Busca:

Humberto Porto

Humberto Porto
19/1/1908 Salvador, BA
23/9/1943 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Foi parceiro de Benedito Lacerda na marcha-rancho "Jardineira" lançada no filme "Banana da terra", uma revista musicada por João de Barro e Mário Lago, com direção de João de Barro e supervisão de Wallace Downey. Essa marcha seria seu maior êxito, adaptação de uma canção popular feita em parceria com Benedito Lacerda, e que ele mesmo teria recolhido na localidade de Mar Grande, no interior da Bahia de Todos os Santos. Teve sua primeira composição gravada em 1935, o samba "Este samba foi feito pra você", com Assis Valente, gravado por Mário Reis na Victor. No mesmo ano, a marcha "Garota bonita", com Juraci Araújo, foi gravada por Jaime Vogeler na Odeon.

Em 1936, teve os sambas-canção "Moreno triste" e "Boneca triste" gravados por Gastão Formenti na RCA Victor. No mesmo ano, o samba "Rogava a Deus" foi gravado na Odeon pelas Irmãs Pagãs, enquanto o samba "Por que não manda esta mulher embora?" foi registrado na mesma gravadora pelos Irmãos Petra de Barros. Já o lamento "Canto da expatriação" foi gravado por Olga Praguer Coelho e Pedro Vargas em dueto pela Victor. Em 1938, teve duas composições gravadas por Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco: o batuque "Batuque no morro", com Herivelto Martins e Ozon, e o samba-toada "Iaiá baianinha". Já o samba-jongo "Na Bahia", com Herivelto Martins, foi gravado pelo Trio de Ouro e Carmen Miranda, todas as três últimas na Odeon. No mesmo ano, Orlando Silva gravou na Victor o samba-canção "História de amor", com J. Cascata, um dos sucessos do ano, e Ciro Monteiro e Odete Amaral cantando em dupla lançaram, também pela Victor, o jongo "Pomba serena". Ainda em 1938, Orlando Silva fez pela Victor a primeira gravação da marcha "A jardineira" que se tornou um grande clássico carnavalesco. No ano seguinte, teve nova composição lançada na Victor por Orlando Silva, a marcha "Buenos Aires". Também em 1939, a marcha "Linda Margarida", com Roberto Roberti, e o samba "Chega já é demais", com Marino Pinto, foram gravadas na Victor por Carlos Galhardo, e o jongo "Negro está sambando", com Hervê Cordovil, foi registrado por Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco na Columbia. Também na Columbia, a marcha "Teus olhos" foi gravada por Carmen Miranda. Em 1940, Dircinha Batista lançou pela Odeon a marcha "E o vento não levou", com Osvaldo Santiago, e Sílvio Caldas gravou na Victor a marcha "Casa, casa viuvinha", com Jorge Faraj, enquanto a cena-típica "Acorda João!" foi registrada pelo Trio de Ouro na Columbia. Ainda nesse ano, teve mais três composições gravadas pela Columbia: a marcha "Você é o sucesso da semana", com Roberto Roberti, na voz de Castro Barbosa, a marcha "Quanta gente na janela!", com Roberto Roberti e Osvaldo Santiago, na de Sebastião Pinto, e a marcha-rancho "Caçador de esmeraldas", com Osvaldo Santiago, na de Dalva de Oliveira.

Em 1941, o samba "Não há doutor que dê jeito", com Osvaldo Santiago, foi lançado por Dircinha Batista em disco Odeon, e a marcha "Pequena sapeca", com Russo do Pandeiro e Roberto Roberti, foi gravada por Nilton Paz na Victor. No mesmo ano, obteve um de seus maiores sucessos, o batuque "Lamento negro", com Constantino Silva, gravado na Columbia pelo Trio de Ouro. Em 1942, teve gravadas a valsa "Timoneiro", com Herivelto Martins, em dueto por Francisco Alves e Dalva de Oliveira, e o samba "A saudade não tem fim", com Mário Rossi, por Gilberto Alves, ambas na Odeon. No mesmo ano, o Trio de Ouro gravou o lamento "Festa de preto", enquanto o Quarteto de Bronze registrou na Victor o jongo "O pé de manjericão". No ano seguinte, a marcha-rancho "Coração de mulher", com Mário Rossi, o lamento "Sina triste", com Áureo A. Pineschi, e uma versão em samba do fox "Babalu", de M. Lecuona foram lançadas por Dalva de Oliveira pela Odeon. Em 1944, compôs com Herivelto Martins a valsa "Mais uma história de amor" que foi gravada em dueto por Francisco Alves e Dalva de Oliveira na Odeon. Em 1947, o samba "Lamento negro", com Secundino, foi gravado na RCA Victor por Zaccarias e sua orquestra. Em 1951, o baião "Iaiá baianinha" foi gravado por Cândido Botelho na Continental. Em 1954, "Lamento negro", com Constantino Silva, foi regravada na RCA Victor por Stellinha Egg. Em 1961, a marcha "A jardineira" foi regravada em interpretação de harpa por Luiz Bordon na Chantecler. No mesmo ano, o samba-canção "História de amor", com J. Cascata, foi gravado por Orlando Silva no LP "Por ti" lançado pela RCA Victor. Em 1966, "A jardineira" recebeu nova regração, dessa vez no LP "Sambrasa Trio em som maior" lançado pelo Sambrasa Trio. Em 1979, "Lamento negro", com Constantino Silva, foi regravado por Peri Riberio no LP "Alvorada" lançado por ele pela gravadora Copacabana. Em 1983, "A jardineria" foi relançada pelo conjunto de rock The Fevers no LP "A maior festa do mundo" lançado pela EMI-Odeon. Em 2006, teve as músicas "Coração de mulher", com Mario Rossi, e "Caçador de esmeraldas", com Oswaldo Santiago, relançadas pelo selo Revivendo no CD duplo "Canta Dalva" com gravações da cantora Dalva de Oliveira. Compositor talentoso, foi parceiro de nomes como Benedito Lacerda, Assis Valente, Mário Rossi, Osvaldo Santiago, Herivelto Martins e outros e teve músicas gravadas pelo Trio de Ouro, por Carmen Miranda, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Dircinha Batista e outros grandes nomes. Teve a carreira interrompida pela morte precoce deixando mais de trinta músicas gravadas.

Mais visitados
da semana

1 Hermeto Pascoal
2 Caetano Veloso
3 Dorival Caymmi
4 Luiz Gonzaga
5 Tom Jobim
6 Festivais de Música Popular
7 Ângela Maria
8 Irmãs Galvão
9 Chitãozinho e Xororó
10 Beth Carvalho