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Hélio Delmiro


20/5/1947 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou suas atividades musicais aos 14 anos de idade, tocando em bailes com o conjunto de Moacyr Silva.

Em 1965, integrou, juntamente com Claudio Caribé (bateria), Luizão Maia (baixo), Hélio Celso (teclado), Márcio Montarroyos (trompete) mais dois músicos o grupo Fórmula 7, com o qual se apresentou em vários programas da TV Rio e da TV Record (SP).

No ano seguinte, foi convidado para integrar o conjunto de Victor Assis Brasil, participando da gravação do LP "Trajeto", segundo disco lançado pelo saxofonista.

Em 1967, atuou, ao lado de Antônio Adolfo (piano), Gusmão (baixo), Nelsinho (bateria) e os cantores Eduardo Conde e Beth Carvalho, no Conjunto 3-D. Nessa época, dedicou-se ao estudo e à pesquisa do jazz, e também à técnica erudita, tornando-se bastante requisitado nos estúdios de gravação. Participou com assiduidade do Clube de Jazz e Bossa, onde era apresentado publicamente pelo diretor Ricardo Cravo Albin como o "novo Baden Powell da MPB".

Em 1968, começou a trabalhar com Clara Nunes, tendo participado das gravações de todos os seus discos da cantora, entre os quais "Esperança", a ele dedicado pela cantora em homenagem aos 10 anos em que atuaram juntos.

Em 1971, viajou ao exterior acompanhando a cantora Marlene, com a escola de samba Império Serrano.

No ano seguinte, passou a fazer parte do grupo de Elis Regina, com quem atuou durante três anos, em apresentações pelo Brasil, no Japão, na América Latina, na Alemanha, Bélgica, Portugal, França e Suíça, onde participou com muito sucesso no Festival de Montreux, ao lado da cantora.

Em 1974, participou, em Los Angeles, da gravação do LP "Elis e Tom", preciosidade da música brasileira.

Em 1975, assinou a produção musical do disco "Claridade" (EMI Odeon), de Clara Nunes, que se tornou recorde de venda de toda a coleção lançada pela cantora. Foi também produtor do disco "Vem quem tem" (EMI Odeon), de João Nogueira, colaborando com destaque em outros títulos na carreira do cantor.

Tocou durante quatro anos com Milton Nascimento, com quem participou do Festival de Montreux. Atuou na gravação de vários LPs de Milton Nascimento, como "Caçador de mim" (Ariola) e "Milton ao Vivo".

Em 1977, gravou com Sarah Vaughan o álbum “O som brasileiro”. Nesse mesmo ano, participou uma faixa do LP "Sleeping Gypsy" (Warner Bros), de Michael Franks, ao lado de Wilton Felder, Larry Calton, João Palma, João Donato, Ray Armando e Michael Brecker.

Em 1978, participou do I Festival de Jazz Montreux (SP), em duo com Luiz Eça. No mesmo evento, apresentou-se no trio de guitarras formado com Larry Couryel e Phillip Caterine, performance que o colocou entre os cinco maiores guitarristas do mundo no ranking da revista “Down Beat”.

Em 1979, gravou seu primeiro disco, “Emotiva” (EMI-Odeon). Nesse mesmo ano, gravou, com Sarah Vaughan, o LP "Copacabana - Exclusivamente Brasil" (BMG).

Em 1980, participou do II Festival de Jazz Montreux (SP), registrando o lançamento do LP “Emotiva” e apresentando-se em duo com o guitarrista Joe Pass. Nesse mesmo ano, gravou, com César Camargo Mariano, o antológico LP "Samambaia" (EMI-Odeon).

Em 1982, fez show solo no Jazz Fest Berlin, ao lado de Charlie Haden, Carla Bley, Paul Motion, Buddy Tate, Ollinios Jacquet, Don Cherry e outros artistas internacionais.

Em 1984, gravou o LP “Chama” (Som da Gente), com destaque para "Folha morta" (Ary Barroso) e "Mulher Rendeira" (Zé do Norte).

Em 1985, participou, com seu grupo, do I Free Jazz Festival, ao lado de Bob MacFerrin, Pat Metheney e Marcio Montarroyos.

Em 1986, apresentou-se, juntamente com César Camargo Mariano e Paulo Moura, no Festival de Jazz da Espanha em Madri, Barcelona, Sevilha e Salamanca, onde se apresentaram também Miles Davis, Ray Charles, Sonny Rollins, Herbie Hancock e Paquito D’Rivera.

Entre 1989 e 1991, atuou como produtor e apresentador do programa “Jazz entre amigos” (Rádio Record/RJ), veiculado aos sábados, com duas horas de duração. Implantou e dirigiu a gravadora Line Records, produzindo uma série de títulos.

Em 1991, apresentou-se na Sala Cecília Meirelles (RJ), com o show “Hélio Delmiro in Concert”. O espetáculo foi gravado ao vivo e gerou o CD “Romã” (Line Records).

Em 1992, após lançar o CD “Romã”, atuou em uma série de seis shows pelo Brasil com o baixista Jonh Patitucci e o pianista Joe Calderazzo, além do baterista Carlos Bala.

Como professor, atuou no XVI e XVII Curso de Verão da Escola de Música de Brasília, em 1994 e 1995. Em 1995, lecionou no Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Em 1996, apresentou-se no Mistura Fina (RJ), dividindo o palco com o também violonista Guinga, que foi fortemente influenciado por seu violão na infância (eram vizinhos). O espetáculo foi considerado Melhor Show Instrumental de 1996 pelo jornal "O Globo".

Em 1997, voltou ao palco do Mistura Fina, tendo como convidado especial o guitarrista Heitor TP (ex-integrante do grupo Simple Head).

Em 1998, participou e fez a direção musical do show "Tributo a Elis Regina", realizado no Teatro Town Hall, em Nova York. Nesse mesmo ano, produziu um CD para a gravadora Sony Music/EUA (Selo Harmony). Apresentou-se com o saxofonista Sadao Watanabe no Teatro Municipal de Niterói. Participou do projeto "Chorando Alto", no SESC Pompéia (SP), em homenagem a Jacob do Bandolin, trazendo como convidado especial o pianista norte-americano Clare Fischer, com quem atuou em duo.

Em 1999, viajou para a Califórnia, onde se apresentou no espaço The Jazz Bakery, na Califórnia, ao lado de Clare Fischer. Nesse mesmo ano, lançou, em duo com Clare Fischer, o CD “Symbiosis”, gravado nos estados Unidos. Também em 1999, integrou o corpo docente do XXX Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP), como Professor Titular de Guitarra/Violão/MPB.

Em 2000, fez shows em várias cidades brasileiras. Também nesse ano, recebeu o parceiro Clare Fischer para uma série de concertos no Rio de Janeiro (Mistura Fina), São Paulo (Sesc Pompéia) e Brasília (Teatro Villa-Lobos).

Em 2001, participou do festival promovido pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e a prefeitura da Cidade de Pedro Leopoldo, ministrando curso de técnica e improvisação. Nesse mesmo ano, esteve nos Estados Unidos, onde se voltou a se apresentar no Jazz Bakery, em Los Angeles. Também em 2001, fez temporada de shows com a cantora Fátima Guedes.

Em 2002, apresentou-se no Sesc Copacabana (RJ), na série "Nomes Internacionais" do projeto "RioSesc Instrumental", interpretando o repertório do CD "Symbiosis". Nesse mesmo ano, criou o selo Calaboca, pelo qual lançou o CD "Violão urbano".

Em 2004, lançou o CD "Compassos", que contou com a participação dos músicos Bruno Cardozo (teclado), Jurim Moreira (bateria), Jorge Helder (baixo).

Fez show de lançamento do disco "Compassos" no Mistura Fina (RJ), em 2005.

Compôs diversas músicas que fazem parte do repertório violonístico brasileiro, como "Marceneiro Paulo", choro dedicado a seu avô. Em 2017 a programação musical da Casa do Choro no Rio de Janeiro, o convidou para diversas apresentações. Em 2018, seguiu se apresentando em Brasília no Clube do Choro, e no Beco das Garrafas no Rio de Janeiro em show solo preparado exclusivamente para o local. Além de tocar violão, apresentou-se cantando. No repertório, sucessos de sua carreira e também de sua atuação ao lado de ícones da música mundial como Elis Regina, Sarah Vaughan, Michel Legrand, Milton Nascimento, entre outros.

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