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Joel de Almeida

Joel de Almeida
1913 Rio de Janeiro, RJ
1993 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Fez com o cantor Gaúcho uma dupla de sucesso principalmente nos anos 1940. Em 1946, ainda fazendo dupla com Gaúcho, gravou em disco solo os sambas "Promessa", de Jaime de Carvalho e "Trabalhar eu não", de Aníbal de Almeida. Por essa época, em excursão à Argentina a dupla com Gaúcho se desfez, o que o fez permanecer como cantor em Buenos Aires.

Em 1951, gravou de sua autoria o samba "Hoje a coisa é diferente" e de sua autoria e Dom Roy o baião "Ai! Que bom". Depois de um breve retorno, a dupla com Gaúcho desfez-se definitivamente. Prosseguiu então sua carreira solo. Em 1955, já com a dupla desfeita, gravou pot-pourri intitulado "Reminiscências de Joel e Gaúcho", pela Odeon. No mesmo ano gravou outro pot-pourri "Sucessos da velha-guarda", com músicas de Noel Rosa, Ismael Silva e outros compositores. Gravou ainda o fox "Canção para inglês ver", de Lamartine Babo.

Em 1956, gravou a marcha "Quem sabe sabe", de sua autoria e Carvalhinho e que veio a ser uma das mais executadas em todo o Brasil naquele ano e o fox "Loura ou morena", de Vinicius de Moraes e Haroldo Tapajós, composta em 1932. Em 1957, gravou de sua autoria o samba "Não quero mais amor", a marcha "Isso não se faz", composta com Guadalupe e, "Coco perenuê", de Waldemar Henrique. No mesmo ano regravou o grande sucesso do carnaval de 1927, o maxixe "Cristo nasceu na Bahia", de Sebastião Cirino e Duque. Em 1958, gravou de João de Barro a marcha "Campeão do mundo" e o samba "Leonor". No mesmo ano gravou com a cantora Aracy de Almeida as marchas "Vai ver que é", de Carvalhinho e "A mulata é que é mulher", de Miguel Gustavo e Otolindo Lopes. Ainda em 1958 obteve grande sucesso com o samba "Madureira chorou", de Carvalhinho e Júlio Monteiro, que homenageava a vedete do teatro de revista Zaquia Jorge, moradora de Madureira e mulher de Júlio Monteiro, o Júlio Leiloeiro. Nesse período, começou a trabalhar como diretor artístico da gravadora Polydor, função na qual atuou por cerca de um ano e meio, tempo no qual lançou o jovem cantor Roberto Carlos, a princípio para concorrer com João Gilberto.

Em 1959, gravou a marcha "Linda brincadeira", de Jair Amorim e Nássara e o samba "Fita os olhos meus", de Antonio Almeida. Em 1961, gravou de Rubens Caruso a marcha "Pé de cana" e de Elzo Augusto e José Saccomani o samba "Eu gostava tanto dela". Em 1963, gravou as marchas "Elza", de Wilson Batista, Vicente Longo e Valdemar Camargo e "Pau no burro", de João de Barro e Radamés Gnattali. Atuou ainda como radialista, apresentando programas noturnos na Rádio Tupi de São Paulo.

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