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Jards Macalé

Jards Anet da Silva
3/3/1943 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1965, substituindo o violonista Roberto Nascimento junto ao Grupo Opinião. Participou, ainda neste ano, do espetáculo "Arena conta Bahia".

Em 1966, assinou a direção musical do recital de Maria Bethânia no Rio de Janeiro.

Atuou na década de 1960 principalmente como violonista e arranjador. Nessa época, teve gravadas algumas de suas composições, como "Meu mundo é seu", por Elizeth Cardoso, e "Amo tanto", por Nara Leão.

No ano de 1968 iniciou uma parceria com José Carlos Capinan. Atuou como violonista do show e LP "Mudando de conversa", de Nora Ney e Cyro Monteiro. Participou da criação da Tropicarte, com Gal Costa, Paulinho da Viola e Capinan, destinada a produzir e empresariar seus próprios espetáculos. A sociedade desfez-se seis meses depois. Participou, no ano seguinte, em 1969, do "IV Festival Internacional da Canção", com a composição "Gotham City", parceria com o poeta Capinam. Gravou o compacto duplo "Só morto", e trabalhou com Gal Costa na gravação do disco "Le-Gal" e no show "Meu nome é Gal", realizado na Boate Sucata, no Rio de Janeiro.

Em 1971 viajou para Londres, convidado por Caetano Veloso, que estava morando nesta capital. Realizou diversas apresentações em toda a Europa. No ano seguinte, em 1972, retornou ao Brasil e gravou seu primeiro disco solo, o LP "Jards Macalé", lançado pela Philips. Ainda em 1972, fez o circuito universitário carioca e paulista com Gilberto Gil.

Em 10 de  dezembro de 1973 gravou ao vivo (em show no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) o evento  "Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos", homenageando o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, produzido em parceria com o poeta Xico Chaves. O espetáculo contou com a participação de vários artistas, entre os quais Edu Lobo, Chico Buarque, Gonzaguinha, Paulinho da Viola, Raul Seixas, Jorge Mauther, Luiz Melodia e Milton Nascimento. O show só seria lançado em álbum duplo, pela gravadora RCA, somente seis anos depois, em 1979, quando foi liberado pela Censura Federal.

No ano de 1974 lançou o LP "Apreender a nadar". Compôs a trilha sonora do filme "Amuleto de Ogum", de Nélson Pereira dos Santos. Participou também das trilhas sonoras de "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", de Glauber Rocha, "Rainha diaba", de Antônio Carlos Fontoura (baseado em argumento de Plínio Marcos), "Getúlio Vargas", documetário de Ana Carolina, e "Se segura malandro", de Hugo Carvana, entre outras.

Viajou por todo o Brasil com o show "O homem que comia flores", considerado um dos melhores do ano pela crítica especializada.

Em 1976, apresentou-se ao lado de Moreira da Silva, pelo "Projeto Seis e Meia", no Teatro João Caetano (RJ). No ano seguinte, em 1977, gravou o LP "Contrastes" e apresentou-se na Concha Verde da Urca, pelo projeto "Quem sabe, sobe".

Em 1978, novamente com Moreira da Silva, participou do Projeto Pixinguinha. No ano posterior, em 1979, pela gravadora RCA foi lançado o álbum duplo "Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos".

No ano de 1981 a cantora Elza Maria, no LP "Entra na Rosa", gravou sua composição "Pano pra manga" (c/  Xico Chaves).

Lançou, em 1987, o LP "Quatro batutas e um curinga".

Em 1994 lançou o CD "Let's play that", no qual se  destacou a faixa "Pano pra manga" (c/ Xico Chaves) e a faixa-título, parceria com o poeta Torquato Neto.

No ano de 1998 lançou o disco "O q  eu faço é música".

Realizou diversos shows pelo país, destacando-se a apresentação em homenagem aos 90 anos de Cartola, em 1998. Participou dos songbooks de Ary Barroso, Noel Rosa e Tom Jobim. Neste mesmo ano de 1998 participou do CD "Balaio do Sampaio", disco produzido por Sergio Natureza para a MZA e distribuído pela PolyGram. O CD contou com as participações de João Nogueira, Erasmo Carlos, Zizi Possi, Chico César, Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Eduardo Dusek, João Bosco, Luiz Melodia, Renato Piau, Lenine e o próprio Jards Macalé interpretando a faixa "Velho bandido", de Sérgio Sampaio. Um ano depois, em 1999, gravou a faixa "Acorda, amor", no songbook de Chico Buarque.

Em 2001, lançou, em homenagem ao amigo Moreira da Silva, o CD "Macalé canta Moreira", no qual registrou obras deste compositor, com arranjos de Vittor Santos, Jayme Vignoli e Moacyr Luz, além dos arranjos próprios nas faixas "Acertei no milhar", gravada só com voz e violão, e "Choro esdrúxulo", na qual contou com a participação do fagotista Juliano Barboza. Participaram ainda do disco, Zeca Baleiro ("Na subida do morro"), Chico Caruso e Tim Rescala. Destaca-se, também, no repertório, sua única parceria com Moreira, "Tira os óculos e recolhe o homem".

Em 2003 lançou o CD "Amor, Ordem & Progresso".

No ano seguinte, em 2004, participou ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva).

Lançou, em 2005, o CD "Real Grandeza", contendo exclusivamente canções de sua parceria com Waly Salomão: "Rua Real Grandeza", "Senhor dos sábados", "Anjo exterminado", "Dona de castelo", "Vapor barato", "Mal secreto", "Negra melodia", "Revendo amigos", "Pontos de luz", "Berceuse crioulle" e "Olho de lince", as duas últimas até então inéditas. O disco teve direção musical de Cristóvão Bastos e contou com a participação de Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, entre outros artistas.

Em 2010, foi lançado o documentário "Jards Macalé - Um morcego na porta principal", dirigido por Marco Abujamra e João Pimentel. No ano posterior, em 2011, atuou como convidado da Orquestra Imperial no "Tributo a Jorge Mautner", realizado no Circo Voador (RJ). Nesse mesmo ano, participou do "Agora no ar" (Rádio Roquete Pinto), programa de auditório roteirizado e conduzido por Ricardo Cravo Albin. Ainda em 2011, o documentário "Jards Macalé - Um morcego na porta principal" foi exibido no Instituto Cultural Cravo Albin (RJ), seguido de um mini-show do artista. Também nesse ano, dividiu o palco do Teatro Rival Petrobras com Jorge Mautner. O show contou com a participação de Nelson Jacobina. No ano seguinte, em 2012, fez o show de abertura do "V Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras", no Teatro Dulcina (RJ). Também nesse ano participou da série "Grandes nomes, grandes discos", na casa de show Miranda, na Zona Sul do Rio de Janeiro, falando sobre o LP "Aprender a nadar" e interpretando composições do disco gravado em 1974. A mesa contou com a participação do crítico musical Tárik de Souza. Neste mesmo ano, apresentou-se no projeto "MPB Búzios 2012". Ainda neste ano, foi a atração da série "Grandes discos da música brasileira", realizada no Instituto Moreira Salles, cantando o repertório e falando sobre seu primeiro LP, "Jards Macalé", lançado em 1972. Ainda em 2012 apresentou-se no projeto "MPB Búzios". Neste mesmo ano foi a atração da série "Grandes discos da música brasileira", realizada no Instituto Moreira Salles, cantando o repertório e falando sobre seu primeiro LP, "Jards Macalé", lançado em 1972.

Em 2013 o selo Discobertas lançou o CD "Só morto", contendo as quatro faixas de seu compacto duplo homônimo "Só morto", de 1969, acompanhado do grupo Soma "Soluços", "O crime", "Só morto (Burning Night)" e "Sem essa" -, e 10 faixas gravadas ao vivo entre 1970 e 1973, incluindo "Gotham City". O disco trouxe a arte original do compacto, lançado originalmente pelo selo RGE.

Em 2015 apresentou a série de shows "Macalândia" no espaço cultural Áudio Babel, no bairro de Botafogo, nos quais fazia releitura de alguns de seus discos em cada show. Também fez show de voz e violão na Casa da Gávea, interpretando "Mal secreto" (c/ Wally Salomão), "Hotel das estrelas" (c/ Duda Machado) e "Dona do castelo" (c/ Wally Salomão), além de clássicos de Lupicínio Rodrigues e Nelson Cavaquinho. Ainda em 2015 o selo Discobertas lançou uma caixa com três CDs do antológico show "Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos" (originalmente lançado em 1979 em álbum duplo). Os produtores do originais do disco, Xico Chaves e Jards Macalé, autografaram o trabalho na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. Neste mesmo ano de 2015 lançou CD e DVD ao vivo intitulados "Jards Macalé Ao Vivo", registro do show no Theatro São Pedro, Porto Alegre (Rio Grande do Sul), com direção de Rejane Zilles (esposa do artista) acompanhado pela banda Let´s Play That, tendo como convidados especiais Zeca Baleiro, Thaís Gulin e Luiz Melodia. Fez lançamento em show na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Também em 2015, em dupla com Jorge Mautner, participou do ciclo de palestra "Literaturas: Questões do nosso tempo", apresentado no SESC Palladium, com a palestra-show "Neurônios Saltitantes - Uma conversa sobre música, vida e poesia - Jorge Mautner & Jards Macalé". Também em 2015, apresentou-se acompanhado pela Orquestra Petrobras Sinfônica, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no "Projeto Série MPB & Jazz", dirigido por Wagner Tiso; fez lançamento de seu CD "Contrastes", LP lançado originalmente em 1977 e vertido para CD pelo Selo Discobertas. Nos shows de lançamento do DVD contou com acompanhamento da banda Let's Play That's, integrada por Leandro Joaquim (trompete), Thiago Queiroz (flauta e saxofone), Victor Gottardi (guitarra), Ricardo Rito (teclados), Thomas Harves (bateria) e Pedro Dantas (baixo).

No ano de 2016, apresentou, com Victor Biglione, o show "Música e Cinema", no palco do Pátio de Eventos, do "Gravatá Jazz Festival 2016", em Pernambuco. No show interpretou algumas de suas composições, tais como "Vapor barato", "Hotel das estrelas", "Mal secreto", "Gotham City", "Tigre de papel" e "Movimento dos barcos", e Victor Bilgione executou, de sua autoria, "San Telmo tango y bolero", "Outras praias", "Chuva em Ipanema", "Enseada", além de seu clássico internacional "Baleia azul". A dupla de compositores e instrumentistas interpretou em dueto clássicos da MPB, do jazz, do blues, do rock e do cinema internacional, como, entre outros, "Blue sued shoes" (Carl Perkins), "The shadow of your smile" (Johnny Mandell), "Consolação" (Baden Powell e Vinicius de Moraes), "There will never be another you" (Warren- Gordon), "Fotografia" (Tom Jobim), e ainda suas trilhas para o cinema brasileiro: "O Amuleto de Ogum" e "Tenda dos Milagres" (Jards Macalé) e "Como Nascem os Anjos" e "Operação Condor" (Victor Biglione).

Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Gal Costa ("Hotel das Estrelas" e "Vapor barato"), Maria Bethânia ("Anjo exterminado" e "Movimento dos barcos"), Clara Nunes ("O mais-que-perfeito", parceria com Vinicius de Moraes), Camisa de Vênus ("Gotham City") e O Rappa ("Vapor Barato"), entre outros.

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