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Homero Dornelas

Homero Dornelas
14/12/1901 Rio de Janeiro, RJ
28/12/1990 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Sua atuação na música popular correu paralela à sua atuação na música de concerto (área para a qual compôs inúmeras obras). Já na década de 1920, tocava em ante-salas de cinemas, acompanhando filmes mudos, em teatros de costumes, restaurantes e circos. A partir de 1926, passou a compor sambas, marchinhas e foxes. Logo depois, trabalhou como revisor e arranjador da Casa Vieira Machado, editora de partituras de músicas carnavalescas. Adotou nesta época o pseudônimo de Candoca da Anunciação, com o qual se consagrou em 1930 com o lançamento de seu grande sucesso "Na Pavuna", com Almirante. O samba foi lançado pelo Bando de Tangarás (com Almirante no solo vocal), pela Parlophon, com um arranjo inovador que incluía um grupo de ritmistas fazendo uma batucada, fato sem precedentes até então. Foi o responsável pela forma final do primeiro samba de Noel Rosa, "Com que roupa?". No final de 1929, Noel Rosa o procurou para escrever a partiura do samba. Ao tocar as notas iniciais, reparou que os compassos eram os mesmos do Hino Nacional e sugeriu a Noel que mudasse algumas notas, o que foi feito. Em 1930, a canção "Viola", o batuque "Batuque no Salgueiro" e a valsa "Meu coração é teu" foram gravados por Jorge Fernandes pela Odeon. Em 1931, o "Hino ao Cardeal D. Leme" com Lieda Cristina, foi gravado por Silvio Salema na Parlophon. No mesmo ano, a Orquestra Brunswick gravou sua "Rapsódia infantil" partes I e II em disco Brunswick. Em meados dos anos 1930, a convite de Villa-Lobos, passou a integrar o Sema (onde ficou até 1959). Logo depois, entrou (através de concurso) para a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1941, pediu licença daquela orquestra e ingressou na Sinfônica Brasileira, convidado por Eugen Szenkar. No mesmo ano, foi contratado pela Rádio Nacional carioca, onde trabalhou até meados dos anos 1960. Publicou "Orquestras em desfile", catálogo que dá a relação de todos os músicos que integraram diversos conjuntos atuantes no Rio de Janeiro de 1894 a 1974. Em 1957, sua canção "Pescador da barca bela" composta sobre tema folclórico foi gravada por Stellinha Egg em disco da Polydor. Na década de 1960, gravou histórico depoimento para o Museu da Imagem e do Som - MIS.

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