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Horacina Correia

Horacina Correia
Rio Grande do Sul

Dados Artísticos

Mulata nascida no Rio Grande do Sul, iniciou a carreira artística na década de 1930 inspirando-se em Carmen Miranda. Contratada pelo empresário Walter Pinto foi uma das atrações do Teatro Recreio. Segundo pesquisador Antônio Epaminondas no livro "Brasil brasileirinho", ela "gostava mesmo era de viajar, principalmente para a Argentina, onde realizou temporadas consecutivas, tendo prestígio em Buenos Aires comporável ao de Carmen Miranda nos Estados Unidos".

Foi crooner da Orquestra do maestro Fon-fon. Atuou no espetáculo "Quem inventou a mulata?" e nos filmes "Cortiço" e "É com esse que eu vou". Nesse último interpretou a canção "Salve, Ogum", de Pernambuco e Mário Rossi. Sua carreira fonográfica foi curta no entanto, tendo gravado apenas três discos pela Continental e três pela Musidisc, sendo dois LPs. O primeiro desses discos foi lançado em outuro de 1945 pela Continental com ela cantando com acompanhamento do Quarteto Brasil os sambas "Eu sou o samba" e Presunção", ambos de Amado Régis e Gadé. Em dezembro do mesmo ano, gravou seu segundo disco, desta vez com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, no qual cantou o samba "Sai da roda", de Amado Régis e a marcha "Pato enjeitado", de Amado Régis e Américo Seixas.

Em outubro do ano seguinte, gravou apenas o lado B do disco 15.763 em 78 rpm que trazia no lado A a cantora Emilinha Borba cantando o samba "Madureira". Nesse disco, cantou com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra Tabajara o samba "Está muito bom!", de Henrique de Almeida e J. Diniz Mabial. Em 1955, viajou para a Europa onde se encontrou com a orquestra do maestro Fon Fon, percorrendo diversos países. Esteve várias vezes na Itália, sendo que em Roma foi escolhida por diversas vezes como "A estrela da semana".

Em 1956 gravou pela Musidisc os sambas "Até amanhã", "Feitiço da Vila", "Silêncio de um minuto" e "Pra que mentir", todos da dupla Noel Rosa e Vadico. Gravou dois LPs pela Musidisc na década de 1950 sendo que o segundo disco, "Canções brasileiras", foi com a orquestra de Leo Peracchi, disco no qual cantou as músicas "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso; "Casinha pequenina", do folclore popular; "Viciada", de Mário Martino e Renê Bittencourt; "Prece a Inhançã", de Mário Martino e Lourival Faissal; "Café", de sua autoria e Mário Martino; "Baiana de hoje" e "História de um pracinha", de Amado Régis e "Benção de Xangô", de Mário Martino e Jairo Aguiar.

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