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João Donato

João Donato de Oliveira Neto
17/8/1934 Rio Branco, AC

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1949, como integrante do grupo Altamiro Carrilho e Seu Regional, com o qual gravou, nesse ano, um 78 rpm contendo as canções "Brejeiro" (Ernesto Nazareth) e "Feliz aniversário" (Altamiro Carrilho e Ari Duarte). O selo omite sua participação no disco. Em seguida, substituiu Chiquinho do Acordeon no conjunto de Fafá Lemos em apresentação na boate Monte Carlo (RJ). Atuou depois em outras casas noturnas, como Plaza, Drink, Sacha's e Au Bom Gourmet, entre outras.   Em 1953, formou seu próprio grupo, Donato e Seu Conjunto, com o qual lançou, nesse ano, dois discos em 78 rpm: "Tenderly" (J. Lawrence e W..Gross)/"Invitation" (Bronislau Kaper) e "Já chegou a hora (Rubens Campos e Henricão)/"You Belong to Me" (Pee Wee King, Stewart e Price).   Fez parte do grupo Os Namorados, com o qual gravou três discos em 78 rpm: "Eu quero um samba" (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida)/"Três Ave-Marias" (Hanibal Cruz), em 1953; "Palpite infeliz" (Noel Rosa)/"Pagode em Xerem (Sebastião Gomes e Alcebádes Barcelos), em 1953; e "Você sorriu" (Valdemar Gomes e José Rosa)/"Não sou bobo" (Nanai, Ari Monteiro e L. Machado), em 1954.   Ainda em 1954, formou o Trio Donato, com o qual lançou um 78 rpm contendo as canções "Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e "Há muito tempo atrás (J. Kern e I. Gershwin).   Em 1956, mudou-se para São Paulo, onde atuou como pianista do conjunto Os Copacabanas e na Orquestra de Luís Cesar. Nesse mesmo ano, lançou, com o Donato e Seu Conjunto, um 78 rpm contendo as músicas "Farinhada" (Zé Dantas) e "Comigo é assim" (Luiz Bittencourt e José Menezes). Ainda em 1956, gravou seu primeiro LP, "Chá dançante", produzido por Tom Jobim para a gravadora Odeon. No repertório, as canções "Comigo é assim" (Luiz Bittencourt e Zé Menezes), "No Rancho Fundo" (Ary Barroso e Lamartine Babo), "Se acaso você chegasse" (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins), "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro), "Baião" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Peguei um Ita no Norte" (Dorival Caymmi), "Farinhada" (Zé Dantas) e "Baião da Garoa" (Luiz Gonzaga e Hervé Cordovil).   Em 1958, voltou para o Rio de Janeiro e passou a dedicar-se exclusivamente ao piano. Nesse ano, gravou duas faixas no LP "Dance conosco": "Minha saudade", seu primeiro sucesso, e "Mambinho", ambas em parceria com João Gilberto. Nessa época, fez parte da Orquestra do Maestro Copinha, que se apresentava no Copacabana Palace (RJ).   Em 1959, viajou para o México com Nanai e Elizeth Cardoso. Em seguida, transferiu-se para os Estados Unidos, onde residiu durante três anos. Nesse país, atuou com Carl Tjader, Johnny Martinez, Tito Puente e Mongo Santa Maria. Excursionou com João Gilberto pela Europa.   Em 1962, voltou para o Brasil, casado com a atriz norte-americana Patricia del Sasser.   Em 1963, gravou o LP "Muito à vontade", com Tião Neto (contrabaixo) e Milton Banana (bateria). O disco foi lançado pela Polydor, com destaque para suas composições "Sambou... Sambou" (c/ João Melo) e "Caminho de casa". Também nesse ano, lançou o LP "A bossa muito moderna de João Donato e seu Trio".   Em seguida, retornou aos Estados Unidos, onde viveu por mais dez anos. Nesse país, gravou um LP com o saxofonista Bud Shank e com a violonista Rosinha de Valença, além dos discos "Piano of João Donato - The sound new sound of Brazil", "A bad Donato", que contou com a participação do contrabaixista Ron Carter, e "Donato Deodato - Featuring João Donato arranged and conducted by Deodato", com arranjos de Eumir Deodato. Atuou também com outros artistas, como Astrud Gilberto, Caymmi, Tom Jobim, Eumir Deodato, Stan Kenton, Nelson Riddle, Herbie Mann e Wes Montgomery, entre outros. Suas músicas "Amazonas", na gravação de Chris Montez, e "A rã" e "Caranguejo", ambas gravadas por Sérgio Mendes, fizeram sucesso junto ao público norte-americano.   Em 1972, voltou para o Brasil e gravou o LP "Quem é quem", lançado pela Odeon no ano seguinte. Esse disco apresenta a novidade de ter no repertório músicas com letras cantadas pelo próprio compositor, até então intérprete de música instrumental, com destaque para "Até quem sabe" (c/ Lysias Ênio) e "Chorou, chorou" (c/ Paulo César Pinheiro), entre outras.   Em 1974, assinou a direção musical e participou do show "Cantar", realizado por Gal Costa no Teatro da Praia (RJ). O espetáculo foi registrado em disco, com um repertório que incluiu suas canções "Até quem sabe" e "A rã" (c/ Caetano Veloso).   Em 1975, gravou o LP "Lugar comum", lançado pela Phonogram.   Em 1986, lançou o LP "Leilíadas".   Em 1997, gravou, com o baterista Eloir de Morais, o CD "Café com pão", pelo qual recebeu duas indicações para o Prêmio Sharp: Melhor Disco e Melhor Arranjador. Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do CD na casa noturna Mistura Fina (RJ). Ainda nesse ano, lançou o CD "Coisas tão simples", pela EMI/ Odeon, destacando-se no repertório quatro canções inéditas de sua autoria: "Fonte de saudade" (c/ Lisias Ênio), "Everyday" (c/ Norman Gimbel), "Summer of tentation" (c/ Toshiro Ono) e "Doralinda" (c/ Cazuza). O disco teve show de lançamento na casa noturna Mistura Fina (RJ).   Em 1998, apresentou-se novamente no Mistura Fina com o show "Café com pão", acompanhado do baterista Eloir de Morais.   Em 1999, gravou o CD "Só danço samba", interpretando exclusivamente obras de Tom Jobim. Ainda nesse ano, a Lumiar Discos & Editora lançou o "Songbook João Donato" (livro e três CDs), com a participação de Caetano Veloso, Gal Costa, Djavan e Daniela Mercury, entre outros artistas. O show de lançamento foi realizado no Bar do Tom (RJ), com Bororó (baixo acústico), Victor Bertrami (bateria), Ricardo Pontes (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e o próprio compositor ao piano, além da participação de Nana Caymmi, Marcos Valle, Os Cariocas e Angela Rô Rô, entre outros intérpretes.   Em 2000, atuou no projeto "Rio Sesc Instrumental", no Sesc Copacabana (RJ), acompanhado por Jessé Sadoc (trompete), Ricardo Pontes (saxes e flauta), Nei Conceição (baixo) e Victor Bertrami (bateria). Nesse mesmo ano, realizou, na Praia de Copacabana, o show de encerramento do projeto "Rio-Bossa Nova 2000". Também em 2000, gravou o CD "Amazonas", acompanhado de Cláudio Slon (bateria) e Jorge Helder (baixo acústico), lançado pela Elephant Records de Vartan Tonoian (Denver, Colorado, EUA). O disco incluiu no repertório composições próprias, destacando-se "Glass beads" e "Coisas distantes", ambas em parceria com João Gilberto. Apresentou-se no Memorial da América Latina, com a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo (SP), e no Mistura Fina (RJ), para lançamento do disco, acompanhado pelo contrabaixista Luis Alves (baixo) e Cláudio Slon (bateria), seguindo depois em turnê pela Europa, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, destacando-se uma mini-temporada no Blue Note de Nova York. Ainda em 2000, foi contemplado com o Prêmio Shell de Música pelo conjunto da obra e participou, do Free Jazz Festival (RJ), obtendo sucesso de público e crítica.   Em junho de 2001, compôs, na Floresta Amazônica, em parceria com o também pianista Everardo de Castro, o tema para piano e orquestra "Amazonas: um poema sinfônico", com patrocínio do governo amazonense e roteiro de Ricardo Cravo Albin. Em setembro desse mesmo ano, apresentou a peça sinfônica, ao lado da Orquestra Amazonas Filarmônica, com arranjos do maestro Laércio de Freitas, regência do maestro Luiz Fernando Malheiro e narração de Ricardo Cravo Albin, no Teatro Amazonas, em Manaus.   Em 2002, lançou os CDs "Brazilian time", "Remando na raia" e "Ê Lalá Lay-Ê" (DeckDisc), nesse último registrando exclusivamente parcerias com seu irmão, Lysias Ênio. Também nesse ano, apresentou-se, ao lado da Orquestra Jazz Sinfônica, na Sala São Paulo. O concerto, gravado ao vivo, gerou o CD "The Frog", lançado pelo selo Elephant Records. Ainda em 2002, viajou ao Japão, onde fez 10 apresentações ao lado da cantora Joyce.   Em 2003, ganhou o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Apresentou-se em Cuba, Rússia e Japão, e em várias cidades brasileiras, lançando o CD "Managarroba". O disco contou com a participação de Marisa Monte, Marcelo D2, Joyce e João Bosco. Ainda nesse ano, gravou, com Emílio Santiago, o CD "Emílio Santiago encontra João Donato" e, com Wanda Sá, o CD "Wanda Sá com João Donato".   Em 2004, foi contemplado com o Prêmio Tim pelo disco "Emílio Santiago encontra João Donato". Os dois artistas apresentaram-se no Bar do Tom (RJ), com o show "Emílio Santiago & João Donato". Nesse mesmo ano, viajou para a Espanha, gravou um CD de bossa nova para o mercado russo e, em Cuba, gravou o CD "Sexto sentido". Também em 2004, assumiu a produção musical do CD "Tita e Edson" (Lumiar Discos). Apresentou-se ao lado do saxofonista norte-americano Bud Shank no Chivas Jazz Festival (RJ). Ainda em 2004, apresentou-se, ao lado de Johnny Alf, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Wanda Sá, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Durval Ferreira, Eliane Elias, Marcos Valle, Os Cariocas e Bossacucanova, no espetáculo "Bossa Nova in Concert", realizado no Canecão (RJ). O show foi apresentado por Miele e contou com uma banda de apoio formada por Durval Ferreira (violão), Adriano Giffoni (contrabaixo), Marcio Bahia (bateria), Fernando Merlino (teclados), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Jessé Sadoc (trompete), concepção e direção artística de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, cenários de Ney Madeira e Lídia Kosovski, e projeções de Sílvio Braga.   Em 2005, lançou seu primeiro DVD, "Donatural - João Donato ao vivo", tendo entre seus convidados Leila Pinheiro, Joyce, Emílio Santiago, Angela Rô Rô e Gilberto Gil, e contando com uma banda de apoio formada por Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixos acústico e elétrico), Cidinho (percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Donatinho (teclados). Nesse mesmo ano, apresentou-se no Songbook Café (RJ) e participou da segunda apresentação do espetáculo "Bossa Nova in Concert", no Parque dos Patins (RJ). Também em 2005, fez show de lançamento do DVD "Donatural" no Teatro Rival (RJ), com a participação de Leila Pinheiro e Marcelinho Da Lua.   Em 2006, lançou, com Paulo Moura, o CD "Dois Panos para Manga", concebido em uma reunião na casa do diretor de TV Mario Manga. Nesta oportunidade, foi sugerida aos dois artistas a gravação de um disco que registrasse alguns dos temas degustados pelos freqüentadores do Sinatra-Farney Fã Club na década de 1950. No repertório, sua canção "Minha saudade" (c/ João Gilberto), além de "On a Slow Boat to China" (Frank Loesser), "Swanee" (George e Ira Gershwin), "That Old Black Magic" (Harold Arlen e Johnny Mercer), "Tenderly" (Walter Gross e Jack Lawrence), "Saudade mata a gente" (Antonio Almeida e João de Barro), "Copacabana" (Alberto Ribeiro e João de Barro) e ainda "Pixinguinha no Arpoador" e "Sopapo", duas composições inéditas assinadas pelos dois artistas.   Como arranjador, destacam-se entre seus trabalhos os CDs "O homem de Aquarius", de Tom Jobim, e "Minha saudade", de Lisa Ono, além de discos de Fagner, Gal Costa e Martinho da Vila.   Em 2006, apresentou-se com Bud Shank no Mistura Fina (RJ). O encontro foi registrado pelos diretores Renato Martins e Felipe Nepomuceno.   No ano seguinte, lançou o CD “Uma tarde com Bud Shank e João Donato", gravado nos dias 8 e de maio de 2004 no Studio Verde (RJ). O disco marcou o reencontro musical dos dois artistas depois de 30 anos (eles tocaram juntos em 1965, nos Estados Unidos). Também participaram do disco, em algumas faixas, Luis Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria) e Eloir de Moraes (percussão). No repertório, canções de João Donato, “Gaiolas abertas” (c/ Martinho da Vila), “Joana” (c/ Ronaldo Bastos) e “Minha saudade” (c/ João Gilberto), além de “Night and day”, “Black orchid” (Cal Tjader), “But not for me (G. Gershwin e I. Gershwin), “There will never be another you” (M. Gordon e H. Warren) e “Yesterdays” (Jerome Kern e Otto Harbach).   Em 2008, lançou o DVD “Ao vivo no Rio de Janeiro”, registro do encontro musical com Bud Shank no Mistura Fina dois anos antes. No repertório, “Carousels’ e “Lotus Bud”, ambas de Bud Shank e Linda Shank, “Wildflower’s lullaby (Bud Shank), “Eager Beaver” e “Fascinating Rhythm”, ambas de Stan Kenton, “Lover Man - Oh, where can you be” (Jimmy Davis, Roger "Ram" Ramirez e James Sherman), “Summertime” (George Gershwin, Ira Gershwin, DuBose Heyward e Dorothy Heyward), “Night and Day” (Cole Porter) e “Manhã de Carnaval” (Antonio Maria e Luiz Bonfá), além de “Minha saudade”, de sua parceria com João Gilberto). Nos extras, “Fascinating Rhythm”, “Summertime e “Night and Day”. Nesse mesmo ano, participou do espetáculo "Bossa nova 50 anos", realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Também no elenco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, Maria Rita, Fernanda Takai, Joyce, Marcos Valle e Patrícia Alvi, Bossacucanova e Cris Delanno. O show, em comemoração aos 50 anos da bossa nova, e também celebrando o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, teve concepção e direção de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal e Oscar Castro Neves, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, e apresentação de Miele e Thalma de Freitas. Ainda em 2008, gravou, com Raul de Souza, Luiz Alves e Robertinho Silva, o CD "Bossa eterna", que teve show de lançamento no Mistura Fina (RJ). Nesse mesmo ano, apresentou-se, novamente ao lado de Raul de Souza, Luiz Alves e Robertinho Silva, no projeto "Sarau da Pedra", realizado pela Repsol no Instituto Cultural Cravo Albin, com produção de Heloisa Tapajós e Andrea Noronha. Também nesse ano, lançou, com Carlos Lyra, Roberto Menescal e Marcos Valle, o CD “Os Bossa Nova”, contendo suas canções “De um jeito diferente” e “Até quem sabe”, ambas com Lysias Ênio, “A cara do Rio” (c/ Roberto Menescal) e “Entardecendo” (c/ Marcos Valle), além de “Samba do carioca” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), “Até o fim” (Carlos Lyra e Marcos Valle), “Sextante” (Carlos Lyra), “Gente” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), “Vagamente” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), “Ciúme” (Carlos Lyra), “Balansamba” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), “Bossa entre amigos” (Roberto Menescal e Marcos Valle), “Tereza da praia” (Tom Jobim e Billy Blanco), esta cantando em dueto com Roberto Menescal, e o meddley “Bewitched, bothered and bewildered” (Richard Rodgers e Lorenz Hart), ”Este seu olhar” (Tom Jobim), ”Só em teus braços” (Tom Jobim). Participaram também do disco os músicos Jorge Helder (baixo), Paulo Braga (bateria), Jessé Sadoc (trompete), Dirceu Leite (sax e flauta), Jaques Morelenbaum (cello) e Carlos Bala (bateria).   Em 2009, apresentou-se no Teatro Rival (RJ), com o repertório do disco “A bad Donato”, gravado em 1972, nos Estados Unidos. O espetáculo foi incluído na relação “Os Melhores Shows de 2009” do jornal “O Globo”, publicada ao final do ano.   Em 2010, lançou o CD “Sambolero”, tendo a seu lado de Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria). O disco, que contou com a participação de Zeca Pagodinho, na faixa “Sambou, sambou”, a única com vocais, e ainda Sidinho (percussão em “Surpresa”) e Ricardo Pontes (flauta em “Lugar comum”), foi contemplado com o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Jazz Latino. Nesse mesmo ano, inaugurou, no Espaço Tom Jobim (RJ), o “Circuito Bossa Nova”, mostrando o repertório do disco. Em parceria com Paula Morelenbaum, lançou, também em 2010, o CD “Água”, contendo suas canções “Flor de maracujá”, “Café com pão”, “Muito à vontade”, “Mentiras” e “E muito mais”, todas com Lysias Ênio, “Lugar comum”, “A paz” e “Tudo tem”, todas com Gilberto Gil, “A rã” (c/ Caetano Veloso), “Ahiê” (c/ Paulo César Pinheiro), “Entre amigos” (c/ Mongo Santamaria) e “Everyday” (c/ Norman Gimbel). Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico (RJ) com João Donato, em show de lançamento do CD “Água”. O espetáculo contou com a participação do grupo Paraphernalia. Ainda em 2010, recebeu o Prêmio à Excelência Musical da Academia Latina do Grammy.   Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tim Maia, Leny Andrade, Walter Wanderley, Nara Leão, Roberto Menescal, Luís Carlos Vinhas, Milton Banana, Luiz Eça, Tito Madi, Maysa, Dóris Monteiro, Raul de Souza, Tamba Trio, Victor Assis Brasil, Maogani, Joyce, Bebel Gilberto, Os Cariocas, Simone, Fafá de Belém, Miúcha, Fagner, Leila Pinheiro, Baden Powell, Ithamara Koorax, Lisa Ono, Zizi Possi, Adriana Calcanhoto, Angela Ro Ro e Nana Caymmi e Leo Gandelman, entre outros.   Dividindo o palco com a cantora Maíra Freitas, apresentou-se, em 2011, no espaço Oi Futuro (RJ), pelo projeto “A Bossa do Samba”, concebido e dirigido por Solange Kafuri, com curadoria de Rildo Hora e Marco Antonio Bompet, arranjos e direção musical de Itamar Assiere, apresentação em vídeo de Tárik de Souza, pesquisa de Heloisa Tapajós, coordenação geral e direção de produção de Giselle Kafuri, e produção executiva de Humberto Braga. O show contou com a participação de Marcio Almeida (violão), Jorge Helder (baixo), Zé Canuto (sax e flauta) e Robertinho Silva (bateria).   Em 2012, apresentou-se no Studio RJ (RJ), dentro da série “Noite Jazzmania”, acompanhado por Luiz Alves (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Robertinho Silva (bateria). Nesse mesmo ano, dividiu o palco do Teatro Sesc Ginástico com seu filho Donatinho. Também em 2012, lançou, em parceria com Joyce, o CD “Aquarius”, com suas canções “No fundo do mar”, “Luz da canção” e “E passa o carrossel”, parcerias de ambos, e “Amazonas, Pt. 2” (c/ Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti), além de “Chama o Donato” (Jorge Helder e Joyce) e ainda “Caymmi visita Tom”, “Tardes cariocas” e “Guarulhos Cha Cha Cha”, todas de Joyce, entre outras. Também em 2012, lançou, em parceria com Joyce, o CD “Aquarius”, com suas canções “No fundo do mar”, “Luz da canção” e “E passa o carrossel”, parcerias de ambos, e “Amazonas, Pt. 2” (c/ Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti), além de “Chama o Donato” (Jorge Helder e Joyce) e ainda “Caymmi visita Tom”, “Tardes cariocas” e “Guarulhos Cha Cha Cha”, todas de Joyce, entre outras.   Em 2013, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Canção, com “Eu não sei o seu nome inteiro”, de sua parceria com João Bosco e Francisco Bosco, incluída no CD “40 anos depois”, de João Bosco. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Studio RJ, para a gravação de um CD ao vivo, “Donato Jazz”, com o trio formado por Luiz Alves (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Robertinho Silva (bateria). No repertório, parcerias com Gabriel Moura, Nelson Motta, Moacyr Luz e Ronaldo Bastos, além de Tom Jobim ( “Quando a lembrança me vem”).   Em 2014 apresentou-se no Espaço Furnas, no Rio de Janeiro, em show que comemorava seus 80 anos de vida e 65 de carreira. Tocou acompanhado pelos músicos Luiz Alves (contrabaixo), Robertinho Silva (bateria) e Ricardo Pontes (sopros). O show deu origem aos discos “Live Jazz in Rio”, volumes 1 e 2. O CDs tiveram como algumas das composições as já conhecidas “Nasci para bailar” e “Emoriô” e as novas “Por aí” (com Moacyr Luz) e “Bolero digital” (com Nelson Motta). O lançamento do trabalho contou com uma estratégia de marketing empregada pelo artista: apenas o volume 1 foi disponibilizado para venda no mercado; o volume 2 só pôde ser comprado em seus shows.   Em 2016, lançou o disco “Donato Elétrico” com, como o próprio título propõe, uma sonoridade elétrica trazida pelos músicos Fender Rhodes, Farfisa, Clavinet, Pro-One e Moog. Com produção de Ronaldo Evangelista, o álbum foi composto por 10 faixas: “Here´s J. D.”, “Urbano”, “Frequência de onda”, “Espalhado”, “Tartaruga”, “Soneca do marreco”, “Combustão espontânea”, “Resort”, “Xaxado de Hércules” e “G8”. Após 14 anos, o músico voltou a lançar um CD de inéditas e, segundo a crítica, saiu-se muito bem em todas as experimentações sonoras a que o trabalho se propôs.   Em dezembro, o CD ficou na lista dos melhores discos do ano selecionados pelo jornal O Globo. Segundo a crítica publicada na época do lançamento “é um álbum que Daft Punk e Kendrick Lamar ouviriam com um sorriso no rosto”.  Em 2017, estreou na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, uma residência artística, projeto criado por Ivone Belem e batizado de “Toda essa bossa”. A proposta foi ocupar o espaço por todo o ano, variando os convidados e o estilo musical. Na estreia, Moacyr Luz, Tulipa Ruiz, Bnegão e Donatinho. O repertório, em suas próprias palavras, trazia apenas “música para balançar o quadril”. Ainda em 2017, lançou o disco “Sintetizamor”, pela gravadora Deck Disc, em parceria com seu filho, Donatinho. O trabalho de 10 faixas inéditas contou com composições em parceria com Donatinho e outros autores, além de particpações especiais. As músicas incluídas no CD foram  “De toda a maneira” (c/ Donatinho e Davi Moraes), “Surreal” (c/ Donatinho, Domenico Lancelotti e Julia Bosco), “Quem é quem” (c/ Donatinho e Jean Kuperman), “Interstellar” (c/ Donatinho, Davi Moraes e Gabriela Riley), “Lei do amor” (c/ Donatinho e Rogê), “Clima de paquera” (c/ Donatinho), “Luz negra” (c/ Donatinho e Jonas Sá), “Vamos sair à francesa” (c/ Donatinho e Ronaldo Bastos), “Ilusão de nós” (c/ Donatinho e João Capdeville) e “Hao chi” (c/ Donatinho). Os arranjos e a produção musical do disco foram de Donatinho. Logo após, ainda em 2017, fez show do disco “Bluchanga” (2014), na Sala Baden Powell, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O espetáculo contou com versões de temas clássicos do jazz mundial como “Morning” (Clare Fisher) e “The mochican and the great spirit” (Horace Silver), além de músicas escritas ainda em 1960, quando era uma das atrações do clube de Jazz Trident, em Sausualito, na Califórnia, onde dividia palco com nomes como Chet Baker e Bud Shank. A noite também teve participação especial de Angela Ro Ro. Em fevereiro de 2018, ao lado de seu filho, Donatinho, apresentou-se no Rio de Janeiro no Bar dos Descasados, no bairro de Santa Teresa. O repertório contou com as canções do álbum Sintetizamor, com as participações especiais de Domenico Lancellotii, Rogê e David Moraes. Ainda apresentaram as canções Lei do Amor, Luz Negra e Ilusão de Nós, além dos grandes clássicos de sua carreira e de músicas do álbum Zambê, o premiado trabalho autoral de Donatinho. Ainda neste ano, lançou mais três álbuns inéditos, que foram gravados no Brasil entre 1978 e 1989, mas nunca lançados. Com título que faz trocadilho com o nome do álbum norte-americano “A mad Donato” (1970), um dos discos mais cultuados de sua obra, a caixa “A mad Donato” apresentou álbuns gravados em período de menor visibilidade dele: “Gozando a existência” (1978), “Naquela base” (1988) e “Janela da Urca” (1989), e foi fruto da pesquisa iniciada pelo produtor Marcelo Fróes no acervo do artista. Além dos três álbuns, a caixa de CDs incluiu inédita coletânea com gravações raras com artistas como Alaíde Costa e Djavan.

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