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José Mauro

José Mauro
28/6/1916 Cataguazes, MG
30/4/2004 Volta Grande, MG

Dados Artísticos

Iniciou a carreira profissional em 1936 como repórter do jornal "A Noite". Colaborou com as revistas "A noite ilustrada", "Carioca" e "Vamos ler". Em 1937 ingressou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro fundada no ano anterior. Inicialmente atuou como redator comercial, criando um elogiado estilo de acabamento dos anúncios comerciais. Em 1939, tornou-se diretor artístico da emissora, cargo que exerceu por sete anos.

Em 1940, criou o programa "Carta enigmática", sucesso de audiência e que chegou a receber 9 mil cartas por dia. Nesse ano criou com Almirante os programas "Instantâneos sonoros do Brasil" e "Concurso de gaitas de boca". Em 1941, também com Almirante criou o programa "A canção antiga". Ainda nessa época, trabalhou com Haroldo Barbosa na seleção musical e preparo de números para o programa "Um milhão de melodias". Segundo depoimento seu reproduzido no livro "Rádio Nacional - O Brasil em sintonia", de Luis Carlos Saroldi e Sonia Virgínia Moreira, "Haroldo e eu formávamos uma dobradinha inseparável. Todas as noites a gente saía da Rádio, jantava no restaurante Reis, depois íamos pra Cinelândia. Cada dia num cinema. A gente ouvia tudo, discutia, depois pegava o violão, reproduzia o que tinha ouvido". Produziu ainda os programas "Cavalgada da alegria", "A canção antiga" e "Tabuleiro da baiana".

Escreveu também novelas radiofônicas para a Rádio Nacional, entre as quais, "Abismo", "Encontrei-me com o demônio" e "A sombra de Berenice". Por essa época, criou também o programa "Dona música".

Em 1946, a convite de Gilberto de Andrade, transferoiu-se para a Rádio Tupi assumindo a função de diretor artístico e criando programas como "Colégio musical", "Doutor Sabugosa", "O feiticeiro dó-ré´mi" e "Alice no país da música". Em 1948, assuniu a direção geral da Rádios Tupi e Tamoio, cargo que exerceu por três anos. Ainda na Rádio Nacional criou os programas "Cavalgada da alegria", "Invasão do samba", juntamente com Lamartine Babo, João de Barro, Mário Lago e outros, "Epopéia do samba", com Pixinguinha; "Revista Souza Cruz", com Jararaca e Ratinho e "Tabuleiro da baiana", com Ismênia dos Santos, Zezé Fonseca e outros.

Em 1952, a convite de Gilberto Martins transferiu-se para a Rádio Eldorado atuando como produtor criando programas de sucesso como "Contos musicais" e "Rádio teste musical". Em 1955, retornou às Emissoras Associadas assumindo a direção da Rádio Tamoio a fim de dar-lhe um formato exclusivamente musical, criando o programa "Música, exclusivamente música". Foi o primeiro diretor da antiga TV Tupi. Produziu também programas para a televisão, entre os quais, "Moto música", considerado o primeiro musical da televisão em forma cinematográfica. Foi produtor do primeiro show de televisão no Rio de Janeiro, "Atrapalhados com televisão". Atuou também como produtor da Rádio e TV Record de São Paulo. Em 1956, foi escolhido pela revista "Radiolândia", em votação que reuniu toda a equipe de redatores e repórteres, o "melhor produtor musical" do ano.

Em 1972, tornou-se diretor geral dos Diários e Emissoras Associados. Lecionou sobre rádio, jingles e televisão na Associação Brasileira de Propaganda. Em 1977, recebeu em Toronto no Canadá o prêmio máximo já concedido ao Rádio brasileiro escolhido pelo fórum da revista Bilboard como o melhor diretor internacional de programação de Rádio daquele ano.

Em 1982, gravou depoimento sobre o Rádio no Brasil.

Considerado como um dos responsáveis pela formatação da Rádio Nacional e seu sucesso e um os principais personagens da chamada "Era do Rádio" no Brasil.

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