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José Júnior

José Júnior
1968 Rio de Janeiro, RJ

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Dados Artísticos

Um dos integrantes do grupo Afroreggae, participa ativamente das atividades da ONG e da banda, na qual integra na condição de cantor, compositor, instrumentista e principal articulador.

Em decorrência da chacina ocorrida em 1993 na favela de Vigário Geral, subúrbio do Rio de Janeiro, foi criada uma ONG - Grupo Cultural Afro Reggae (com mais de 100 funcionários, cerca de 400 crianças envolvidas no projeto que tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Fundação Ford) e na qual, após uma oficina de percussão, surgiu a banda. O Afroreggae é formado por 13 grupos, do quais pertencem, entre outros, três trupes de circo, um grupo de dança, um coral e oito bandas. Inicialmente, com o intuito de retirar as crianças das ruas da favela, a banda foi fazendo pequenas apresentações. Mais tarde, apadrinhada por Caetano Veloso e Elza Soares, realizou o seu primeiro grande show em 1995. No ano de 1997 a banda se apresentou em Paris com o show "Nova cara", excursionando logo depois pela Europa. Com uma mistura de ritmos como funk, reggae, axé, rap e bass, além de samba, a banda se apresentou no "Festival Rock In Rio", fazendo uma releitura de "Assim falava Zaratusta". Em 2001, com produção de Dudu Marote e direção artística de Caetano Veloso, a banda lançou o primeiro CD, "Nova cara", pela gravadora Universal, com uma apresentação no Teatro Rival no Rio de Janeiro. O CD contou com a participação de Caetano Veloso na faixa "Meus telefonemas", parceria com Caetano Veloso, Dinho, LG, Cláudio Menezes e Jairo Cliff. Em parceria com o rapper MV BILL, a banda criou o projeto "Conexões Urbanas", apresentando grandes artistas em comunidades carentes do Rio de Janeiro.

Em agosto de 2001, o projeto estreou no Morro da Formiga com a participação de Fernanda Abreu. A segunda edição do projeto aconteceu na favela da Vila Cruzeiro, na Penha, contando com apresentação de Caetano Veloso e em sua terceira edição, levou para Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro, o grupo Titãs, além dos criadores do projeto. Sobre a banda escreveu Hermano Vianna: "O multi-estilo afroreggae é produto do esforço de algumas manifestações mais vitais surgidas na música brasileira em tempos recentes: mangue beat; rap paulistano; samba-reggae baiano; funk carioca. Aqui e ali, ecos de reggae jamaicano traduzidos pelo Rappa, do hip-hop-hardcore transformado pelo Planet Hemp, de batidas de xaxado e techno ou de toques de capoeira e candomblé. Não é fusão. Mas é mais que justaposição. Música-Barraco: construída com uma variedade estonteante de elementos, mas elementos que se juntam seguido um método, um plano e transformam-se em lares (sonoros ou não), e o conjunto de lares forma uma comunidade".

Em 2003 José Júnior lançou o livro "Da favela para o mundo" no Teatro do Arte Sesc Flamengo, no Rio de Janeiro.

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