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Jaques Morelenbaum

Jaques Morelenbaum
18/5/1954 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira artística como um dos integrantes do grupo musical A Barca do Sol.

Entre 1984 e 1994, participou da Banda Nova de Tom Jobim, atuando em shows e gravações, como no CD "Antonio Brasileiro", vencedor do Grammy.

Entre 1988 e 1993, acompanhou Egberto Gismonti em shows e gravações, destacando-se os álbuns "Infância" e "Música de sobrevivência", lançados pela ECM Records.

A partir de 1992, passou a atuar com Caetano Veloso, acumulando as funções de instrumentista, arranjador e diretor musical.

Apresentou-se, acompanhado por um grupo de ritmistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, no Free Jazz Festival (RJ e SP), no projeto "Samba em concerto", do Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), e no "Projeto sexta básica", da Sala Cecília Meireles (RJ).

Participou, em 1995, do Heineken Concerts (RJ e SP), tendo como convidados especiais Caetano Veloso, Ryuichi Sakamoto e Paula Morelenbaum. Nesse ano, formou, com Paulo Jobim, Daniel Jobim e Paula Morelenbaum, o Quarteto Jobim Morelenbaum, com o qual excursionou duas vezes pela Europa, incluindo apresentação na Expo'98 realizada em Lisboa (Portugal), além de constantes apresentações nos Estados Unidos e no Brasil.

Entre 1995 e 1996, gravou, em Nova York, os CDs "Smoochy" e "1996", de Ryuichi Sakamoto, atuando com o artista em uma turnê mundial para o lançamento de "1996".

Em 1999, voltou a participar do Heineken Concerts, desta vez como convidado de Zeca Assumpção, ao lado de John Scofield.

Gravou em discos de inúmeros artistas brasileiros, como Tom Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Milton Nascimento e Chico Buarque, entre outros, num total de mais de 400 gravações.

Como arranjador, atuou em discos de Tom Jobim ("Passarim", "O tempo e o vento", "Tom Jobim: inédito" e " Antonio Brasileiro"), Caetano Veloso ("Circuladô", "Circuladô vivo", "Fina estampa", "Fina estampa, ao vivo", "Tieta do agreste", "Prenda minha" e "Homaggio a Fellini e Giulieta"), Gal Costa ("Mina d'água do meu canto"), Paula Morelenbaum, Ivan Lins, Barão Vermelho e Skank, entre outros, além do álbum "Piazzollando" (homenageando a obra de Astor Piazzolla), no qual atuou também como instrumentista, regente e produtor musical. O disco foi considerado pela crítica argentina como um dos 10 melhores de 1992. Escreveu, ainda, arranjos para discos de Marisa Monte e Carlinhos Brown e para o disco acústico dos Titãs, que atingiu um total de um milhão e meio de cópias vendidas. Atuou, também, como arranjador, em trabalhos de artistas internacionais como o grupo Madredeus, a cantora portuguesa Dulce Pontes, o grupo japonês Gontiti e a cabo-verdiana Cesária Évora.

Em 1995, formou, com Paulo Jobim, Daniel Jobim e Paula Morelenbaum, o Quarteto Jobim Morelenbaum, com o qual se apresentou no Brasil, Estados Unidos e Europa, e lançou, em 1999, o CD "Quarteto Jobim Morelenbaum".

Como regente, dirigiu inúmeros concertos com a Orquestra Sinfônica de Salvador (BA), como o de 1997, dedicado à obra orquestral de Egberto Gismonti e tendo o compositor como solista.

Em 1999, no Heineken Concerts realizado no Teatro Alfa (SP), regeu o concerto "A música para cinema de Antonio Pinto e Jaques Morelenbaum", que contou com a participação de uma orquestra de câmara e do pianista Antonio Pinto como solista. Dirigiu, também nesse ano, a Orquestra Sinfônica de Brasília e a Orquestra Sinfonia Cultura, da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo, em dois concertos dentro do projeto "Concertos Sesc Sinfonia Cultura", nos quais apresentou sua produção musical para cinema.

Como produtor musical, atuou em 32 álbuns, destacando-se "Passarim", de Tom Jobim (eleito pela revista "Jazzis" entre os melhores da década de 1980), "Mina d'água do meu canto", de Gal Costa, "Dias assim", de Beto Guedes, "Circuladô vivo", "Fina estampa" "Fina estampa, ao vivo", "Livro" e "Prenda minha" (com um milhão de cópias vendidas), de Caetano Veloso, além das trilhas sonoras para os filmes "O quatrilho", "Tieta do agreste", "Central do Brasil" e "Orfeu do carnaval".

Como compositor, foi responsável pela trilha sonora para o longa "A república dos anjos", de Carlos del Pino, e para o curta "Água morro acima", de Maria Letícia (premiado como Melhor Filme pelo júri popular no Festival de Brasília de 1993).

Compôs e produziu, com Caetano Veloso, as trilhas sonoras para os filmes "O quatrilho", de Fábio Barreto, indicado para o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em 1995, "Tieta do agreste" (1996) e "Orfeu do carnaval" (1999), ambos de Cacá Diégues.

Compôs e produziu, com Antonio Pinto, a trilha sonora do filme "Central do Brasil", de Walter Moreira Salles, detentor de mais de 30 prêmios internacionais, e também indicado para o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, em 1999. Por esse trabalho, recebeu o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Trilha Sonora para o Cinema.

Em 2002 lançou, com Paula Morelenbaum e Ryuichi Sakamoto o CD "Casa", gravado na casa de Antonio Carlos Jobim, autor de todas as músicas registradas no disco.

Em 2003, viajou com o Morelenbaum2/Sakamoto, com o qual se apresentou na Europa, onde participou dos festivais de jazz de Montreux, Viena, Coliseu de Lisboa e do Porto, Roma e Milão, entre outros, e nos Estados Unidos, lançando o CD "A day in New York".

Em 2012, participou como instrumentista, assinou os arranjos e regeu a Orquestra Petrobras Sinfônica (em atuação alternada com o maestro Carlos Prazeres) no espetáculo realizado por Gilberto Gil no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como parte das celebrações do 70º aniversário do cantor e compositor. O espetáculo foi registrado para lançamento em DVD. Nesse mesmo ano, apresentou-se com seu grupo Cello Samba Trio, formado ao lado do violonista Gabriel Improta e do baterista Marcelo Costa, no Sesc Pompeia, interpretando composições de Noel Rosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi e Tom Jobim.

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