarinetista e arranjador, tendo-se tornado regente quatro anos após. Com a profissionalização, pode intensificar seus estudos, tendo sido aluno dos professores Severino Revoedo, Clóvis Pereira e do padre Jaime Dinis. Em 1949, teve sua primeira composição gravada, o frevo "Sofrendo é que se aprende", gravado na Star por Sílvio César e sua orquestra. Em 1950, Zaccarias e sua Orquestra gravou pela RCA o frevo "Freio à óleo". Este frevo foi um de seus maiores sucessos, tendo recebido oito regravações. Em 1955, seu frevo-canção "Boneca", composto em parceria com Aldemar Paiva, inaugurou na voz de Claudionor Germano a gravadora Mocambo, de Pernambuco, em disco que trazia, no lado A, a Jazz PRA-8 de Nelson Ferreira. No mesmo ano, teve o frevo-canção "Pataco taco", de parceria com Edinho, gravado pelo Trio Guarani, e o frevo "Salgadinho" gravado pela Orquestra Tamandaré também na Mocambo. Ainda nos anos 1950, transferiu-se para São Paulo, onde atuou como regente de orquestras e arranjador. Em 1957 teve o frevo "Ingratidão", parceria com Neusa Rodrigues, gravado por Rinaldo Calheiros e o frevo-canção "A casa cai..." gravado por Raimundo Santos. No mesmo ano gravou com Seus Melodistas dois discos na Mocambo, interpretando o choro "Temperado", de sua autoria e Inaldo Vilarim, o beguine "Ritmo latino", de Victor Young, o bolero "Anastácia", de Newman e Webster e o samba "Gafieira é comigo", de sua autoria. Em 1958, o Bloco Mocambinho da Folia gravou de sua autoria e Geraldo Costa o frevo de bloco "Terceiro dia". Em 1960, voltou para o Recife, assumindo a direção da TV Rádio Clube. Paralelamente manteve um conjunto para acompanhamento de cantores e para apresentações individuais. Ainda em 1960, fundou sua própria orquestra, que foi responsável durante 25 anos pela animação dos bailes carnavalescos do Recife, tornando-se uma das mais famosas do Nordeste. Em 1961, lecionou harmonia no III Curso Nacional de Música Sacra da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Recife. Em 1962 o cantor Meves Gama gravou seu frevo-canção "Está faltando alguém". Em 1963 teve o frevo-canção "Rosa" gravado por Francisco Barbosa. Em 1964, Irma Santos gravou o frevo-canção "Tô pegando fogo". Em 1966, saiu da Rádio Clube, passando a dedicar-se a apresentações com sua orquestra, além de participar em gravações de outros conjuntos. Em 1972, fez o curso de Treinamento para Professor de Cultura Musical, além do curso de pesquisa folclórica com Abelardo Rodrigues. Em 1976, gravou com sua orquestra, pela Rosenblit, o disco "O frevo vivo de Levino Ferreira". No mesmo ano, gravou pela Philips o LP "Antologia do frevo". Suas mais de 100 composições abrangem frevos, canções, frevos-de-bloco e frevos-de-rua. Teve como principais parceiros Aldemar Paiva, Geraldo Costa e Manuel Gilberto. Em 1979, apresentou-se com sua orquestra no Festival Internacional de Jazz de São Paulo. Foi premiado diversas vezes com seus frevos em concursos carnavalescos no Recife, entre os quais o frevo "Baba de moça". Foi o diretor de três festivais nordestinos de Música Popular Brasileira. Dirigiu ainda quatro festivais de frevo promovidos pela Rádio Clube de Pernambuco. Entre 1979 e 1989, foi vencedor por seis vezes do Frevança - Encontro Nacional do Frevo e do Maracatu, promoção da Fundação de Cultura Cidade do Recife, com apoio da Rede Globo Nordeste. Em 1993, a série Revivendo lançou sua obra no CD "Carnaval sua história e sua glória", volume 8. Em 1995, a mesma série lançou composições suas no volume 15.

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