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José Domingos

José Domingos
Circa 1940 Guaxupé, MG

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística em 1960, quando participou como compositor, do Primeiro Festival de MPB, organizado pelo clube dos Artistas, com o samba "Grande ciúme", defendido por Cláudio de Barros, e que obteve o sétimo lugar. Em 1961, teve sua primeira música gravada, o tango "Chuva na rua", lançada pelo então inciante cantor Antônio Borba, pela RGE. No mesmo ano, sua guarânia "Se teus olhos falassem" foi gravada pelo cantor Arquimedes Messina, pela RCA Victor. A composição foi tema de uma rádio-novela com o mesmo nome. Também no mesmo ano, o samba "Grande ciúme" foi gravado pelo cantor Mário Martins, em disco RGE. Pouco depois, estreou na noite paulistana cantando na boate Exotic. Em seguida, passou a apresentar-se na boate Je Reviens. Nessa última foi visto pela cantora Cláudia Barroso, que o levou para cantar no Bar Moleque, onde conheceu o produtor Alfredo Borba, então diretor da gravadora Philips do Brasil em São Paulo. Na época, os cantores em pequenos bares não usavam microfone e cantavam à beira das mesas perto dos clientes. Foi assim, que Alfredo Borba lhe entregou um cartão dizendo: "está contratado". Assinou contrato e gravou o primeiro disco com os sambas "Samba da cegonha", de sua autoria, e "Esposa verdadeira", com Clóvis de Lima. Porém, logo após o lançamento do disco, foi acometido por longa doença que o tirou de cena por quatro meses, o que fez sua carreira voltar à estaca zero. Voltou a cantar na noite e, em 1974, pelo selo Cock-Tail, participou, juntamente com outros três interpretes, de um compacto duplo, no qual interpretou o o samba "Barracão vazio", de Celso Mendes e Jayme Pereira, o  "Galo". Em 1979, gravou pelo selo Alvorada/Chantecler o LP "Quando eu me chamar saudade", no qual interpretou os sambas "Quando eu me chamar saudade", de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito; "Samba da Rosa", de Jorge Costa e Celso Martins; "Pedra 90", de Dora Lopes e Linda Rodrigues; "Sem cordão", de Adauto Santos e Gilberto Karan; "Ronda" e "Praça Clóvis", de Paulo Vanzolini; "Caminhando", de Ataulfo Alves; "A pedra não voa", de Nanai e René Bittencourt, e "Chave do coração", com Jorge Costa, além de "Quem sabe de mim", "Mais uma vez adeus" e "Garrafa vazia", todas de sua autoria. Em 1981, lançou, de forma independente, o LP "Exemplo", que contou com arranjos e regências de Amilson Godoy, e contou com as participações dos músicos Amilson Godoy, no piano acústico e elétrico; Cláudio Bertrami, baixo acústico e elétrico; Heraldo do Monte, guitarra, violão, viola, bandolim e cavaquinho; Francisco Di Maria Medori, o ''Chicão'', na bateria; Édson José Alves, violão; Theo da Cuíca e Jorginho Cebion, na percussão; Odésio Jericó, pistom; Isidoro Longano, o ''Bolão'', no sax soprano e Flauta; Hector Costita, sax e flauta, e Benedito Pereira dos Santos, o ''Ditinho'', trombone. Nesse LP, interpretou, de sua autoria, os sambas "Grande ciúme"; "Canção do amor sem fim"; "É sempre amor"; "Vou partir" e "São Paulo fim do dia", além de "Universo de um copo", com Osterno; "Santa ignorância", com Adauto Santos; "Exemplo" e "Ela disse-me assim", de Lupicínio Rodrigues; "Brasa", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Deusa da minha rua", de Newton Teixeira e Jorge Faraj; "Minha casa", de Joubert de Carvalho, e "Lágrimas", de Cândido das Neves, o  "Índio". Continuou em atuação, sempre cantando na noite paulistana. Entre outras incursões em programas de televisão, apresentou-se por quatro vezes no "Senhor Brasil", comandado por Rolando Boldrin, na TV Cultura. Em 2013,  esteve no programa "Memória Brasil", apresentado por Thiago Bechara, no qual contou fatos de sua vida e carreira. Ao longo da carreira, gravou diversos LPs e CDs de forma independente.

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