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Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras



Dados Artísticos

Instituto musical e cultural, criado em 2001, pelo maestro regente Rui Torneze, com a presença de grandes nomes da música caipira como Inezita Barroso e o violeiro Pena Branca. Foi criado inicialmente para abrigar a sede da Orquestra Paulistana de Viola Caipira. Em pouco tempo, entretanto, o instituto tornou-se um centro de referência para o estudo e pesquisa da cultura caipira no Brasil. Passou então a receber anualmente dezenas de estudantes, pesquisadores e jornalistas que recorrem aos seus acervos para estudos e reportagens. Localizado no bairro da Penha, na região leste da cidade de São Paulo, lá são desenvolvidas diferentes atividades. Talvez a mais destacada delas seja o ensino da viola caipira. O Instituto recebe pessoas de todo o Brasil interessadas no estudo desse instrumento e quase todos os grupo e violeiros surgidos a partir de sua criação passaram por lá ou se utilizaram dos recursos ensinados em sua sede. Os estudos são orientados pelo professor e maestro Rui Torneze, criador e regente da Orquestra Paulistana de Viola Caipira. Lá o estudante é iniciado a desenvolver e assimilar junto ao instrumento os ritmos e gêneros tradicionais da música caipira,  como toada, cururu, cateretê, querumana, recortado, moda de viola, pagode caipira e outros. Aprende assim as principais peças representativas desses ritmos. Após uma fase inicial os alunos são levados a executar solos com ensinamento fundamental de teoria musical. O Instituto São Gonçalo possui uma biblioteca com um acervo com as principais publicações referentes à cultura caipira, além de uma coleção com LPs, CDs e DVDs. São realizadas ainda transcrições e registros de músicas, utilizando o acervo gráfico e sonoro da Biblioteca. Essas transcrições vão sendo passadas pelo maestro Rui Torneze para o repertório da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, desde as simples letras musicais e respectivas cifras, para acompanhamento e cantoria à viola até os intrincados arranjos instrumentais em vários naipes e vozes, que já caracterizam as performances do citado grupo, realizando assim um trabalho relevante de registro da música caipira tradicional, voltado exclusivamente à viola caipira e à típica formação de orquestra de viola caipira. Devido ao excelente corpo técnico musical presente no Instituto, diversos artistas da música caipira tradicional, principalmente novos compositores, recorrem aos serviços prestados pelo Instituto de escrita musical, para obterem o respectivo registro de propriedade de suas obras junto à FUNARTE, onde, além disso, são orientados e assessorados para a gravação e divulgação de seus trabalhos. Também recorrem ao Instituto São Gonçalo aprendizes do Brasil inteiro, que vêm buscar junto a seus instrutores, todos solistas da OPVC, (Orquestra Paulistana de Viola Caipira) bases da preservação deste patrimônio que é o toque da viola caipira.
Um vez por mês, são realizadas rodas de viola aberta e dirigida à comunidade, nas quais se apresentam artistas ligados à música raiz. Também é oferecido o curso de culinária caipira, a partir de uma cozinha tipicamente caipira, composta de fogão de lenha, forno de barro, fogareiro de chão para panela grande de ferro e churrasqueira simples,onde, regularmente, são oferecidos cursos livres voltados ao aprendizado de pratos da tradição culinária caipira. Quase a totalidade dos temperos utilizados no preparo desses pratos são obtidos da pequena horta do Instituto (a qual é orgânica e zelosamente cuidada). Os participantes desses eventos são incentivados a formar esses recursos, mesmo em ambientes urbanos e de espaço restrito (apartamentos, por exemplo), através do plantio de ervas aromáticas em vasos rasos de jardinagem e a adubar a terra com restos de lixo orgânico, provenientes de sua própria cozinha. O Instituto São Gonçalo, por se constituir num ambiente de afluxo de inúmeros violeiros, transformou-se num ponto de visitação de diversos luthiers (artesãos fabricantes de viola) e de profissionais da indústrias de instrumentos, os quais recorrem aos músicos presentes para avaliar suas criações,obtendo sugestões e idéias úteis para o aprimoramento funcional de suas violas. Devido a isso o Instituto constituiu uma xiloteca, uma coleção de pequenas amostras de madeira onde, diante dessas, os tais construtores são incentivados a testar as diversas soluções alternativas da matéria prima (madeiras não proibitivas e fora do risco de extinção) para a confecção do instrumento.
Na virada de 2010 para 2011, através de uma parceria com o Instituto Florestal de São Paulo, o Instituto São Gonçalo passou a obter mudas de árvores de madeira-de-lei como a canela, o cedro, o marfim, a peroba-rosa, o ipê entre outras, sendo essas mudas distribuídas unitariamente a cada venda direta de CD’s e DVD’s nos shows da Orquestra Paulistana de Viola Caipira.

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