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João Gilberto

João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira
10/6/1931 Juazeiro, BA

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Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1949, integrando o cast de artistas da Rádio Sociedade da Bahia.

No ano seguinte, viajou para o Rio de Janeiro, onde passou a atuar como crooner do conjunto vocal Garotos da Lua, com o qual gravou, em 1951, dois discos 78 rpm, lançados pela gravadora Todamérica.

Em 1952, iniciou sua carreira solo, gravando um disco 78 rpm para a gravadora Copacabana.

No ano seguinte, sua composição "Você esteve com meu bem" foi gravada por Marisa, que viria a adotar mais tarde o nome artístico de Marisa Gata Mansa. Ainda em 1953, passou a fazer parte do conjunto Quitandinha Serenaders, com o qual participou do show "Acontece que eu sou baiano", na boate Casablanca. Nessa mesma casa noturna, apresentou-se como artista solista, no show "Esta vida é um carnaval".

No ano seguinte, integrou o conjunto Anjos do Inferno, com o qual se apresentou em São Paulo..

Em 1955, residiu em Porto Alegre, seguindo, no final do ano, para Minas Gerais, onde passou um tempo com a família, dedicando-se ao estudo do violão.

Voltou para o Rio de Janeiro em 1957. Nessa época, costumava freqüentar a Boate Plaza, ponto de encontro de músicos que se preocupavam com uma nova concepção musical que viria a desembocar na bossa nova.

Em 1958, acompanhou ao violão a cantora Elizeth Cardoso na gravação de "Chega de saudade" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e "Outra vez", faixas incluídas no LP "Canção do amor demais".Também nesse ano, gravou um 78 rpm contendo "Chega de saudade" e "Bim bom", de sua autoria. O histórico disco, citado mais tarde como referência por muitos artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso, apresentava uma interpretação vocal intimista e uma nova batida de violão, tornando-se um marco para a bossa nova.

Em 1959, lançou outro 78 rpm em que gravou "Desafinado" (Tom Jobim e Newton Mendonça) e "Oba-la-lá", de sua autoria. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, "Chega de saudade", lançado pela Odeon, com produção musical de Aloysio de Oliveira e arranjos de Tom Jobim. No repertório, além das canções lançadas nos dois 78 rpm, a releitura de antigos sucessos como "Morena boca de ouro" (Ary Barroso e Luís Peixoto), "Rosa morena" (Dorival Caymmi) e "Aos pés da santa cruz" (Marino Pinto e Zé da Zilda), e "Lobo bobo", faixa que lançava uma nova dupla de compositores, Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli.

Em 1960, gravou o LP "O amor, o sorriso e a flor", também pela Odeon, com destaque para "Samba de uma nota só" (Tom Jobim e Newton Mendonça), canção também emblemática da bossa nova. Participou, ainda nesse ano, do show "O amor, o sorriso e a flor", realizado no Teatro de Arena da Faculdade de Arquitetura (RJ). Apresentou-se, também, na casa noturna Arpège (RJ) e, com Vinicius de Moraes, na Associação Atlética Banco do Brasil (Salvador). Ainda em 1960, nasceu seu filho João Marcelo, de seu casamento com a cantora Astrud Gilberto.

No ano seguinte, gravou seu terceiro LP, "João Gilberto", que contou com acompanhamento do conjunto de Walter Wanderley, destacando-se "O barquinho" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), ao lado da releitura de sucessos como "Samba da minha terra" e "Saudade da Bahia", ambas de Dorival Caymmi. Apresentou-se, também em 1961, no Cassino San Raphael, em Punta del Este (Uruguai). Nesse mesmo ano, foi lançado no mercado norte-americano o disco "Brazil''s brilliant João Gilberto" (o LP brasileiro "O amor, o sorriso e a flor").

Em 1962, dividiu o palco com Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Banana e o grupo vocal Os Cariocas no show "O Encontro", realizado na boate Au Bon Gourmet. Nesse mesmo ano, viajou aos Estados Unidos para participar do histórico "Festival de Bossa Nova", realizado no Carnegie Hall de Nova York, vindo a fixar residência nessa cidade. Apresentou-se, também, no Village Gate (Nova York) e no Lisner Auditorium (Washington). Ainda em 1962, foi lançado nos Estados Unidos o álbum "The boss of the bossa nova" (o LP brasileiro "João Gilberto", que teve uma faixa regravada em Nova York).

No ano seguinte, gravou, com Stan Getz, o LP "Getz/Gilberto". O disco, que contou com a participação da cantora Astrud Gilberto na faixa "The Girl from Ipanema", teve seu lançamento retardado pela Verve. Ainda em 1963, estreou no Brasil o filme "Seara vermelha", para o qual compôs a trilha sonora, com letra de Jorge Amado, "Lamento da morte de Dalva na beira do Rio São Francisco", mais tarde gravada como "Undiú". Nesse mesmo ano, foi lançado no mercado norte-americano o LP "The warm world of João Gilberto" (o disco brasileiro "Chega de saudade"). Viajou para a Itália, ainda em 1963, apresentando-se no Foro e na boate Bussola (Viareggio), onde conheceu a canção "Estate", que viria a gravar mais tarde. De volta a Nova York, foi acometido de espasmos musculares na mão direita, o que o forçou a submeter-se à fisioterapia.

Em 1964, apresentou-se, com Stan Getz, no Canadá. Nesse ano, foi lançado o LP "Getz/Gilberto". O disco ocupou o 2º lugar da parada de sucesso da revista "Billboard" durante 96 semanas e tornou-se um dos 25 discos mais vendidos do ano. Ainda em 1964, apresentou-se na Califórnia (na boate El Matador, em São Francisco, e no Teatro Santa Monica), dividiu o palco do Carnegie Hall com Stan Getz, em show gravado ao vivo, e realizou concertos solo no Town Hall e no Village Vanguard, em Nova York.

No ano seguinte, foi contemplado com o prêmio Grammy ("Best Album") pelo disco "Getz/Gilberto", recebendo quatro das nove indicações. Ainda em 1965, casou-se com a cantora Miúcha e veio ao Brasil, apresentando-se no programa "O fino da bossa" (TV Record).

Em 1966, nasceu sua filha Bebel Gilberto. Nesse mesmo ano, foi lançado nos Estados Unidos o disco "Getz/Gilberto nº 2".

Apresentou-se, em 1967, no Village Vanguard (Nova York) e no Hollywood Bowl (Los Angeles) e, no ano seguinte, no Central Park (Nova York) no Bird''s Nest (Washington) e no Rainbow Grill (Nova York).

Em 1969, viajou para o México, onde residiu durante dois anos. Participou de festivais de jazz em Guadalajara, Guanahuapi, Cidade do México e Puebla, e apresentou-se na boate Forum e no Museu da Cidade do México, onde recebeu o Troféu Chimal.

Lançou, em 1970, o LP "João Gilberto en Mexico", com destaque para o bolero "Farolito", de Agustin Lara, além de "O sapo" (João Donato) e "De conversa em conversa" (Lúcio Alves), entre outras canções que receberam arranjos de Oscar Castro Neves.

Viveu no Brasil durante o ano de 1971, quando participou, ao lado de Caetano Veloso e Gal Costa, de um especial realizado pela TV Tupi.

De volta a Nova York, no ano seguinte, realizou, com Stan Getz, uma temporada de shows no Rainbow Grill.

Em 1973, gravou o LP "João Gilberto", que incluiu "Águas de março" (Tom Jobim), além da regravação de "Isaura" (Herivelto Martins e Roberto Roberti), "Na baixa do sapateiro" (Ary Barroso) e "Falsa baiana" (Geraldo Pereira), entre outras.

Em 1976, lançou no mercado norte-americano o LP "Best of two worlds", que contou com a participação de Stan Getz e Miúcha. Apresentou-se, nesse mesmo ano, no Keystone Komer (São Francisco), com Stan Getz.

Em 1977, lançou, no Brasil e nos Estados Unidos, o LP "Amoroso", indicado para o Grammy na categoria Best Jazz Vocal Performance. Ainda nesse ano, realizou shows no Great American Music Hall (São Francisco) e na boate Roxy (Los Angeles).

Em 1978, veio ao Brasil para gravar um especial de televisão, apresentando-se no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro Municipal (São Paulo). Nesse mesmo ano, participou do Newport Festival de Nova York, realizado no Carnegie Hall, ao lado de Charlie Byrd e Stan Getz.

Em 1980, voltou a residir no Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro. Ainda nesse ano, gravou o especial "João Gilberto Prado Pereira de Oliveira" (TV Globo), que contou com a participação de Bebel Gilberto e Rita Lee. O especial gerou disco homônimo lançado pela WEA.

Em 1981 lançou, com Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil, o LP "Brasil" e realizou concertos no Teatro Municipal de São Paulo.

No ano seguinte, gravou para a TV Bandeirantes o especial "João Gilberto: a arte e o ofício de cantar" e apresentou-se no Teatro Castro Alves (Salvador). Realizou show no Festival de Águas Claras (São Paulo), em 1983, e no Coliseu dos Recreios (Lisboa), no ano seguinte.

Em 1985, apresentou-se no Palácio das Convenções do Anhembi e Latitude 2001, em São Paulo, no XIX Festival de Montreux, na Suíça, em Antibes (França), Madri e Roma.

No ano seguinte, sua participação no Festival de Montreux (Suíça), gravada ao vivo, foi lançada no CD duplo "Live at the 19th Montreux Festival".

Em 1987, recebeu do governo brasileiro a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de Comendador.

No ano seguinte, apresentou-se na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Salvador), no Town Hall (Nova York) e no Palace (São Paulo).

Em 1989, foi indicado para o prêmio Grammy, na categoria Best Male Jazz Vocal Performance, pelo CD "Live in Montreux", lançado nos Estados Unidos. Ainda nesse ano, apresentou-se no Festival de Montreux, realizou concertos em Bruxelas, Paris e Madri e participou de festivais de jazz na Espanha e no sul da França.

Em 1991, lançou o CD "João", com destaque para "Ave-Maria no morro" (Herivelto Martins), "Sampa" (Caetano Veloso) e "You do something to me" (Cole Porter). Nesse mesmo ano, gravou um jingle para uma marca de cerveja e apresentou-se no Palace, em São Paulo.

Em 1992, realizou concerto no Parque Ibirapuera (SP), tendo Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Rita Lee como convidados, e no Teatro Guararapes (Recife). Ainda nesse ano, gravou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro um especial para a TV Globo, e participou, como convidado, de concerto de Tom Jobim, no Palace (SP).

Em 1993, apresentou-se no Teatro Castro Alves (Salvador), ao lado de Gal Costa e Maria Bethânia, e no Jack Gleason Theatre (Miami).

No ano seguinte, realizou concertos, tendo sua filha Bebel Gilberto como convidada, no Palace (SP), gravado ao vivo e lançado no CD "Eu sei que vou te amar", e no teatro do Hotel Nacional (RJ). Apresentou-se, ainda, no Palácio das Artes (Belo Horizonte).

Em 1995, participou de homenagem a Tom Jobim, no Avery Fisher Hall, em Nova York, inaugurou a casa de espetáculos Tom Brasil (SP) e realizou concertos na Sala Villa-Lobos (Brasília) e no Teatro Rio Vermelho (Goiânia).

No ano seguinte, apresentou-se no Teatro Castro Alves (Salvador), na casa Tom Brasil (São Paulo), no Centro de Convivência Cultural (Campinas), no Umbria Jazz Festival (Perugia, Itália), no Cassino (Veneza), no Auditório Araújo Vianna (Porto Alegre) e no Cine-Theatro Central (Juiz de Fora).

Em 1997, realizou concertos no Tom Brasil (São Paulo), gravados para um especial da TV Bandeirantes. Nesse mesmo ano, apresentou-se em Santiago do Chile (Centro de Eventos San Carlos de Apoquindo) e em Buenos Aires (Teatro Opera), onde recebeu as chaves da cidade e o título de cidadão ilustre.

Em 1998, realizou show no Teatro Castro Alves (Salvador) e participou, como convidado especial, do "Tributo a Tom Jobim", no Teatro Alfa Real (São Paulo). Apresentou-se, ainda, no JVC Festival, realizado no Carnegie Hall (Nova York), no Masonic Auditorium (São Francisco) e no Teatro Jackie Gleason (Miami).

No ano seguinte, apresentou-se, ao lado de Caetano Veloso, no Teatro Gran Rex (Buenos Aires) e na inauguração do Credicard Hall (São Paulo).

Em 2000, lançou o disco "João, voz e violão", pela Universal Music, com produção musical de Caetano Veloso. O disco incluiu regravações de "Chega de saudade" e "Desafinado", além de clássicos do samba que o cantor já apresentava há algum tempo em seus shows, como "Da cor do pecado" (Bororó), "Não vou pra casa" (Antônio Almeida e Roberto Roberti) e "Segredo" (Herivelto Martins e Marino Pinto). Destacam-se também no repertório, sambas de Caetano Veloso como "Desde que o samba é samba" e "Coração vagabundo", e de Gilberto Gil, como "Eu vim da Bahia", além do bolero "Eclipse", do cubano Ernesto Lecuona, faixa já incluída em seu LP "Farolito", e de "Você vai ver" (Tom Jobim). Na capa, parte do rosto da atriz Camila Pitanga, que traz o dedo indicador sobre os lábios num gesto que exige silêncio. Ainda em 2000, apresentou-se em Nova York (no JVC Festival, realizado no Carnegie Hall), em Barcelona, em Londres (Barbican Centre), em São Paulo (Tom Brasil), em Milão e em Recife (Teatro Santa Isabel).

Em 2001, foi contemplado como prêmio Grammy na categoria Best World Music Album, pelo disco "João voz e violão". Nesse mesmo ano, apresentou-se com muito sucesso em Paris, no Festival de Montreux (Suíça) e no Festival de Montreal (Canadá).

Em 2003, apresentou-se (voz e violão) no Tokyo International Forum Hall A, no Japão.

Wm 2004, foi lançado o CD “João Gilberto in Tokyo”, gravado ao vivo no Tokyo International Forum Hall A, no Japão, no dia 12 de setembro do ano anterior. No repertório, “Corcovado”, “Este seu olhar”, “Wave” e “Ligia”, todas de Tom Jobim, “Acontece que eu sou baiano” e “Rosa Morena”, ambas de Dorival Caymmi, “Meditação” (Tom Jobim e Newton Mendonça), “Doralice” (Dorival Caymmi e Antônio Almeida), “Isto aqui o que é” (Ary Barroso), “Pra que discutir com Madame” (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), “Louco (Ela é seu mundo)” (Wilson Batista e Henrique de Almeida), “Bolinha de papel” (Geraldo Pereira), “Adeus América” (Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa), “Preconceito” (Wilson Batista e Marino Pinto) e “Aos pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda).

Após 14 anos de ausência dos palcos cariocas, apresentou-se, em 2008, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, celebrando os 50 anos da bossa nova, sendo acompanhado pela platéia em coro, ao final do espetáculo, na canção "Chega de saudade" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

Em 2012, foi publicado o livro “João Gilberto” (Cosac Naify), organizado por Walter Garcia. Em 2017, começou a passar por um processo de muitas complicações e escândalos que envolviam assuntos relacionados sobre sua interdição, dívidas, e brigas judiciais entre sua atual esposa e produtora, Claudia Faissol, e seus filhos, Bebel Gilberto e João Marcelo. O caso se alastrou em 2018 e a polêmica começou a engajar personalidades do mundo todo em prol de uma campanha para ajudar o cantor, que neste ano completou 86 anos.  Ainda em 2017, houve uma tentativa de seqüestro do cantor, quando Claudia Faissol, segundo João Marcelo, teria invadido o apartamento, pulando a janela e tentando levar João Gilberto a força para os Estados Unidos onde receberia um prêmio. O cantor também teria se recusado a abrir a porta para a companheira.    Alguns defensores internacionais do cantor, como o colunista português Miguel Esteves Cardoso, defendem que o cantor deveria ter algum tipo de ajuda do Estado Brasileiro, como recebimento vitalício ou algum tipo de pensão. Porém essa hipótese teria sido desmentida (descartada) pelo MinC (Ministério da Cultura).  Seus problemas começaram a acontecer quando completou 80 anos em 2011, e foi anunciada uma turnê com shows em diversos lugares do país. No entanto, a turnê fora cancelada devido a problemas de saúde do cantor. Como a produção já havia investido na preparação, a justiça ordenou pagamento de 1,2 milhões pelo calote. Desde lá, as polêmicas e os conflitos envolvendo o cantor foram se tornando cada vez mais expressivos.    Em 2018, o diretor franco-belga Georges Gachot lançou no Rio o filme !João Gilberto onde está Você”, que obteve razoável repercussão.   No mesmo ano, o drama do cantor começou a ganhar mais espaço da mídia, quando um juiz, a pedido de Bebel Gilberto, autorizara o arrombamento da porta de seu apartamento para a avaliação de um médico de confiança determinar a necessidade ou não de sua interdição. Desta forma, ela controlaria suas finanças e zelaria por sua saúde. João Gilberto já teria recebido diversas notificações para abrir seu apartamento, mas recusara-se em todas. Seu filho, João Marcelo, teria acusado a irmã de ter sido excluído das decisões. 

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