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Joel Nascimento

Joel do Nascimento
13/10/1937 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Bandolinista e compositor. Multi-instrumentista (piano, violão, cavaquinho, bandola, viola de dez cordas e acordeom). Pintor amador. Nasceu no bairro da Penha Circular, subúrbio do Rio de Janeiro. Aos 10 anos começou a se interessar por música através do piano, logo depois passou a tocar cavaquinho. Aos 14 anos iniciou os estudos de piano no curso Dionéia, em Brás de Pina e posteriormente estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas.  Aos 18 anos ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, onde estudou piano clássico com o professor Max de Menezes Gil. Em decorrência de problemas auditivos (surdez total do ouvido direito) abandonou a carreira musical aos 22 anos. Trabalhou na companhia aérea Panair do Brasil. Formou-se em técnica radiológica trabalhando no Hospital das Clínicas Pedro Ernesto, INPS e Instituto Médico Legal. Estudou teoria musical com o Professor Ian Guest. No ano de 1968 retornou à música graças a seu irmão Joyr Nascimento (violonista e fundador do bar Sovaco de Cobra), que levou Dr. Oraci (advogado e músico amador) à casa de Joel. Dr. Oraci pediu a Joel que tocasse cavaquinho e ao ouvi-lo, o doutor o convidou para participar das rodas de choro em sua casa e em 1969 presenteou o músico com um bandolim. Um dos fundadores do bar Sovaco de Cobra, considerado um dos principais redutos do gênero choro no Rio de Janeiro nas décadas de 1960/70, sendo o principal responsável pela divulgação em todo o Brasil e no exterior. Ministrou os Cursos de Extensão Universitária - Prática de Conjunto e Bandolim - da Oficina de Música de Curitiba, nos anos de 1995, 1996, 1998, 1999 e 2004. Participou do "XIX Curso Internacional de Verão" da Escola de Música de Brasília (1997) e do "Festival de Londrina", como professor do Curso de Bandolim e Oficina de Choro de 1996 a 2007.  Em 2000 foi homenageado com o troféu da 8ª oficina de música popular brasileira da Fundação Cultural de Curitiba. Em 2005, ministrou o Curso de Bandolim e Oficina de Choro no "I Festival Internacional de Inverno de Brasília" - FIIB. Sobre Joel Nascimento declarou o maestro Radamés Gnattali:   "Joel Nascimento toca colorido enquanto os outros tocam em preto e branco".   Radamés Gnattali lhe dedicou um concerto para bandolim e orquestra, o qual Joel gravou com a orquestra de Câmera de Blumenau, um trio para bandolim e dois violões e dedicando-lhe a nova versão da composição "Retratos", obra em quatro movimentos dedicada à Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Anacleto de Medeiros, ídolos do maestro.  Joel Nascimento foi quem deu a ideia ao então prefeito Jaime Lenner para a fundação da Escola de Música Popular Brasileira de Curitiba. Em 2010 foi convidado a ministrar a aula inaugural do Curso de Bacharelado em Bandolim da Escola de Música da U.F.R.J. No ano de 2011 recebeu o diploma "Ademilde Fonseca de Mérito no Choro", da Fundação José Ricardo (FUNJOR). Na ocasião da entrega foi homenageado na Roda de Choro Arruma o Coreto, na Praça São Salvador, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano o escritor Jorge Roberto Martins deu início a uma biografia do músico e compositor. No ano de 2012 foi incluído no livro "MPB - A História de Um Século", de Ricardo Cravo -  2ª ed. Revista e ampliada, Rio de Janeiro: MEC/Funarte/Instituto Cultural Cravo Albin, no qual foi estampado em página inteira com legendas em quatro línguas: inglês, espanhol, francês e português, nas quais o autor comentou:   "Joel Nascimento, o bandolinista preferido de Jacob do Bandolim, é um dos herdeiros das melhores tradições dos chorões do Brasil. Joel, que entre outros conjuntos, fundou o Camerata Carioca, é um virtuose aclamado por plateias do mundo inteiro".   No ano de 2013 foi homenageado pelo Bar do Quinto, também conhecido por "Suvaquinho de Cobra", na Rua Ênes Filho, na Penha, bar em frente onde funcionava o antigo Sovaco de Cobra, um dos principais redutos do choro na Zona Norte do Rio de Janeiro na década de 1970. Na homenagem foi inaugurada uma foto no local, onde acontece a roda de choro tradicionalmente no primeiro domingo do mês, frequentada pelo músico. Em 2015, ao lado do jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos e do violonista  Luis Filipe de Lima, compôs uma mesa redonda sobre a "Música na Penha", com mediação e curadoria de Rosana Lanzelotte, em projeto da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (Secretaria Municipal de Cultura), nas comemorações dos 450 anos da cidade. O evento foi apresentado na Arena Carioca Carlos Roberto de Oliveira - Dicró, no Parque Ary Barroso, na Penha. Na ocasião, acompanhado do violão de sete cordas de Luis Filipe de Lima, interpretou ao bandolim alguns clássicos de Ernesto Nazareth e Tom Jobim, entre outros. A convite de Sílvia Fraiha e Tiza Lobo, escreveu o prefácio "Memórias da Penha" para o livro "Ramos, Olaria & Penha", integrante da Coleção Bairro do Rio (Editora FRAIHA), projeto viabilizado pela Secretaria de Culturas Rio Arte, da Prefeitura do Rio de Janeiro e patrocinado pelo SESC Rio de Janeiro. No ano de 2018 o cineasta carioca Ricardo do Carmo deu início às filmagens do documentário sobre sua vida e obra, para qual entrevistou diversos artistas e amigos, dentre os quais Egberto Gismonti, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes e Guinga. No ano seguinte, em 2019, lançou a biografia "O bandolim colorido de Joel Nascimento", escrita por Jorge Roberto Martins, no Espaço Bistrô, no Museu da República, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. O livro contou com prefácio de Henrique Cazes e depoimentos de vários artistas da cena musical brasileira, entre os quais Egberto Gismonti, Radamés Gnattali, Abel Ferreira, Alceu Maia, Arthur Moreira Lima, Beth Carvalho, Claudio Jorge, Geraldo Vespar, Guinga, Gilson Peranzzetta, Hamilton de Holanda, Mauro Senise, Roberto Gnattali, Pedro Amorim, Turíbio Santos e dos escritores Sérgio Cabral, João Máximo e Ricardo Cravo Albin. Deste último destacamos o seguinte trecho sobre o músico:   "Joel sempre foi para mim uma sucessão de espantos. Belos e comovedores, históricos fragmentos de minha própria vida. Esses espantos todos foram provocados pela arte superior de um dos mais refinados músicos com quem convivi nessa vida tão espichada. Lembro-me de quando saiu o 'Chorando pelos Dedos', que me causou impressão tão forte que ouvi o elepê por vezes consecutivas num fim de semana. Tantas, que o toca discos acabou por se quebrar."   Também foram incluídos no volume textos de sua autoria na segunda parte do livro, nos quais narra a sua versão de alguns fatos de sua carreira artística. Neste mesmo ano, de 2019, a biografia foi lançada na Casa de Artes de Paquetá, com sarau de música e poesia com o autor Jorge Roberto Martins (piano), Joel Nascimento (piano) e Euclides Amaral (poesias). Ainda em 2019, no Espaço Multimídia, do Museu da República, no bairro do Catete, Centro do Rio de Janeiro, foi lançado o documentário "O Último Chorão", com direção e roteiro do cineasta Ricardo do Carmo, no qual participaram com depoimentos Egberto Gismonti, Edino Krieger, Henrique Cazes, Maria Teresa Madeira, Silvério Pontes, Zé da Velha, Hamilton de Holanda, Roberto Gnatalli e Guinga, entre outros.

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